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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Ócio forçado



Amigos,


Neste momento estou em isolamento por causa da COVID (antes que me perguntem, somente com sintomas leves, graças à santa vacina!) .


Então, mesmo não sendo crítico de cinema e nem pretendendo ser, seguem descobertas destes dias de ócio obrigatório, que indico!




           


BUGSY


Qualquer filme com Warren Beatty, Annette Benning, Harvey Keytel, Joe Montagna e Ben Kingsley deve ser visto!Ainda mais com a trilha sonora de Enio Morricone.


Um filme de gângster, que conta o amor do mafioso Bugsy (Warren Beatty) com a cantora Virgínia Hill (Annette Benning, mais linda que nunca), que leva a fundação de Las Vegas.


Filme de 1991, baseado em uma história real.




        QUANTO VALE?


Também na Netflix, o filme trata de um fundo criado para compensações às vítimas do 11/09, tentando resolver uma das grandes questões (tabus) do direito, que é quanto vale uma vida quando se vai indeniza-la.


É um filme comovente e daqueles que enaltece o sistema norte-americano, que pensei que não ia gostar, mas me surpreendeu. Vale a pena!


Uma grande atuação de Michael Keaton, acompanhado do maravilhoso Stanley Tucci, que eu particularmente adoro.





MESSIAH 


A trama desta série da Netflix se passa em volta de uma pessoa do Oriente Médio que tomam como o novo messias e este, em atitudes dúbias e em meio de contestados milagres, se porta como um.


A série se passa no Oriente Médio e nos EUA, como fundo a relação entre estes espaços e o fanatismo religioso.


Há rumores que a série foi cancelada sob a desculpa da pandemia, mas o certo é que a seria é polêmica e somente uma temporada já é uma boa diversão e dá o recado.


Surpreendente e misteriosa. Para se pensar.


Da base e isolado.



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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Agnus Dei, 2016

O filme conta a estória de uma médica francesa comunista que, clandestinamente, começa a cuidar de freiras estupradas que ficaram grávidas em um convento da Polônia, após três ataques de soldados russos.

Discute questões da violência da II Grande Guerra, a fé e a perda desta, o cristianismo e o feminismo.

No que pese a sinopse isenta acima, que mais parece de um filme de terror, o fato é que é um grande filme, belo e emocionante!

Gostaria de contar o final, mas vou evitar!






terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A Livraria, 2017

O filme trata de uma viúva de guerra que decide abrir uma pequena livraria em uma cidade do interior inglesa e a resistência do povoado aos livros. Interessante é o relacionamento da viúva com o ermitão da Cidade, que teria parado de sair de casa após a morte da esposa, Mr. Brundish.

Dramalhão premiado, claro, e inglês, de qualidade, se passa na Inglaterra de 1959, com grande elenco e especial atenção para a grande atuação e o diálogo entre Mr. Brundish e Ms. Gamat.

Para amantes de livros.

Acompanhem com gim-tônica.



Da base.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

As Pequenas Violências do Dia-a-dia e o Poder Efêmero

Tenho valores para receber de uma ação judicial. Consultando o andamento no sítio do Tribunal respectivo, vi na internet que havia despacho determinando a manifestação do devedor, mas não constava que foi publicado e não encontrei a publicação no complicado acesso ao Diário de Justiça da União.

Decidi ir ao Tribunal, tão somente para verificar se foi publicado o despacho prolatado há cerca de 15 dias e, caso não tenha sido, que houvesse a publicação. Passei quarenta minutos no trânsito paraense infernal rodando para estacionar. Até aí aparentemente nenhum problema, se não fosse que o trânsito estava péssimo por pura falta de educação dos motoristas, com carros mau estacionados, ocupando duas vagas, carros fechando o cruzamento, filas duplas, caminhões nas ruas em horário de pico, dentre outras má educações comuns no trânsito paraoara. Ando duas quadras no sol a pino de duas horas da tarde e chego na Justiça somente para pedir que fosse publicado. Resumindo, a atendente, servidora pública federal, em clara má vontade,  me disse que não podia fazer nada, pois tinha um parecer (sequer sei se é possível isso!) que dá o prazo de 60 dias para publicação.

