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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Dilemas de um resort All Inclusive

Juventude perdida:
- Faz um hi-fi, por favor!
O jovem barman:
- Não temos hi-fi no cardápio! O que é um hi-fi?
- Então faz um gin-tônica e que Keith Richards te proteja da vida!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Lisboeta

As pausas intelectuais

nas madrugadas do hotel

a companhia do vinho barato

nos quiosques da Liberdade


O vagar ébrio nas noites do Bairro Alto

o rock do Portas Largas

a Rua Rosa mundana

o gin dos rooftops


A ressaca na Bertrand

o tinto Alentejano

a sombra sempiterna de Pessoa

os novos amigos de uma vida toda


E as inspirações 

Ah, as inspirações...

Na ribeira, no mercado...

Nas ruas centenárias

As alfacinhas


As noites frias inesquecíveis de janeiro...




Da base.


sábado, 25 de abril de 2015

Le Saint Germain


Passamos o carnaval em Paris, em um hotel agradabilíssimo e muito bem localizado, próximo à Rue De Bac e à estação de Metrô de mesmo nome, o K+K hotel Cayré, indicado pelo meu amigo Carlos.

Mas não seria tão bem localizado se na sua esquina não estivesse o meu (sim, porque agora já me apropriei dele) bistrô Le Saint Germain.

Bistrô francês para ninguém botar defeito: na calçada, mesinhas para fumar, tomar café, taça de vinho ou cerveja.

Do lado de dentro, em dois andares, refeições das melhores, francesas ou não, com destaque para o staek tartar e para a maravilhosa (a melhor que já comi) sopa de cebola.

Aliás, preciso falar da sopa de cebola, saboreada várias vezes pela Preta, o caldo fino e leve, sem a acidez da cebola, e devidamente gratinada, no dizer de um garçon francês e que fala português fluentemente com sotaque brasileiro, "com um queijo francês". Perguntei um dia: "que queijo francês?". Ele: "o gruyere". Só isso.

Pois bem, o bistrô possui todo o tipo de comida, incluindo carnes, pato, massas e pizzas, alguns tipos de cervejas, inclusive podendo beber no balcão, vinhos, em garrafa e na taça, tudo com jeito de boteco sofisticado, com garços muito simpáticos e educados, que é um adicional.

Mais uma vantagem, além de todas as acima, abre cedo e fecha de madrugada, com o que fazia que o nosso ponto de encontro fosse no café, antes ou depois do passeio. Eu, Preta, Carlos, Amana, Edilene e Mamãe nos divertimos muito lá.

Em Paris, para alguns o De Flore, o Le Deux Margot ou o Lipp.

 Para mim, o Le Saint Germain. Sempre.

Da Base.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

La Biela

Todas as vezes que venho a Buenos Aires tenho que ir no La Biela.

La Biela é um restaurante, bar e café tradicional na Recoleta, na frente do Cemitério e na Plaza Recoleta, que remonta aos tempos das corridas de carro.

Comida excelente e vinhos a preços acessíveis, como é o caso do bife de chorizo, que acompanha muito bem o Cafayate Gran Linaje Malbec. Mas também serve pizzas, sanduíches e petiscos.

Possui dois ambientes, o interno, tradicional, e o que fica na Plaza, ao ar livre, este com valor diferenciado e um pouco mais caro, mas muito agradável e propício para ver os passantes.

Vale a pena sentar e tomar um café, uma cerveja ou uma taça de vinho, de acordo com o gosto do frequentador.







De Buenos Aires.

Hotel Etoile

Sim, é um hotel antigo. Sim, o piso ainda é de carpete. Mas o conjunto de qualidades são imbatíveis e que, mesmo com apenas dois dias no hotel, vai me fazer vir muitas e muitas vezes aqui.

Para começar, fica na Recoleta, o bairro charmoso de Buenos Aires. Só de chegar, já é um charme, pois fica em uma rua que não passa carros, obrigando que a chegada se faça com poucos metros à pé e que o barulhinho de rodinhas de malas no piso seja frequente.

E não somente fica na Recoleta, fica no seu coração, na Plaza Recoleta, ladeado com o burburinho dos mais variados bares e restaurantes: o tradicional La Biela, cantinas, bem ao lado de uma cervejaria artesanal, winerias, inclusive um outlet de vinhos, o Hard Rock Café, o Shopping de Design, o Museu de Bellas Artes, o Recoleta Mall, o famoso bar de esportes Locos por Fútbol, farmácias, mercearias, enfim... A localização é imbatível ao ponto de passar uma semana e não esgotar os programas que existem nas cercanias.

