Voltando aos restaurantes de Belém (mais do que justo, pois moro aqui), há muito que frequento o primeiro Picanha & Cia, na esquina da Rua Bernal do Couto com a Almirante Wandenkolk, comendo os mais variados pratos de churrascos e carnes na brasa, e sempre gostei muito.
Hoje decidi me aventurar com a Preta e com o Pedro pela não tão recente casa de churrasco a rodízio do Picanha & Cia, na Avenida Pedro Álvares Cabral, entre a Dom Romualdo Coelho e Almirante Wandenkolk, também no bairro do Umarizal.
Grata surpresa! O lugar é amplo, existe um buffet de frios que inclui queijos diversos e presuntos, um buffet de saladas e mais um de comidas diversas, com caldo de lagosta, paella, camarão e outros.
O atendimento é excelente e as carnes, mesmo em um domingo de grande movimento, estavam ótimas, suculentas, incluindo cortes argentinos, como bife de tira e bife ancho, cortes norte americanos (ou Australiano), como a costela premiun, e muitas outras opções, picanhas, bacalhau na brasa, salmão ao molho de maracujá, etc. As cervejas, as mais variadas, e dos melhores rótulos, incluindo Eisenbah, devassa, Baden Baden, e outras.
Na saída, descobri que o Picanha possui um serviço de condução para os que desejam ir sem carro e os que se permitem bebemorar sem preocupação.
O preço? Bom, o preço é salgado (R$ 61,90, por pessoa), comparáveis a churrascarias como o Porcão e o Vento Aragano, mas vale a pena em uma cidade que possui poucas opções de churrascarias de qualidade.
domingo, 31 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Benigni, Cinema Paradiso, Malena e Giusepe Tornatore
Não sou nenhum conhecedor de cinema, acho que sequer posso ser considerado um cinéfilo. O fato é que gosto de assistir filmes, sem qualquer critério, apenas assisto a maior quantidade possível e com grande diversificação, hoje, dentro do gosto que adquiri com assistir todas as películas da forma mais eclética possível.
Com essa sede, adquiri com A Vida é Bela, de Benigni, a atração pelo cinema italiano. Este filme, considerado o algoz do nosso Central do Brasil no Oscar de 1998, talvez o nosso mais competitivo filme, foi justamente derrotado pelo italiano na categoria melhor filme estrangeiro. Até hoje recordo o Roberto Benigni, subindo na cadeira da platéia quando anunciaram a premiação, um filme estrangeiro que falava sobre o holocausto, meio comédia, meio drama, que demonstrava o amor de um pai por seu filho, arrasando Hollywood.
Foi daí que eu, contornando a minha geração Star Wars, passei a ter olhos para o cinema italiano. Aliás, dizer aqui que sempre fui fã das películas itálicas soaria uma grande demagogia. Afinal, quem cresceu com Steven Spielberg e James Cameron, não poderia gostar de Giuseppe Tornatore. Mas gosto. Será que tem alguém que não Gosta?
Criei um carinho especial pelo cineasta quando vi a estória daquele garoto, aprendiz de operador de projetor no pequeno cinema da cidade no interior da Itália, que se torna um grande diretor em Cinema Paradiso (1988), criando um laço de amizade com o velho operador. O filme conquista todos que o assistem, com o inevitável soluço entalado na garganta no fim.
A música, inesquecível, do gênio Ennio Morricone, está na cabeça de todos, mesmo aqueles que nunca viram o filme, ao ponto de que, tendo comprado um CD com canções de cinema para bebês, para o Pedro, está ao lado da consagrada Moon River, da trilha sonora de Bonequinha de Luxo.
Mas o meu preferido é Malena (2000), também com a trilha de Ennio Morricone, que conta a história de uma mulher, moradora de uma cidade do interior da Itália tomada pelo nazismo, em que o marido foi declarado morto em batalha durante a Segunda Grande Guerra.
A sedução é a tônica do filme, estando Monica Belucci perfeita no papel e mais linda do que em todos os filmes que vi dela, como a verdadeira musa do cinema italiano que é, ao lado de Claudia Cardinalle, Gina Lollobrigida, Sophia Loren , Isabella Rossellini, dentre outras.
