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segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Morte em Veneza, de Thomas Mann

 Comecei a ler A Morte em Veneza, de Thomas Mann, durante a minha viagem a Veneza neste último carnaval, como uma forma de conhecer um pouco mais da cidade para além dos cartões-postais. O livro, escrito por Mann — Prêmio Nobel de Literatura de 1929 — conta a estória de um escritor de meia-idade que, durante férias em Veneza, se apaixona obsessivamente por um jovem de 14 anos.


Confesso que a leitura demorou a engrenar. Achei boa parte do livro monótona, excessivamente lenta e pouco fluida. Mas tudo mudou nas últimas dez ou quinze páginas. Quando Mann começa a revelar uma Veneza decadente, triste, pútrida, sustentada por moradores e comerciantes preocupados apenas em preservar o turismo e os próprios interesses financeiros, a narrativa ganha uma força impressionante.


E o mais curioso é perceber que, apesar de o livro ter sido escrito há mais de um século, a Veneza que encontrei nesta última viagem — em que consegui permanecer mais tempo e observar melhor a cidade — mudou muito pouco. Com algumas exceções.


Da base.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Agnus Dei, 2016

O filme conta a estória de uma médica francesa comunista que, clandestinamente, começa a cuidar de freiras estupradas que ficaram grávidas em um convento da Polônia, após três ataques de soldados russos.

Discute questões da violência da II Grande Guerra, a fé e a perda desta, o cristianismo e o feminismo.

No que pese a sinopse isenta acima, que mais parece de um filme de terror, o fato é que é um grande filme, belo e emocionante!

Gostaria de contar o final, mas vou evitar!






terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A Livraria, 2017

O filme trata de uma viúva de guerra que decide abrir uma pequena livraria em uma cidade do interior inglesa e a resistência do povoado aos livros. Interessante é o relacionamento da viúva com o ermitão da Cidade, que teria parado de sair de casa após a morte da esposa, Mr. Brundish.

Dramalhão premiado, claro, e inglês, de qualidade, se passa na Inglaterra de 1959, com grande elenco e especial atenção para a grande atuação e o diálogo entre Mr. Brundish e Ms. Gamat.

Para amantes de livros.

Acompanhem com gim-tônica.



Da base.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Beleza Oculta, 2017




É certo que a crítica classificou o filme como melodrama tipicamente hollywoodiano, fazendo duras críticas ao filme, mas o fato é que qualquer filme que reúna Edward Norton, Kate Winslet, Will Smith, Helen Mirren e Keira Knightley merece ser visto.

No filme, Howard (Will Smith) é um pai que perdeu a filha de seis anos e se fechou completamente para o mundo, enviando cartas para a morte (Helen Mirren), o tempo e o amor (Keira Knightley). Três amigos e sócios (Edward Norton e Kate Winslet) se reúnem para fazer com que Howard venda a empresa, que vai mal desde a morte da filha e do afastamento de Howard.

São três finais com uma beleza sutil e o principal surpreendente.

De arrancar lágrimas de qualquer apreciador de O Predador.

Da base.

domingo, 23 de março de 2014

Antes do Pôr-do-sol, 2013

Acabei de assistir o último filme dessa excelente trilogia, que começou com o Antes de Amanhecer, passou pelo Antes do Pôr-do-sol, e agora o Antes da Meia Noite.


O primeiro, é a fase adolescente, em que se conhecem em um trem. No segundo, Paris, voltam a se ver após terem se perdido, no lançamento do livro sobre o encontro do trem. O terceiro e alardeado o último, trata do casamento com filhos, em época de separação.


Muito sucesso dentre os amantes de filmes cult's, o que gosto mais é o cuidado pelo realismo entre as relações de um casal e nos locais onde são ambientados: em um trem pela Europa, em Paris e, no mais recente, na Grécia.


Mas, reconheço, o principal das películas são os diálogos.


Mesmo tendo gostado mais do segundo,  em que se reencontram, com a cena já clássica da Julie Delpy dançando brevemente com um ar sexy recatado (se é que isto é possível), tenho que dizer que, para mim, o último é o mais realista e demonstra o relacionamento na época dos quarenta anos.


Gostei muito dos três. Assistam todos.




Da base.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Meia Noite em Paris, 2010


Não poderia deixar de fazer referência neste blog sobre o recente filme do amado e odiado Diretor Woody Allen.

Neste filme, um roteirista de sucesso hollywoodiano, em viagem com sua noiva e seus sogros, passeia pelas ruas de Paris e retorna, em um passe de mágica, primeiramente aos anos 20 e depois a Belle Epoque parisiense, encontrando com os ídolos que fizeram história, como Hemingway, o casal Fitzgerald, Picasso, T. S. Eliot, Cole Porter, o trio Dalí, Garcia Lorca e Buñuel, dentre outros.

É um típico filme de Woody Allen, com diálogos longos e inusitados, passagens inexplicáveis e irreais e, até mesmo, Owen Wilson, interpretando o protagonista, algumas vezes parecendo o próprio Allen nos primórdios de sua carreira. Mais woodyano somente se o filme se passasse em Nova York.

O filme é incrível, principalmente para os amantes da leitura, com uma produção e roteiro primorosos, com linda fotografia da Capital francesa, tanto pela noite, como pelo dia, o que dá mais vontade de caminhar sem rumo pela ruas de Paris.

Da base, Belém, Pará.

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Poucas Cinzas - Salvador Dalí

O filme conta a história dos amigos gênios Federico Garcia Lorca, Salvador Dalí e Luis Buñuel, durante a efervescência cultural européia dos anos 20 e a ditadura espanhola.

Baseado nas memórias de Salvador Dalí, é um filme denso, algumas vezes desconfortável, mas é uma obra que deve ser vista, pela história, por seu roteiro e por sua fotografia. Adicione ainda como motivo para ver a película a atuação de Javier Beltrán no papel de Garcia Lorca.

Para melhorar ainda mais o filme, este poderia ser falado em espanhol, e não em inglês, pois assim se conferiria maior realidade à película.



Da base, Belém, Pará.

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