E a cereja do bolo da localização, a vista do Cemitério da Recoleta e da Plaza Recoleta.


Una essa localização a atendentes muito atenciosos e prestativos, uma excelente limpeza do quarto, quartos grandes, o excelente media luna do razoável café da manhã, a champanheria que fica na calçada do hotel, com que faz o hotel antigo e, para alguns, precisando de reforma, ter um clima de época, que combina com os ares de Buenos Aires.

Voltarei Várias vezes.

Do quarto 404 do Hotel Etoile, acompanhado de um malbec.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

The Basement English Pub

Como direi mais tarde, além da minha agradabilíssima estadia e passagem por Blumenau, em face dos eventos da Oktoberfest, resolvi conhecer outros pontos da Cidade, como é o caso do "The Basement".

Um pub discreto, situado no centro histórico, ao lado do hotel Ibis (www.basementpub.com.br), especializado em chopes e cervejas artesanais, com diversos tipos de ales, lagers, pilsens, etc, seja chope, seja cerveja, como dito.

Além das cervejas, o excelente cardápio vai desde diversos tipos de hot dogs e hambúrgueres, até petiscos e jantares.

Por óbvio, por estar em Blumenau, o PUB sofre intensa influência alemã, desde as cervejas até os petiscos. Aliás, como disse a Preta, o cardápio é sensacional.

Vá da degustação de cervejas (quatro tipos de cervejas servidos em pequenos copos) e o mix de salsichas alemães.

Funciona todos os dias a partir das 18horas e a partir de quarta-feira tem música ao vivo.

Em Blumenau, não deixem de conhecer o PUB. Aliás, se a viagem fosso somente para conhecê-lo, já teria valido a pena.


Do pub.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Volta Grande do Xingú

No dia 09 de janeiro deste ano, cheguei em Altamira para participar de audiência publica de um projeto de mineração que, se licenciado ambientalmente, se situará em uma localidade denominada Vila Ressaca, cerca de 40 quilômetros rio abaixo, no Rio Xingú, passando por onde vai ser Hidrelétrica de Belo Monte, na conhecida Volta Grande do Xingú.

O meio de transporte mais rápido são as lanchas, um pouco maiores do que se tem a noção de lancha, com capacidade para cerca de 10 pessoas.


Em face do desconhecimento mais aprofundado acerca da hidrelétrica de Belo Monte, não tinha opinião formada quando confrontada com opiniões de ambientalistas e do governo Federal.

A lancha logo tomou uma velocidade alta, daquela capaz de deixar os cabelos femininos esvoaçados, e comecei a me deslumbrar com a região e com a viagem.

O Rio Xingú é um rio escuro, daqueles que brilham quando os raios do sol batem em seu leito, diferente dos rios café com leite típicos da Amazônia, como é o caso do Tapajós.


A paisagem também distingue das demais amazônicas. É uma transição da floresta tropical para o cerrado, uma mistura dos dois meio ambientes. Com ilhas de pedras no meio do rio e mesmo pedras esparsas, que exigem exímia destreza dos motoristas das lanchas que serpenteiam o rio desviando e procurando o melhor lugar para não bater.



As praias, uma espécie de faixa de terra que desponta nas margens, tão comuns nos rios paraenses, aqui são raras, mas existentes, aparecendo como um oásis seco, na imensidão das águas.


O deslumbramento foi imediato, o meu iPhone não parava de clicar a natureza, mesmo com o risco de queda na água com a velocidade da lancha. A vegetação, os pássaros, mergulhões e outros, as praias paraisídicas, as corredeiras, as ilhas de pedras, somente quebradas com uma ou outra casa de ribeirinhos, que também são raras, ou pequenas vilas na beira do rio, cada vez mais aumentou o deslumbramento desse lugar único, mesmo já tendo andado por esse Pará de proporções continentais.

A beleza é singular e o ecossistema, nunca havia visto igual nos quatro cantos do Pará.

De repente, vejo a grande construção. O colosso da barragem de Belo Monte, invadindo o rio como dois gigantescos muros, ainda aberto, permitindo a nossa passagem.



Me explica uma pessoa que tudo que ficou para trás será alagado quando a construção da barragem for concluída, e este paraíso ficará submerso.

Na volta, deixei as fotos de lado e simplesmente curti a vista, tentando identificar os pássaros que passavam, pausando tão somente para escrever estas linhas que, em uma hora e meio de viagem não consegui concluir, ante a hipnose que a paisagem me causou.