Aliás, este comentário, uma vez, gerou uma pontada de ciúme na Preta, sendo esta pontada transferida para mim em forma de beliscão, não sem confessar a vaidade que senti.
Da base, Belém, Pa.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Butch Cassidy
Hoje faz um mês que o Arimathéa faleceu. Tento homenageá-lo da forma que ele mais gostava, celebrando a vida, como muito bem disse o meu amigo Saboya no dia do seu velório.
Abri um vinho suave e, neste momento, estou vendo Butch Cassidy, com Paul Newman e Robert Redford, com a inesquecível canção Raindrops Keep Fallin' on My Head.
Lembro quando, em uma madrugada da minha infância, o Arimathéa esperava para ver o faroeste eleito como o sétimo melhor faroeste de todos os tempos e ainda hoje está entre as 100 maiores bilheterias da história do cinema, em uma época em que não existiam locadoras de vídeo ou de DVD's, Videocassetes, muito menos TV a cabo.
Estou recordando uma das cenas mais bonitas do cinema, na qual Butch Cassidy anda de bicicleta pelo campo, com a professora, ao som da música que marcou uma década.
Menos pelo filme, fiquei acordado para acompanha-lo e desfrutar um pouco de sua companhia, sem me dar ao certo de que esse filme seria inesquecível na minha vida e me abriria para o mundo do cinema.
Da base, Belém.
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Abri um vinho suave e, neste momento, estou vendo Butch Cassidy, com Paul Newman e Robert Redford, com a inesquecível canção Raindrops Keep Fallin' on My Head.
Lembro quando, em uma madrugada da minha infância, o Arimathéa esperava para ver o faroeste eleito como o sétimo melhor faroeste de todos os tempos e ainda hoje está entre as 100 maiores bilheterias da história do cinema, em uma época em que não existiam locadoras de vídeo ou de DVD's, Videocassetes, muito menos TV a cabo.
Estou recordando uma das cenas mais bonitas do cinema, na qual Butch Cassidy anda de bicicleta pelo campo, com a professora, ao som da música que marcou uma década.
Menos pelo filme, fiquei acordado para acompanha-lo e desfrutar um pouco de sua companhia, sem me dar ao certo de que esse filme seria inesquecível na minha vida e me abriria para o mundo do cinema.
Da base, Belém.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
A reinvenção da Fox Vídeo
Lugar genuinamente paraense, tanto quanto a Estação das Docas e a Casa das Onze Janelas, é a Fox Vídeo. Locadora de filmes e documentários, onde se pode encontrar não apenas lançamentos de sucessos, como em muitas locadoras, mas também títulos clássicos e raros, o que a torna uma locadora que não deve a nenhuma outra do Brasil.
Com a recente crise das locadoras, decorrente da venda maciça de filmes piratas, muitos estabelecimentos foram fechados, inclusive as pequenas locadoras de bairros, que não existem mais em Belém, como foi o caso da locadora de meu tio e da que ficava na esquina de casa, a Premiere, que eu compareci diariamente durante toda a sua existência. Aliás, digno de memória foi o fechamento de uma filial da gigante multinacional Blockbuster, que ficava na esquina das ruas Alcindo Cacela com a Conselheiro Furtado, em decorrência dessa prática criminosa.
A Fox Vídeo sobreviveu, não incólume, pois fechou as portas da sua filial da rua João Balbi, mas ainda assim sobreviveu. A receita foi se reinventar, passando a abrigar, também, a venda de títulos, usados e novos, e uma livraria, tão rara nestas terras paraoaras depois da escassez da livraria Jinkings. Aliás, quanto à livraria, possui bons e diversificados títulos, que vale a pena uma visita.