Pedi celeridade, disse que se tratava de verba alimentar, que o processo já estava julgado e que se tratava de uma mera publicação, em uma submissão de um cachorro que estava levando bronca do dono. Aos que trabalham com Justiça sabem que brigar com servidor é pior que brigar com Juiz, pois se a Justiça já é morosa, com a briga, o processo não vai andar nunca mais.

Pois bem, a servidora me deu de ombros, fez uma cara irritada (como se eu estivesse pedindo favor! Pasmem!) e colocou o processo ao lado de sua mesa, dizendo que tinha até fim de setembro para a publicação!

E não pensem que isso é uma situação que somente acontece nesta República das Bananas. Estava domingo em Miami, Estados Unidos da América, quando estacionei o carro em um estacionamento privado. Aos que conhecem, sabem que a grande maioria dos estacionamentos são completamente automatizados e que se paga em maquinetas. Por causa do meu inglês aprendido com Joel Santana, acabei colocando um dos dados do veículo equivocado, mas um erro de fácil identificação, ainda mais que o boleto tinha que ficar dentro do carro e à vista de um eventual fiscal, o que fiz. Quando chego, havia uma multa administrativa e desta vez havia um fiscal do estacionamento. Fui conversar com ele, primeiro perguntando o motivo da multa e após explicando que foi mero erro, que o estacionamento estava pago e que o boleto estava no carro, visível. O funcionário contratado pelo estacionamento, com a empáfia de um sargento em bordel do interior, me julgou naquele momento, disse na fundamentação que não poderia fazer nada e aplicou a pena sumária de multa!

No mesmo dia, pela noite, fui embarcar de volta ao Brasil pela LATAM que, para mim, é a empresa campeã das pequenas violências ao consumidor. Acho que a companhia têm um manual, de observância obrigatória, intitulado "Como Irritar o Consumidor da Latam - Subtítulo: "Deixe o Passageiro Puto e Ainda Tire Sarro!". Começou na fila, em que mantenho um cartão de crédito da empresa apenas para ter embarque prioritário. O Cartão não serve mais para absolutamente nada, só para ter prioridade no despacho de bagagens e embarque. Quando apresentei o cartão, veio uma funcionária brasileira dizendo logo que este cartão somente serve no Brasil, no exterior não serve. Questionei o motivo, pois a empresa é a mesma e ela na sua autoridade momentânea, no seu pequeníssimo e brevíssimo nicho de poder, apenas sentenciou que não tinha validade e nada mais.

Cheguei no guichê e notei que os meus assentos, que estavam juntos com a Preta e o moleque, marcados há meses, foram modificados aleatoriamente pela empresa. Reclamei, claro. A atendente, na maior da boa vontade e me dando razão, chamou o supervisor pelo rádio, supervisor este que nunca chegou e eu, decidi colocar mais uma vez a minha raiva no saco e somente pedi para colocar-nos em assentos juntos e fui para a imigração.

Após esse dia, ainda tive que encarar a arrogância e a autoridade contra latinos que os agentes de imigração americanos, que geralmente também são latinos, possuem. "Cucarachas" com Green Cards, que sistematicamente ofendem outros "Cucarachas" (neste e em outros dias, esse cucaracha era eu!), como se todos não fossem latinos, dentro de seu pequeno espaço de poder de conferencistas de passaportes. Como diria o saudoso Paulo Silvino, o espaço de poder do cara-crachá!

Muitos devem estar lendo e dizendo que eu não deveria aceitar, que deveria fazer reclamações e entrar na Justiça! Não aceito! Reclamo sempre! Ao vivo e nos sites e ouvidorias respectivas! Mas o resultado é, no máximo, uma carta de desculpas padrão! Em todos os casos essas violências são praticadas por pessoas que estão dentro do seu pequeno nicho de poder e que acham que podem descontar a violência diária que recebem, em um sistema de propagação de pequenas violências e em um ciclo interminável de disseminação de ódio. Um poderzinho efêmero e arrogante, geralmente tidos por pessoas que não têm nenhum preparo para ter qualquer poder, que os titulares acham que lhes dá um salvo conduto para praticar o que querem ou, no mínimo, criar dificuldades. Esta é a moral e lógica do ódio de hoje.