Acabo de escrever no retorno do hotel, com o sentimento misto de decepção e revolta, por o Brasil deixar esse paraíso ir para o fundo.

De Altamira para Vila da Ressaca e no retorno.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ariano Suassuna

No vôo Recife-Belém, duas cadeiras depois da que estou sentado com a Preta e o Pedro no nosso colo, está o grande escritor Ariano Suassuna, indo à Capital do Pará provavelmente para participar da Feira Pan-Amazônica do Livro.

Chegou com humildade e com uma serenidade de dar inveja a Buda, mas logo todos abriram para ele sentar onde quisesse, mesmo em um vôo lotado.

Quando começou a taxiar, dentro de seu terno de linho branco, com corte moderno e os amassados típicos do linho, fez um extenso sinal da Cruz, unindo as mãos e fazendo uma prece silenciosa, de cabeça baixa, com reverência a Deus como a de um apóstolo a Jesus.

Após, aparentando um pequeno nervosismo, certamente por seu conhecido medo de avião, passava os dedos polegar e indicador formando o vinco da calça de linho, sobre o seu fêmur das pernas magrinhas sobrepostas uma sobre a outra.

Puxa um livro de sua pasta de couro marrom, cortesia da UNIMED, quem diria, um livro de bolso, A Extravagância do Morto, Aghata Christie, inusitado para o Autor de grandes obras como A Pedra do Reino.

Alguém fala com ele, elogiando e se dizendo um grande admirador, ele responde com simpatia e pergunta o nome, naquela voz rouca e um pouco trêmula, mas ainda bem firme para alguém de sua idade.

Segue a viagem tranquilo e eu embasbacado, hipnotizado, não consigo tirar os olhos deste vovozinho de 86 anos, que apareceu na minha vida quando eu tinha 15 de idade, em que conheci O Auto da Compadecida.

Na saída, passou ao meu lado, e deu um "até logo" simpático para mim e saiu com desenvoltura.

Criei coragem e perdi a primeira oportunidade de interceptação, mas, com a insistência da Preta, deixei a timidez de lado e aproveitei que outras pessoas estavam de prontidão para uma foto, quando a Preta pediu para tirar uma também, o que foi aceito com um sonoro "até duas".

A minha foto com ele saiu perfeita, a da Preta, que eu tirei, por óbvio saiu tremida e desfocada.



Como sussurrou a Preta ao meu lado durante a viagem, um simples vôo com Ariano Suassuna é mais emocionante que as férias que tivemos de uma semana na Bahia.

No vôo de Recife para Belém.

domingo, 20 de maio de 2012

Quase Nove





Procurando um quiosque para dar uma pausa depois da caminhada no calçadão do Rio de Janeiro? Indico o "Quase Nove" que, como o nome diz, é ao lado do Posto Nove, em Ipanema, na direção da Rua Vinícius de Moraes.

Pessoas bonitas e no sábado e domingo música carioquíssima ao vivo, voz e violão, a partir das 14:30h. Chopp da Brahma (R$ 4,00 (tulipa) e R$ 5,00 (caldereta)), água de coco na garrafinha (R$ 4,00), e peçam o cachorro quente (R$ 4,00), feito como um salgado e é leve, que, no caso, tem tudo a ver com o local.

Bom fim de tarde, com os primeiros passinhos do Pedro em Ipanema.

Do Rio de Janeiro, RJ.

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Location:Av. Vieira Souto,Rio de Janeiro,Brasil

sábado, 19 de maio de 2012

Marcô, em Santa Teresa





Marcô

Dia de sábado é dia de praia, samba e feijoada no Rio de Janeiro. Para mim é bem parecido, mudo somente o samba pelo chorinho e a praia por Santa Teresa. A feijoada continua a mesma e, no Marcô, a melhor feijoada que comi no Rio.

Pois'é, no morro de Santa Teresa, com chorinho e feijoada, o melhor é o Marcô, bar e restaurante muito agradável, no Largo do Guimarães, com tira-gostos mais diversos e a feijuca (R$ 70,00) que, para mim, serve três pessoas. De acompanhamento, batida, caipirinha e a geladíssima cerveja original.

Bom sabadão. O meu está ótimo.

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Location:R. Alm. Alexandrino,Rio de Janeiro,Brasil

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

The Clarke's

Desculpem os leitores, que faz quase um mês que não posto.

Mas o retorno é em grande estilo, na companhia dos meu compadres, Marcos e Carina, anunciando o The Clarke's (clarkesmiamibeach.com).

