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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os Cavalcanti's e os Barbeiros

Barbeiro está em extinção, sendo cada vez mais raros nos grandes centros e, pelo que tenho visto, nas pequenas cidades. Contudo, ainda há uma população masculina que, como eu, precisa de um lugar com cortes precisos, rápidos, com barbas sendo feitas com navalhas e sem muita burocracia.

Em Sampa, há um movimento para recriar as barbearias das décadas de 40 e 50, com ambientes decorados e cadeiras cromadas, em que conheci na Rua Augusta a Barbearia IX de Julho (http://www.barbearia9.com.br/), com filiais no Itaim e no Centro.

Em Belém, conheço duas barbearias, ambas de barbeiros provenientes do saudoso Central Hotel, na Presidente Vargas, que possuía os melhores profissionais da Cidade, sendo local invejado por todos. Lembro do Hotel e da barbearia já decadentes, na minha época de pré-adolescência, quando uma vez fui passear de ônibus pela Avenida.

Mais simples, mas com qualidade até mesmo superior à paulista, temos o Barbeirinho e o Moacir Carioca, o Rei da Tesoura, ambos com seus estabelecimentos na Antônio Barreto, entre Dom Romualdo de Seixas e Wandenkolk. O primeiro, do lado direito e o segundo, do lado esquerdo, ao lado do Laboratório Amaral Costa.

O Barbeirinho, não conheço, mas alguns amigos meus cortam no local e dizem que é muito bom, sempre com a mais recente edição da conhecida revista masculina para o entretenimento dos clientes, além da boa conversa.

O Carioca, escrevi algo sobre ele há algum tempo neste blog, contudo, o que não falei é que ele cuida da cabeleira dos Cavalcanti's há 35 anos. O meu pai passou 34 destes cortando o cabelo lá e eu, pelo menos 15. Agora, a nova geração começou a cortar o cabelo no local, com apenas 9 meses, levado por mim.


São três gerações dos Cavalcanti's tendo a cabeleira cuidada pelo mesmo barbeiro, raro, por sinal.

Da base, Belém, Pará.

domingo, 21 de agosto de 2011

Café da Manhã no Rio de Janeiro

O meu amigo Alexandre Benchimol, paulista de coração, me perguntou onde se toma um bom café da manhã no Rio de Janeiro. Alexandre, os mais famosos do Rio são o Talho Capixaba (www.talhocapixaba.com.br), que é uma espécie de padaria, com venda de patês, frios e pães, que o cliente monta o seu sanduíche segundo o seu gosto, além de espaço para outros itens e venda de produtos finos, e o Restaurante Garcia e Rodrigues (www.garciaerodrigues.com.br), uma delicatesse sofisticada, com espaço voltado para restaurante, aliás um dos melhores do Rio, ficando ambos no Leblon, na Av. Ataulfo de Paiva, o primeiro no número 1022, e o segundo no 1251, este no Baixo Leblon. O Garcia Rodrigues também possui filiais na Barra da Tijuca e em São Paulo.

Não tão conhecido e bem mais simples que os dois, servindo um bom almoço, principalmente saladas, o que eu sempre vou é um bistrô chamado Santa Satisfação (www.santasatisfacao.com), que tem um ótimo omelete, com duas casas, uma na Santa Clara 36-c, em Copacabana, no Posto 6, e também ao lado do Garcia e Rodriguez, na Ataulfo de Paiva, nº 1335-A.


Da Base, Belém, Pará.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Exquisito!

E por falar em Sampa, um dos meus lugares preferidos na Capital é um misto de bar e Restaurante, com tendências à badalação.

É o Exquisito! (assim mesmo, com x). É um bar com influências da América do Sul e Central, possuindo pratos e drinques de todas as regiões, desde o México, Colômbia, Peru, até Honduras e República Domincana, passando, claro, pelo bolinho de Piracuí vindo do Mercado Ver-o-Peso da terrinha.

Prove o ceviche (R$ 19,00), se gostar de peixe cozido somente no limão, que é imbatível. Se estiver com mais de uma pessoa, melhor, três ou mais pessoas, vá de Chili com Carne (R$ 42,00), que também é delicioso, colocado no cardápio como prato, mas é ótimo como petisco. Se quiser algo mais simples, vá de filé altiplano, que possui cebolas caramelizadas deliciosas, servindo duas pessoas (R$ 27,00). Além dos pratos, existem também petiscos, sanduíches e sobremesas.