Quanto a entrar na Justiça nesses casos, absolutamente inútil! Primeiro que se vai ter que passar por um processo longo e penoso, com mais pequenas irritações como a que relatei no primeiro parágrafo. Segundo, estas pequenas violências não são tuteláveis pelo direito, ante o princípio de que o direito não lida com bagatelas.

O fato é que, essas violências vão se repercutindo e passando de pessoa por pessoa, em um ciclo interminável de ódio, até chegar na sua ponta, que pode ser uma briga de rua, o marido agredindo a esposa quando chega cansado no final do dia ou a esposa agredindo o marido, o filho apanhando ou, até mesmo, um eventual assassinato, na rua ou em casa, em um momento de raiva e descontrole.

Os mais antigos devem se lembrar de um filme do início da década de 90 chamado "Um Dia de Fúria" ("Falling Down"), estrelado por Michael Douglas. Foi um filme de muito sucesso na época, que conta a estória de um dia de um pai de família e trabalhador sério e honesto, que começa sendo despedido por injustiça e passa por pequenas violências no dia, como na clássica cena em que entra em uma rede de fast food e recebe o sanduíche completamente diferente do que está na foto do anúncio. Acaba que ele agita toda Los Angeles e faz uma barricada, se bem me lembro, com um arsenal de armas em uma praça e o exército querendo pegá-lo, mas não consegue em face do grande estoque de armas e munições que possui. E tudo que ele queria era tão somente chegar no aniversário de sua filha. O filme é fantástico e ilustra muito bem esta mais que extensa crônica e os dias que vivemos hoje.

 Aliás, todas essas pequenas violências que passei e que muitos de vocês passam também (e que muitos escondem), poderiam se encaixar muito bem na película, confessando que têm dias que gostaria de ser o Michael Douglas em determinados momentos do filme, como na cena em que ele quebra toda a lanchonete.

Da base.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Sour Grapes, 2016





Este documentário conta a estória de Rudy Kurniawan, provavelmente o maior falsificador de vinhos da história e um dos grandes responsáveis pelo aumento de preço e mitificação de alguns vinhos.

Profundo conhecedor de vinhos e pessoa envolvente, começou a colocar seus vinhos em leilões, sob o manto de possuidor de uma extensa adega e com rótulos raros, obtendo milhares dólares em cada venda.

A farsa foi descoberta por um produtor de vinhos da Borgonha, que descobriu que algumas safras comercializadas não correspondiam com os rótulos produzidos.

Excelente película para demonstrar como os vinhos são mitificados nas mãos de poucos, a ganância no mundo dos vinhos e, principalmente, como o mercado de leilões de vinhos pode entrar em colapso.

Não vou dar spoiler, mas chega até a ser engraçado como Kurniawan manipulou o mercado de vinhos.

Da Base.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Beleza Oculta, 2017




É certo que a crítica classificou o filme como melodrama tipicamente hollywoodiano, fazendo duras críticas ao filme, mas o fato é que qualquer filme que reúna Edward Norton, Kate Winslet, Will Smith, Helen Mirren e Keira Knightley merece ser visto.

No filme, Howard (Will Smith) é um pai que perdeu a filha de seis anos e se fechou completamente para o mundo, enviando cartas para a morte (Helen Mirren), o tempo e o amor (Keira Knightley). Três amigos e sócios (Edward Norton e Kate Winslet) se reúnem para fazer com que Howard venda a empresa, que vai mal desde a morte da filha e do afastamento de Howard.

São três finais com uma beleza sutil e o principal surpreendente.

De arrancar lágrimas de qualquer apreciador de O Predador.

Da base.

domingo, 23 de março de 2014

Antes do Pôr-do-sol, 2013

Acabei de assistir o último filme dessa excelente trilogia, que começou com o Antes de Amanhecer, passou pelo Antes do Pôr-do-sol, e agora o Antes da Meia Noite.