Pub irlandês em Miami Beach, com cervejas diversas e as chamadas pint's, cervejas como os chopps brasileiros, mas em taças maiores e extremamente saborosas, como a indicação da lager Sierra Nevada, do meu compadre (US$ 6,50). Acompanhada do peixe frito com batata frita, fish & fries, ao estilo irlandês, delicioso, a propósito, como é a noite de Miami Beach.




De Miami, Florida.

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sobre a vastidão do Estado do Pará


Estou agora a caminho de Juruti, no oeste do Pará. Desde ontem, quando cheguei aqui em Santarém, não consigo parar de pensar na divisão paraense, cujo plebiscito está marcado para o próximo dia 11 de dezembro, até mesmo pelo apelo da população local para a criação do Estado do Tapajós.

Logo chegando, no Hotel Barrudada, vi um mapa do que seria o pretenso Estado, mapa este já intitulado Estado do Tapajós. Uma curiosidade, no mapa estava excluído o Município de Altamira, que está na disputa com Santarém para ser a Capital do, talvez, futuro Estado. Pergunto, com ignorância, será que já estão pensando em separar Altamira, ante a vastidão de seu Estado, maior inclusive que a França, tornando-o independente?




A propósito, o que quero comentar é justamente sobre o vasto território deste Estado e o principal argumento dos separatistas: o Estado é muito grande e, nesta vastidão amazônica, o Estado seria ingovernável. Este é o argumento principal, existem outros.

Chego no terminal hidroviário com alguns companheiros de trabalho. Aparecem alguns madeireiros e logo surge uma discussão acirrada sobre o engessamento da produção madeireira do Estado do Pará, com citações filosóficas, superficiais e nada pragmáticas, como por exemplo a de que o mundo quer a Amazônia intacta e quem paga a conta é o Estado e, principalmente, os nativos que sofrem, pois perdem o seu sustento. Por óbvio, me mantenho afastado, não quero discutir, muito menos, este tema infindável.

Desde logo me impressiono com a lancha que vai para Juruti: toda fechada, com um potente ar condicionado, televisão de plasma e filme hollywoodiano, cadeiras acolchoadas e uma pequena lanchonete, bem equipada.

De fato, é impressionante o tamanho deste Estado. Logo saindo a moderna lancha, os contrastes com a floresta se apresentam no Rio Tapajós. Imensas balsas carregando de uma só vez dezenas de carretas ou mesmo grandes navios, ao mesmo tempo em que pescadores artesanais jogam a rede para conseguir seu sustento, com os seus casquinhos dançando nas ondas produzidas pela lancha.







Dentro da lancha, computadores, iPhones, iMacs, etc., e eu lendo sobre Almodóvar, Picasso e Modigliani, por vezes conectado no facebook, na mais pura tradução da globalização. Quem poderia, há poucos anos, imaginar ler email's olhando as falésias de Óbidos?

Tudo dentro de uma vastidão de, me avisaram agora, cinco ou seis horas de viagem dentro de um rio barrento, primeiramente Tapajós, depois Amazonas, ambos de proporções grandiosas, margeados por floresta por todos os lados, cuja paisagem é tão bela que não consegui me concentrar no livro que lia, voltando os meus olhos o tempo todo para o rio.







Mas, mesmo com toda esta grandiosidade, ainda assim não acho que a solução para o desenvolvimento de um território passe necessariamente pela sua divisão.

Aliás, passei muito tempo em uma capital de Estado bem menor que Santarém e até hoje é menor e não se desenvolveu como os separatistas e, depois, os que propugnavam pela a sua transformação em estado, queriam. Ao contrário, este estado é exemplo de má administração e corrupção na mídia nacional e, pelo que eu ouço e vejo, exemplo de esfacelamento moral e da prática do só-se-dar-bem-sempre. Existem pessoas dignas e honestas, é claro, mas não é isto que está diariamente nos jornais e televisões.

Pois bem, pelo que vi, de um lado temos a globalização, com a internet, equipamentos eletrônicos e acesso à informação com muito mais facilidade que eu tinha quando morava naquele estado, encurtando distâncias e promovendo a integração não apenas ao Estado, mas do mundo. De outro lado algumas experiências, digamos, não muito bem sucedidas, de separação de Estados, como o que eu citei acima e de outros.

Neste momento, converso com um taxista, inconformado com a Prefeitura de Santarém, seu Município, confirmando que o problema não é a distância.