Na Fox da rua Doutor Moraes, há também o café Fox, excelente, que serve desde lanches sofisticados, com sanduíches, salgados, bebidas variadas e doces, até alguns poucos pratos. Na mesma filial da Doutor Moraes há também uma pequena loja, que vende camisetas, almofadas, caixas e os mais variados produtos com temas ligados ao cinema, além de CD's de música, com títulos que não são facilmente encontrados, inclusive uma das melhores diversidades de cantores paraenses que já vi.
Gosto de passar no local para tomar um chocolate gelado, feito em uma máquina com gelo, com bastante calda de chocolate, que faz a alegria de qualquer criança, pequena ou grande, como o escritor.
Que a Fox seja para sempre.
Da Base, Belém, Pará.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Bardalo
Descobri domingo, com tristeza, que fechou o Bardalo. Para os que não conhecem, Bardalo é a contração do nome "Bar do Seu Bordalo", que ficava localizado na Avenida Bernal do Couto, entre as Don's Romualdo's, de Seixas e Coelho, comandado pelo português legítimo, tunante e sócio do Grêmio Literário Português, Teófilo Bordalo de Souza.
Primeiro a figura, que veio para o Brasil na adolescência, tentar a vida, passando por todos os tipos de profissão que o lusitano passa: feirante, padeiro, vindo a culminar como dono de bar. O mais famoso que teve ficava na João Balbi com a Generalíssimo, depois mudando de endereço para onde funcionava atualmente, o único que eu conheci.
Muito simpático e alegre, possui uma memória invejável, mesmo do alto de seus oitenta e cinco anos, contando passagens da vida política e social, de épocas remotas, que não vi ninguém se lembrar. Possui conhecimento de todas as pessoas de Belém, conta detalhes dos acontecimentos e de suas vidas íntimas. A alegria é peculiar, nunca o vi irritado ou zangado, sempre fazendo uma brincadeira, geralmente de duplo sentido, com os frequentadores do bar.
Me lembro sempre de sua figura tomando cerveja com os clientes, chorando como um garoto quando ouvia o refrão "... bandeira branca amor, não posso mais...." e, quando chegava nove e meia da noite , olhava para os clientes e dizia, com o sotaque português: "vamos, está na hora de eu ir dormir...".
Aliás, chamar de clientes os frequentadores é injusto, pois são todos amigos. A mim, creio que tem um carinho especial. Eu tenho por ele.
Durante muito tempo o bar e o seu Bordalo fizeram parte da minha vida. Quando queria me divertir era para lá que ia, mesmo em dias da semana. Quando algo me chateava, ía no fim da tarde ao Bardalo, ouvir as histórias da política baratista ou do começo da vida pública do Jáder Barbalho, sempre entremeadas com brincadeiras e uma cerveja, as vezes com um queijo cuia. Não gostava do sábado antes do almoço, que era o dia de todos frequentarem. Gostava da semana, com poucos, quando podia ouvir o Teófilo, como alguns o chamavam.
O inusitado foi quando descobri que o seu Bordalo se lembrava do dia em que eu nasci. Mesmo que por coincidência tenha passado a frequentar o bar, apenas por ser perto da casa da minha mãe, descobri, não sei porque, que no dia em que nasci o papai passou pelo bar, ainda na João Balbi, viu uma cerveja antártica e perguntou se tinha no local, pois na época em poucos lugares de Belém vendia a marca de cerveja preferida do papai. "Tem tanta que está até vendendo!", deve ter respondido o Teófilo, uma de suas brincadeiras preferidas. Foi aí que teve o meu primeiro "mijo".
Contavam, seu Bordalo e Papai, que neste dia se conheceram e, muitos anos depois, se reencontraram, já no bar novo, quando o papai tinha saído para comprar jornal e passou pela frente do bar. Não tenho certeza, mas acho que me lembro desse dia, quando moleque desci do apartamento que morava com o papai e mamãe para ver porque a compra do jornal estava demorando e encontrei os dois conversando. Eu, por coincidência do destino ou por simplesmente meus pais terem comprado um apartamento próximo, conheci, anos depois, o seu Bordalo.