O primeiro, é a fase adolescente, em que se conhecem em um trem. No segundo, Paris, voltam a se ver após terem se perdido, no lançamento do livro sobre o encontro do trem. O terceiro e alardeado o último, trata do casamento com filhos, em época de separação.


Muito sucesso dentre os amantes de filmes cult's, o que gosto mais é o cuidado pelo realismo entre as relações de um casal e nos locais onde são ambientados: em um trem pela Europa, em Paris e, no mais recente, na Grécia.


Mas, reconheço, o principal das películas são os diálogos.


Mesmo tendo gostado mais do segundo,  em que se reencontram, com a cena já clássica da Julie Delpy dançando brevemente com um ar sexy recatado (se é que isto é possível), tenho que dizer que, para mim, o último é o mais realista e demonstra o relacionamento na época dos quarenta anos.


Gostei muito dos três. Assistam todos.




Da base.


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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Faroeste Caboclo, O Filme



Digno da música homônima e com roteiro baseado nesta, Faroeste Caboclo me fez sentir um filme brasileiro excelente que há alguns anos não via.

Perto dos filmes cults enfadonhos bem produzidos, mas longe dos besteiróis, muitas vezes sem graça, do novo cinema brasileiro (esse novo é meu, leigo e sem técnica, e muito menos sem querer comparar com o movimento iniciado por Glauber Rocha), o filme passa pela temática da menina da Zona Sul carioca que se apaixona pelo traficante do morro, mas locacionado em Brasília Com uma grande diferença, se baseia na eterna música do Legião Urbana e com um roteiro próprio e original.

Se passa nos anos 80, no fim da ditadura militar não muito aparente, mas presente, em Brasília e Planaltina, com figurino e fotografia ótimos e, principalmente, com trilha sonora do Planalto Central, com pitadas de discoteca, Clash, Billie Idol e Sex Pistols.

Um filme forte, com atuação marcante de Fabrício Boliveira.

A faixa etária é para os maiores de 16 anos, mas aconselho somente para os maiores de 18, acompanhado de uísque.

Da Base.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nove Rainhas, 2001





Há muito queria ver este filme, mas por diversos motivos somente hoje consegui vê-lo.

Trata-se de um suspense em que dois vigaristas tentam vender uma coleção falsa de selos raros.

O imprevisto e a dúvida são a tônica do filme, principalmente quanto à confiança entre os dois vigaristas

Aviso, é um filme argentino, digo, não hollywoodiano. Pelo menos por enquanto, pois o remake está ou já foi providenciado.

O que posso falar? Filme incrível, com um roteiro espetacular e, dispensando comentários, Ricardo Darín, que é um dos melhores atores, talvez o melhor, da década passada.

Da base.


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Location:Vila Amanajás,Belém,Brasil

terça-feira, 24 de abril de 2012

O Centenário do Cinema Olympia




Um pouco esquecido nas redes sociais, mas comemorado com justiça nos meios alternativos e culturais, o Cinema Olympia faz 100 anos hoje. É o cinema mais antigo do País em atividade.

Famoso e festejado durante toda a sua existência, fazendo a alegria de adultos, mulheres e crianças, abastados e nem tanto, cultos e pops, sempre foi unanimidade e orgulho dos paraenses, ainda hoje. Sempre o mais luxuoso, com as melhores películas, comerciais ou não, e de vanguarda.

Mesmo tendo estas características, nos final dos anos noventa, o cinema começou a decair, passando por uma fase de crise de público, como em todo o cinema mundial. Até que, em 2006, o Cinema tentou fechar as portas, não ocorrendo pelo reconhecimento da Prefeitura de Belém, que o alugou transformando em centro cultural (para mais história: http://www.cinemaolympia.com.br/historia.html e http://espacomunicipalcineolympia.blogspot.com.br/). Deveria mesmo é tê-lo desapropriado e tombado como patrimônio histórico. Tudo bem. Pelo menos salvou o Olympia.