Sigo aliviado, assistindo o mais belo pôr-do-sol que vi, na certeza de que não será a melhor solução tirar esse pôr-do-sol do meu Estado.




De Santarém para Juruti e um pouco na volta, Pará.


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domingo, 25 de setembro de 2011

Fortaleza, sempre um agradável passeio

Eu e a Preta queríamos que o Pedro tivesse uma experiência de andar de avião. Algo próximo de Belém e agradável, para ver como se comportava. Decidimos vir para Fortaleza, Capital cearense, já que os avós iriam chegar da Europa por esta (escrevo de Fortaleza) rota, confraternizando a família. E, junta-se a este fato, que torna a Cidade mais agradável ainda, a lembrança de que eu e a Preta nos conhecemos aqui. Mas esta estória fica para uma nova postagem.

Pesquisamos na net o melhor programa para um bebê que completa hoje seis meses e descobrimos a famosa barraca de praia Crocobeach, na Praia do Futuro. A barraca tem uma infraestrutura gigantesca, com piscina, fraldário, comida self service, uma parte no calçadão, lojas, brincadeiras com animadores, palhaços, uma parte da barraca na areia e preços animadores. Realmente, algo que agrada gregos e troianos.

Para os pais, dois grandes restaurantes:

O primeiro, o Coco Bambu, na Av. Beira Mar nº 3698, considerado por uma famosa revista o melhor restaurante de frutos do mar de Fortaleza. E é mesmo, nos poucos que conheço. Comi um grande e generoso pastel de lagosta (R$ 11,90) e um Camarão Iracema (R$ 68,90), a Preta e a minha mãe comeram Camarão a Delícia (R$ 68,90). Caro? Trouxemos mais da metade da comida. O prato do restaurante é, indicado pelos garçons, para duas pessoas, mas o meu, delicioso, dava para três, tranquilo, talvez para quatro. E o da Preta e da minha mãe também sobrou.

Como já se conhece o Camarão a Delícia, que é o mesmo preparo do peixe, vou resumir somente o meu prato: arroz de leite, com leite de coco, muitos camarões rosas médios e grandes, pedaços de queijo coalho e uma fina fatia de queijo encima de tudo, antes de levar para gratinar. Espetacular. Acompanhei com o australiano branco Heartland (mais ou menos R$ 72,00), que já havia bebido, mas hoje teve um sabor especial. A sobremesa, torta de limão, também deu para três, o que levou a Preta a acreditar que o dono do restaurante é de Itu e não do Ceará.

O atendimento, como é regra no Nordeste, mas que deve sempre ser aplaudido, muito bom, com atendentes e garçons simpáticos.

Outro considerado como o melhor restaurante variado pela mesma revista, é o Oui Bistrô (Av. Santos Dumont, 2391, esquina com Nunes Valente, Aldeota). Ambiente sofisticado com simpáticos garçons. Os pratos se explicam por si só: Eu, Badejo com crosta de rapadura e queijo coalho e risoto de banana da terra, a Preta, cauda de lagosta grelhada com risoto de camarão. O meu, fantástico, o carro chefe da casa, o da Preta, meiote, mesmo sendo lagosta (A Preta está reclamando do pedido até hoje). O vinho, branco, não vale a pena lembrar e não me lembro mesmo. Mas, não se engane, o restaurante é bom e agradável e vale a pena a visita.

É isso, Fortaleza é sempre um agradável passeio e me traz grandes recordações, de um povo batalhador e simpático, de belezas naturais e de momentos que vivi por aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1, Em Orlando e a Cerveja

Acabei de ver Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1. Fantástico, a altura dos filmes dos fãs do Harry Potter e, creio, um dos melhores da série.

Neste filme, Valdemort toma conta do Ministério da Magia e Harry, Hermione e Ronny passam a ser perseguidos como inimigos. O filme, como seus fãs, está mais adulto, inclusive vivendo dramas de adolescentes, como a insegurança de Ronny quanto ao seu namoro com Hermione. A película, mesmo com mais de duas horas, deixa um gosto de quero mais, com a impaciência para ver a segunda parte.

E, por falar em Harry Potter, também está à sua altura o Parque do Harry Potter, que fica dentro do parque dos estúdios Universal, em Orlando, na Flórida, EUA.