Parei há algum tempo de frequentar o Bardalo, em busca de locais mais sofisticados, o que hoje me arrependo, pois não abrirá mais e, mesmo que ainda continue ouvindo as estórias contadas pelo Seu Bordalo, quando eventualmente encontrá-lo, não será acompanhado pela cerveja mais ou menos gelada, no balcão, onde sempre via a máquina registradora da década de quarenta ou cinquenta, capenga, mas ainda funcionando e, certamente, não terá a mesma alegria que possuía.
As estórias do Bar do Seu Bordalo são tantas que outras vezes trarei para complementar as minhas memórias. O Bardalo é um dos últimos da geração de bares comandados por portugueses por aqui, restando, pelo que me lembro, somente o Paladino, com o tradicional queijo cuia, na esquina da Oliveira Belo com a Generalíssimo Deodoro.
Da base, Belém, Pará.
Primeiro a figura, que veio para o Brasil na adolescência, tentar a vida, passando por todos os tipos de profissão que o lusitano passa: feirante, padeiro, vindo a culminar como dono de bar. O mais famoso que teve ficava na João Balbi com a Generalíssimo, depois mudando de endereço para onde funcionava atualmente, o único que eu conheci.
Muito simpático e alegre, possui uma memória invejável, mesmo do alto de seus oitenta e cinco anos, contando passagens da vida política e social, de épocas remotas, que não vi ninguém se lembrar. Possui conhecimento de todas as pessoas de Belém, conta detalhes dos acontecimentos e de suas vidas íntimas. A alegria é peculiar, nunca o vi irritado ou zangado, sempre fazendo uma brincadeira, geralmente de duplo sentido, com os frequentadores do bar.
Me lembro sempre de sua figura tomando cerveja com os clientes, chorando como um garoto quando ouvia o refrão "... bandeira branca amor, não posso mais...." e, quando chegava nove e meia da noite , olhava para os clientes e dizia, com o sotaque português: "vamos, está na hora de eu ir dormir...".
Aliás, chamar de clientes os frequentadores é injusto, pois são todos amigos. A mim, creio que tem um carinho especial. Eu tenho por ele.
Durante muito tempo o bar e o seu Bordalo fizeram parte da minha vida. Quando queria me divertir era para lá que ia, mesmo em dias da semana. Quando algo me chateava, ía no fim da tarde ao Bardalo, ouvir as histórias da política baratista ou do começo da vida pública do Jáder Barbalho, sempre entremeadas com brincadeiras e uma cerveja, as vezes com um queijo cuia. Não gostava do sábado antes do almoço, que era o dia de todos frequentarem. Gostava da semana, com poucos, quando podia ouvir o Teófilo, como alguns o chamavam.
O inusitado foi quando descobri que o seu Bordalo se lembrava do dia em que eu nasci. Mesmo que por coincidência tenha passado a frequentar o bar, apenas por ser perto da casa da minha mãe, descobri, não sei porque, que no dia em que nasci o papai passou pelo bar, ainda na João Balbi, viu uma cerveja antártica e perguntou se tinha no local, pois na época em poucos lugares de Belém vendia a marca de cerveja preferida do papai. "Tem tanta que está até vendendo!", deve ter respondido o Teófilo, uma de suas brincadeiras preferidas. Foi aí que teve o meu primeiro "mijo".
Contavam, seu Bordalo e Papai, que neste dia se conheceram e, muitos anos depois, se reencontraram, já no bar novo, quando o papai tinha saído para comprar jornal e passou pela frente do bar. Não tenho certeza, mas acho que me lembro desse dia, quando moleque desci do apartamento que morava com o papai e mamãe para ver porque a compra do jornal estava demorando e encontrei os dois conversando. Eu, por coincidência do destino ou por simplesmente meus pais terem comprado um apartamento próximo, conheci, anos depois, o seu Bordalo.
Parei há algum tempo de frequentar o Bardalo, em busca de locais mais sofisticados, o que hoje me arrependo, pois não abrirá mais e, mesmo que ainda continue ouvindo as estórias contadas pelo Seu Bordalo, quando eventualmente encontrá-lo, não será acompanhado pela cerveja mais ou menos gelada, no balcão, onde sempre via a máquina registradora da década de quarenta ou cinquenta, capenga, mas ainda funcionando e, certamente, não terá a mesma alegria que possuía.