Pode-se encontrar também cervejas de diversos lugares da América, como a Uruguaia Norteña e a Argentina Quilmes, além do chopp Brahma bem tirado (R$4,90).

A seleção musical dá um clima a parte, toda em ritmo latino. E, no ambiente, dê preferência para ficar nos fundos, ao ar livre.

O Exquisito! Fica na Rua Bela Cintra, 532, Consolação, São Paulo, SP, www.exquisito.com.br.





Da Base, Belém, PA.

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domingo, 28 de novembro de 2010

O Realejo

Eu, em uma escapada para um almoço rápido, me deparei no Bairro da Liberdade com um realejo, aquela caixa que, com seu operador girando uma manivela, toca uma musiquinha, que geralmente vem com um papagaio ou um periquito que tira um pequeno papel com a sorte do cliente.

Nunca tinha visto um realejo ao vivo, somente sabia que existia por livros ou desenhos animados. Fiquei encantado e, no princípio, um pouco envergonhado de pedir para tirar uma foto com o meu iphone. Comprei meu almoço em uma barraca na feira que estava, uma cerveja para criar coragem, e fiquei na ilharga do realejo observando os transeuntes "tirando" a sorte.

Quando não tinha mais ninguém, perguntei quanto era a sorte. Me respondeu, dois reais. Eu perguntei se podia tirar a foto. Me disse que sim e dei três reais. Muito pouco para a experiência. Se encontrá-lo vou dar mais.

O Senhor chamou: "Cristina, faz uma pose!", veio o periquito e entortou a cabecinha para o lado, parando para fazer a foto:


Depois, me perguntou: "solteiro ou casado". "Casado", respondi. "Cristina, tira a sorte do casado!". A periquita puxou um papel, que caiu na tábua e o Senhor me entregou:




Embasbacado saí do local, meio aéreo, nunca imaginava que o nível do realejo era tão alto, podendo fazer a diversão de qualquer criança, mesmo que esta criança tenha trinta e cinco anos, como aconteceu comigo.



Aliás, para quem quer saber, a minha sorte dada pela Cristina (foto abaixo) foi igualmente fantástica. Mas nem precisava, pois nenhuma sorte iria substituir a de conhecer um realejo.



De Sampa, SP.

La Tartine



Tenho que confessar, não me sinto confortável em São Paulo. Esse sentimento atribuo, primeiramente, ao meu desconhecimento de Sampa e, depois, que a Cidade me lembra doença, hospital, em virtude de por diversas vezes ter que me deslocar à Capital em busca de saúde. E, mais uma vez, estou aqui por este motivo. Espero e me esforço para que um dia esse sentimento, quanto à Capital dos negócios brasileiros, mude.

De volta ao que interessa, o fato é que um dos objetivos deste blog é a busca incessante pela comida que vale mais que o seu preço, se é que me faço entender. E um dos exemplos disso é o La Tartine (Rua Fernando Albuquerque, nº 267, Consolação, São Paulo, 32592090).

É um restaurante francês simples e com preço bastante acessível na capital paulistana. O cardápio possui somente comidas como saladas, quiches e entradas, além, é claro, das sobremesas. Todos os dias existe a sugestão de pratos mais elaborados, como no dia em que fui, cuja sugestão foi o steak au trois poivres, o filé a três pimentas (R$ 36,00), e o Salmão a L'oiselle, que vem com molho cítrico (R$ 34,00).

Com a simplicidade, o ambiente tornou-se despojado e agradabilíssimo, além da comida deliciosa e os preços acessíveis para um restaurante francês, e de São Paulo. A Carta de vinhos é pequena, mas com rótulos bastante variados e, principalmente, baratos. Pode-se comprar um francês de bom custo-benefício por quarenta reais.

Mas, se chegar no local e ver que o La Tartine não era o que queria na noite, existe a opção do restaurante ao lado, o Mestiço, restaurante contemporâneo de base tailandesa, refinado, que é impossível errar no gosto e no prato, mas que o comentário vai ficar para uma próxima postagem.


De Sampa, SP.