Confesso, quando decidi ir aos Isteites, não me saía da cabeça conhecer o Parque do Harry Potter. Tanto que, quando cheguei no Parque dos Estúdios Universal, me dirigi logo à réplica de Hogworts, enfrentando, claro, ainda mais na época do réveillon, mais de duas horas de fila

Mas, ainda com a fila, descrever a sensação de entrar no Parque é impossível, ante a fidelidade com os filmes da série. Lá estavam a Loja do Olivares, vendendo as varinhas mágicas do Harry e de outros, ou mesmo a sua, que lhe vai escolher, o castelo de Hogworts, a montanha russa do Hipogriffo e a taberna, entre outros. Vende-se ainda, nas ruas, a cerveja amanteigada, que é um frozen de chocolate muito bom, sem álcool. E tudo de uma forma mágica.


Falando em cerveja, a taberna nada mais é que uma lanchonete, estilo fast-food sofisticado, em que as comidas são boas. Somente boas.

Mas não se desestimule, coma na taberna, não perca esta oportunidade, inclusive se tiver dentes fortes e força de vontade, peça uma daquelas coxas gigantes de peru, que é tradição norte-americana, comendo como homem das cavernas, que possuem um gosto único e peculiar.


Mas o que não se deve deixar de fazer é tomar a cerveja de Hogworts na taberna. Na saída da taberna tem um bar, com uma grande cabeça de javali pendurada na parede, que se move como se estivesse vivo. No local existem várias espécies de cerveja, como a heinekken, budwaiser, budlight, etc. Não peça nenhuma delas, peça a artesanal, aquela que no manche da chopeira que sai a cerveja tenha a esfinge do javali.


Impossível não gostar do filme, do parque e da cerveja.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Madrid, Plaza Mayor e Presunto

Assisti agora o programa "Comidas Exóticas", no canal Discovery T&L, sobre comidas Madrilenhas. Em artigo anterior já havia escrito que Madrid era uma das minhas cidades prediletas. Digo mais agora, me encanta, como dizem os espanhóis, a Plaza Mayor e os seus arredores, e por isso cito o programa, pois mais da metade passou neste lugar.

A Plaza Mayor, atração imperdível em Madrid, cuja origem remonta ao Século XV, nasceu como um mercado e foi palco de guerras, queimas de bruxas e até mesmo das primeiras touradas. Situa-se no centro da Capital e hoje é palco de restaurantes e de bares de tapas, dentre algumas pequenas lojas e até mesmo poucos hotéis. No programa, houve a referência de alguns lugares que visitei e que aconselho a visita, além, obviamente, da própria Plaza como passeio e centro turístico.

Merece referência neste blog, o Restaurante do Botín, que é o restaurante mais antigo do mundo, com mais de trezentos anos de existência. Contudo, nas duas vezes que tentei ir, o restaurante necessitava de reservas, que demandaria algum tempo de preparação e eu não sabia. Por este motivo, fui no restaurante ao lado, também na Plaza Mayor, o Las Cuevas de Luíz Candelas (www.lascuevasdeluiscandelas.com), que possui uma aparência, e é, de restaurante de época, com garçons vestidos à caráter e comida típica espanhola. Não recordo o que comi, mas recordo que o ponto alto foi um grupo de jovens que apareceu no local, com trajes típicos de trovadores medievais, tocando tambor, violão e algo como um pequeno bandolim com aspecto antigo, cantando e tocando músicas flamencas com ares da idade média e, quando descobriu que nós éramos brasileiros, ensaiou uma desajeitada "garota de Ipanema" em espanhol. Muito bom, com gorjeta, é claro.


Também é ponto alto da Plaza Mayor e de seus arredores os restaurantes de Tapas. Tapas, para a cultura culinária espanhola, é tão importante quanto a feijoada para o brasileiro. Nada mais são que os nossos famosos tira-gostos ou os acepipes portugueses, que podem ser consumidos a qualquer hora e mesmo sem bebida alcoólica mas, a melhor forma de curtí-los é do horário 17h às 21h. (os espanhóis almoçam cedo e jantam tarde), acompanhados do vinho, do brandy ou da cerveja de sua preferência. Na Plaza, e em toda a Espanha, se encontram vários bares e restaurantes servindo estes petiscos, que variam de frutos do mar, tortillas de batatas, pintxos e até iguarias como presuntos das mais variadas formas. Os restaurantes e bares de dentro da Plaza Mayor são bons e pitorescos, ainda mais para observar o movimento, mas se quiser apreciar o sabor e o ambiente de um bar de tapas, tente se embrenhar nas vielas das cercanias, que possuem iguarias incríveis e maior diversificação.