As estórias do Bar do Seu Bordalo são tantas que outras vezes trarei para complementar as minhas memórias. O Bardalo é um dos últimos da geração de bares comandados por portugueses por aqui, restando, pelo que me lembro, somente o Paladino, com o tradicional queijo cuia, na esquina da Oliveira Belo com a Generalíssimo Deodoro.
Da base, Belém, Pará.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1, Em Orlando e a Cerveja
Acabei de ver Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1. Fantástico, a altura dos filmes dos fãs do Harry Potter e, creio, um dos melhores da série.
Neste filme, Valdemort toma conta do Ministério da Magia e Harry, Hermione e Ronny passam a ser perseguidos como inimigos. O filme, como seus fãs, está mais adulto, inclusive vivendo dramas de adolescentes, como a insegurança de Ronny quanto ao seu namoro com Hermione. A película, mesmo com mais de duas horas, deixa um gosto de quero mais, com a impaciência para ver a segunda parte.
E, por falar em Harry Potter, também está à sua altura o Parque do Harry Potter, que fica dentro do parque dos estúdios Universal, em Orlando, na Flórida, EUA.
Confesso, quando decidi ir aos Isteites, não me saía da cabeça conhecer o Parque do Harry Potter. Tanto que, quando cheguei no Parque dos Estúdios Universal, me dirigi logo à réplica de Hogworts, enfrentando, claro, ainda mais na época do réveillon, mais de duas horas de fila
Mas, ainda com a fila, descrever a sensação de entrar no Parque é impossível, ante a fidelidade com os filmes da série. Lá estavam a Loja do Olivares, vendendo as varinhas mágicas do Harry e de outros, ou mesmo a sua, que lhe vai escolher, o castelo de Hogworts, a montanha russa do Hipogriffo e a taberna, entre outros. Vende-se ainda, nas ruas, a cerveja amanteigada, que é um frozen de chocolate muito bom, sem álcool. E tudo de uma forma mágica.
Falando em cerveja, a taberna nada mais é que uma lanchonete, estilo fast-food sofisticado, em que as comidas são boas. Somente boas.
Mas não se desestimule, coma na taberna, não perca esta oportunidade, inclusive se tiver dentes fortes e força de vontade, peça uma daquelas coxas gigantes de peru, que é tradição norte-americana, comendo como homem das cavernas, que possuem um gosto único e peculiar.
Mas o que não se deve deixar de fazer é tomar a cerveja de Hogworts na taberna. Na saída da taberna tem um bar, com uma grande cabeça de javali pendurada na parede, que se move como se estivesse vivo. No local existem várias espécies de cerveja, como a heinekken, budwaiser, budlight, etc. Não peça nenhuma delas, peça a artesanal, aquela que no manche da chopeira que sai a cerveja tenha a esfinge do javali.
Impossível não gostar do filme, do parque e da cerveja.
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Neste filme, Valdemort toma conta do Ministério da Magia e Harry, Hermione e Ronny passam a ser perseguidos como inimigos. O filme, como seus fãs, está mais adulto, inclusive vivendo dramas de adolescentes, como a insegurança de Ronny quanto ao seu namoro com Hermione. A película, mesmo com mais de duas horas, deixa um gosto de quero mais, com a impaciência para ver a segunda parte.
E, por falar em Harry Potter, também está à sua altura o Parque do Harry Potter, que fica dentro do parque dos estúdios Universal, em Orlando, na Flórida, EUA.
Confesso, quando decidi ir aos Isteites, não me saía da cabeça conhecer o Parque do Harry Potter. Tanto que, quando cheguei no Parque dos Estúdios Universal, me dirigi logo à réplica de Hogworts, enfrentando, claro, ainda mais na época do réveillon, mais de duas horas de fila
Mas, ainda com a fila, descrever a sensação de entrar no Parque é impossível, ante a fidelidade com os filmes da série. Lá estavam a Loja do Olivares, vendendo as varinhas mágicas do Harry e de outros, ou mesmo a sua, que lhe vai escolher, o castelo de Hogworts, a montanha russa do Hipogriffo e a taberna, entre outros. Vende-se ainda, nas ruas, a cerveja amanteigada, que é um frozen de chocolate muito bom, sem álcool. E tudo de uma forma mágica.