E por falar em iguaria e diversificação, dentro da Plaza Mayor possui o Museo del Jamón, que é uma cadeia de lanchonetes cuja atração principal é o jamón, que nada mais é que presunto, não este que conhecemos no Brasil, mas algo no formato e apresentação do presunto de Parma. Esta rede possui em toda Madrid e, inclusive, vi uma franquia na Argentina uma vez, mas nada comparável ao espanhol. A Preta, quando acordávamos, ia logo correndo ao Museo e pedia o chiquito de jamón, que é um pãozinho que aqui chamávamos de salário mínimo, com o presunto, acompanhado de café-com-leite. Mas gosto mesmo do jamón como tapa, acompanhado do vinho, da cerveja ou do brandi, o cognac espanhol.  Por toda a loja ficam pendurados os jamóns, e com as patas, que indicam a procedência e a qualidade do presunto. Os mais famosos e apreciados são os jamóns ibéricos, cujo pata negra é considerado o melhor, e mais caro também. Provem, é gastronomicamente e culturalmente imperdível.

Estas são algumas atrações da Plaza Mayor.

Da base, Belém, Pará, Brasil.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Peixaria Cacique

De passagem por Itaituba, oeste do Estado do Pará, conheci a Peixaria Cacique, sob comando da Dona Cacica (é isso mesmo!), uma cozinheira de mão cheia, atenciosa e divertida.



Possui os mais variados pratos de peixe, como o peixe na manteiga, a escabeche, caldeiradas baiana e paraense, tucunaré frito, peixe na chapa e alguns poucos pratos de filé bovino. O peixe, pode-se escolher entre diversos tipos, hoje, por exemplo, havia a disposição a dourada, o surubim e o tucunaré. Os pratos podem vir inteiro (de R$ 40,00 a R$ 45,00) e a sua metade (R$ 20,00 a R$ 25,00), sendo que a metade serve duas pessoas. Não deixe de pedir, se o seu prato não vier como acompanhamento, uma porção de pirão, que é delicioso e diferente de qualquer outro que comi.



Se gosta de bebida destilada ou vinho (que um rótulo pode ser garimpado nos supermercados de Itaituba), leve a sua, pois o estabelecimento somente serve cerveja, geladinha.



O endereço da Peixaria Cacique é típico do local, ou seja, fica na 7ª Rua da Liberdade, na Rodovia Transamazônica, entrando pela TMC (que significa Transamazônica Materiais de Construção), s/nº, Itaituba, Pará, tel (93) 91753824.


P.s.: Na foto acima o nome do estabelecimento está como Peixaria Altas Horas que, segundo a Dona Cacica, foi uma época que ela viajou e o seu filho colocou este nome, mas a própria diz que não gosta, então o nome é Peixaria Cacique. Neste caso, é a proprietária que tem razão, acho.

De Itaituba, PA.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bistrô 66

Para me despedir do Rio de Janeiro, decidi conhecer o famoso Bistrô 66, do Chef Francês Claude Troisgros. Restaurante fino, providenciei a reserva no dia anterior. Para ser sincero, não necessitava, mas estávamos garantidos na mesa.

Foi uma quarta-feira. No dia anterior, terça-feira, houve o menu degustação, que são servidas seis taças de vinho com os respectivos pratos, visando, como o nome diz, a harmonização, pelo preço de R$ 130,00, segundo a informação do garçom.

No início, confesso que achei certo esnobismo no atendimento, mas logo o meu pensamento se dissipou com a propriedade da argumentação da Preta, que me fez crer que era apenas o formalismo de um restaurante francês. O atendimento foi muito bom e o maitre, muito solícito, indicou o mais barato: O Menu do chefe (R$ 99,00 por pessoa, com cordeiro, acréscimo de R$15,00), que dá direito à entrada, prato principal e sobremesa.

Começamos com salada de palmito pupunha e queijo de cabra crocante, ou seja, queijo de cabra a milanesa. Como prato principal, a Preta foi de fetuccine ao molho de cogumelos e eu de Carneiro.

Pedi carneiro, pois me lembrei de um programa Que Marravilha! que vi do chef. Realmente, o Carneiro estava um show: costeleta, coberta com farofa crocante com tomates secos e alho, sem qualquer defeito. Vinha com a opção de se pedir arroz ou batata frita. Escolhi batata, que igualmente me surpreendeu, pois era finíssima, sequinha e com... manjericão!

Na sobremesa, cheesecake e torta de limão, também irreprocháveis. 

Para acompanhar, o francês Cazes Domaine Lê Cânon Du Marechal, syrah e merlot, indicado no menu, muito apropriado para o carneiro, com foto da Preta.