Falando em cerveja, a taberna nada mais é que uma lanchonete, estilo fast-food sofisticado, em que as comidas são boas. Somente boas.
Mas não se desestimule, coma na taberna, não perca esta oportunidade, inclusive se tiver dentes fortes e força de vontade, peça uma daquelas coxas gigantes de peru, que é tradição norte-americana, comendo como homem das cavernas, que possuem um gosto único e peculiar.
Mas o que não se deve deixar de fazer é tomar a cerveja de Hogworts na taberna. Na saída da taberna tem um bar, com uma grande cabeça de javali pendurada na parede, que se move como se estivesse vivo. No local existem várias espécies de cerveja, como a heinekken, budwaiser, budlight, etc. Não peça nenhuma delas, peça a artesanal, aquela que no manche da chopeira que sai a cerveja tenha a esfinge do javali.
Impossível não gostar do filme, do parque e da cerveja.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Caim, de José Saramago.
Após algum tempo sem postagens, por falta de tempo e mesmo de inspiração, retorno para indicar o livro do título, do Nobel de Literatura de 1998.
José Saramago, escritor português que passou seus últimos dias na Ilha de Lanzarote, no Arquipélago das Canárias, lançou este livro no ano de 2009, que chegou ao Brasil pela Companhia das Letras, sendo mantido em sua escrita original, pelo menos até a quinta reimpressão da primeira edição, a que eu li, que torna o livro ainda mais interessante.
O livro conta a estória de Caim que, após ter matado Abel e ter sido castigado por deus a vagar pelo mundo com uma cicatriz na testa, passa a transitar entre presentes e futuros paralelos, como é o caso dos episódios bíblicos da destruição de Sodoma e Gomorra, da adoração do bezerro de ouro aos pés do Monte Sinai, da expulsão de Adão e Eva do Paraíso, da própria morte de Abel e, mesmo, da Arca de Noé.
Nestas passagens, com uma narrativa singular, em que se predominam as vírgulas, minimizando a importância dos pontos, parágrafos ou não, sempre grifando "deus" com "d" minúsculo, Caim se torna, antes de um vilão, uma vítima da ira celestial, o que o faz contestador dos desígnios divinos, com argumentações e reflexões sobre os atos de deus.
É um Saramago, rebelde e argumentativo, como me parecia ser quando via as suas entrevistas, bem apropriado para o meu momento.
Da base, Belém, PA.
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José Saramago, escritor português que passou seus últimos dias na Ilha de Lanzarote, no Arquipélago das Canárias, lançou este livro no ano de 2009, que chegou ao Brasil pela Companhia das Letras, sendo mantido em sua escrita original, pelo menos até a quinta reimpressão da primeira edição, a que eu li, que torna o livro ainda mais interessante.
O livro conta a estória de Caim que, após ter matado Abel e ter sido castigado por deus a vagar pelo mundo com uma cicatriz na testa, passa a transitar entre presentes e futuros paralelos, como é o caso dos episódios bíblicos da destruição de Sodoma e Gomorra, da adoração do bezerro de ouro aos pés do Monte Sinai, da expulsão de Adão e Eva do Paraíso, da própria morte de Abel e, mesmo, da Arca de Noé.
Nestas passagens, com uma narrativa singular, em que se predominam as vírgulas, minimizando a importância dos pontos, parágrafos ou não, sempre grifando "deus" com "d" minúsculo, Caim se torna, antes de um vilão, uma vítima da ira celestial, o que o faz contestador dos desígnios divinos, com argumentações e reflexões sobre os atos de deus.
É um Saramago, rebelde e argumentativo, como me parecia ser quando via as suas entrevistas, bem apropriado para o meu momento.
Da base, Belém, PA.
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