Do Rio de janeiro, RJ.

Shopping Leblon e Comer, Rezar e Amar

Os meus irmãos Alexandre e Léa que me desculpem, mas acho Shopping Centers todos iguais, ainda mais nestas épocas em que tudo é franquia. São as mesmas lojas, as mesmas lanchonetes e os mesmos produtos, inclusive quanto a diversão e na praça de alimentação.

Mas hoje, dia 05/10, um dia chuvoso, nublado e frio neste Rio de Janeiro, precisando comprar remédio e algo que cubra além do meu quadril e dorso, decidimos, eu e a Preta, que me olha sobre os ombros, ir no Shopping Leblon.

Vou me render! O Shopping Leblon é legal! As lojas, mesmo franquias, são as melhores. O espaço é bem distribuído e amplo e, o melhor, a praça de alimentação possui vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

No Rio, o botequim está presente em todo lugar e para qualquer família, inclusive em Shopping Centers. Também com vista para a Lagoa, o Botiquim Informal foi a minha opção para este dia chuvoso. Bom! Muito Bom! Comam a feijoada para duas pessoas e o chopp da Brahma, sempre bem tirado. O claro e o escuro.

Também tem a expand, para se degustar vinho e com o requinte próprio da franquia.

Aliás, também tem cinema, que esperei na concorrida fila e não me arrependi. Pode se comprar as entradas em uma máquina, o que reduz consideravelmente as filas. Quatro salas com cadeiras marcadas, com o braço que levanta, dando oportunidade do namoro mais gostoso. Um ótimo programa.
 
Pena que o filme que vi não contribuiu. Comer, rezar e amar, comédia romântica baseada no best seller homônimo, é enfadonha, mesmo tendo astros do nível de Javier Barden e Julia Roberts.
 
Do Rio de Janeiro, RJ.

sábado, 2 de outubro de 2010

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Quando Dom João VI, então Príncipe Regente, fugido de Napoleão Bonaparte, chegou nesta Colônia em 1808, com a intenção de criar um Jardim Botânico, os nativos e os habitantes cariocas não entenderam muito bem. Para quê criar um local que abrigue espécies de plantas no meio da mata atlântica, onde existe uma das maiores diversidades florestais do planeta?

Tenho certeza de que não foi a inteligência estratégica e o pensamento aguçado do regente que fez isso, mas o fato é que demos sorte, pois o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos locais mais bonitos do mundo e faz jus aos seus duzentos anos de existência.

Tão importante quanto o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, o Jardim Botânico é um programa bom, bonito e barato na Cidade Maravilhosa. No passeio, que custa apenas R$ 5,00 (cinco reais) o ingresso, com abatimento para meia entrada, deficientes e outros, pode-se conhecer, além das incontáveis espécies florestais, o orquidário, o bromeliário, a tenda das plantas insetívoras, os bonsais e os cafés, seja o de perto do parquinho para as crianças, com mais crianças, óbvio, seja o da loja de souveniers. Aliás, se tiver crianças, é um passeio imperdível. 

Não adianta, neste caso, descrever o que vi, pois somente indo no local é que se tem o verdadeiro Jardim Botânico. Deixo apenas algumas fotos:

As palmeiras imperiais da entrada do Jardim:


Orquidário:


Bromeliário:



Do Rio de Janeiro, RJ.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Mercado de Santiago

Falando em Santiago do Chile, lugar imperdível para se visitar é o mercado local, com sua diversidade interminável de peixes e frutos do mar. Aliás, mais que visitar, sentar para comer, como diz a Preta, o "caranguejão". O caranguejão, cujo nome é centolla, possui a carne extremamente saborosa e pode ser degustado em um dos restaurantes que ficam no próprio mercado, além de diversos outros restaurantes na Capital.


Uma das comidas mais aprecidas do Chile, o centolla custa por volta cem dólares no mercado, dependendo do tamanho. Contudo, no que pese o preço alto, serve várias pessoas e vale pela iguaria típica chilena. Quando tive a oportunidade, comprei o abaixo, por volta de noventa dólares, sendo que serviu seis pessoas, que puderam comer satisfatoriamente, sem exageros.


Na hora de comer, o caranguejo vai acompanhado de um garçom, que corta as patas e tira toda a carne. Portanto, não se preocupem que não se trata de nenhum ritual interativo de quebra de caranguejo com um martelo, em que se espalha todo o caranguejo pela mesa e nos outros participantes, estilo toc-toc.