Personagem importante nesse contexto foi o Sr. Adalberto Augusto Affonso, o gerente que mais tempo permaneceu a frente do Cinema. Conta o sítio citado acima que foi incansável pela manutenção do Cinema e que sentia orgulho pela sua administração.

Este personagem é avô da Preta, no qual ouço muitas histórias nos almoços de domingo, desde a seriedade com que conduzia o cinema, até as traquinagens de seu filho Laércio Affonso, que por vezes o ajudava a cuidar da bilheteria ou da pequena venda de bombons e pipocas que possuía na entrada do cinema (assunto para outra postagem), venda esta que conheci e que fazia a minha alegria nas sessões.

E as memórias e a formação deste Cavalcanti não seria a mesma inexistindo o Olympia. Lembro que mesmo antes de chegar em Belém, durante as minhas férias de julho ou de dezembro, sempre corria para o Olympia ou o Cinema Palácio (que foi transformado em uma igreja há muitos anos). Sempre foi um programa inesquecível, com partida no ônibus, descendo na parada da Presidente Vargas na Praça da República e enfrentando a constante fila para entrar no cinema, filme e, na saída, o cachorro quente tradicional na Praça da República, bem ao lado do Olympia, com a companhia constante do meu primo, Maurício. Por muitas vezes, me aventurando sozinho, assistindo filmes sem conseguir cadeiras, escorado em uma de suas pilastras laterais ou sentado no chão.

Mais tarde, na adolescência, a brincadeira, a paixão, a formação da cultura e, posso dizer no meu caso, do caráter, nas esticadas após o cinema ou mesmo antes, no mundo que era, e ainda é, a Praça da República, na qual o Cinema Olympia é um coadjuvante merecedor de oscar.

Filme inesquecível? Claro, Titanic, de James Cameron, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, na qual passei metade do filme apaixonado e a outra metade aterrorizado pelas consequências do naufrágio, mascante também pelas confortáveis instalações do cinema.

Hoje, grande festa está acontecendo, sob o comando da Prefeitura de Belém e parceria do Governo do Estado, homenageando este Cinema que moldou a história e faz a lembrança de muitos que estão lendo, com merecidas homenagens, ao Olympia propriamente dito, Pedro Veriano, Adalberto Affonso e outros que contribuíram para a longevidade do Olympia e por tornar inesquecíveis aquelas poltronas vermelhas.


Da base, Belém, Pará.*

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Meia Noite em Paris, 2010


Não poderia deixar de fazer referência neste blog sobre o recente filme do amado e odiado Diretor Woody Allen.

Neste filme, um roteirista de sucesso hollywoodiano, em viagem com sua noiva e seus sogros, passeia pelas ruas de Paris e retorna, em um passe de mágica, primeiramente aos anos 20 e depois a Belle Epoque parisiense, encontrando com os ídolos que fizeram história, como Hemingway, o casal Fitzgerald, Picasso, T. S. Eliot, Cole Porter, o trio Dalí, Garcia Lorca e Buñuel, dentre outros.

É um típico filme de Woody Allen, com diálogos longos e inusitados, passagens inexplicáveis e irreais e, até mesmo, Owen Wilson, interpretando o protagonista, algumas vezes parecendo o próprio Allen nos primórdios de sua carreira. Mais woodyano somente se o filme se passasse em Nova York.

O filme é incrível, principalmente para os amantes da leitura, com uma produção e roteiro primorosos, com linda fotografia da Capital francesa, tanto pela noite, como pelo dia, o que dá mais vontade de caminhar sem rumo pela ruas de Paris.

Da base, Belém, Pará.

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Poucas Cinzas - Salvador Dalí

O filme conta a história dos amigos gênios Federico Garcia Lorca, Salvador Dalí e Luis Buñuel, durante a efervescência cultural européia dos anos 20 e a ditadura espanhola.

Baseado nas memórias de Salvador Dalí, é um filme denso, algumas vezes desconfortável, mas é uma obra que deve ser vista, pela história, por seu roteiro e por sua fotografia. Adicione ainda como motivo para ver a película a atuação de Javier Beltrán no papel de Garcia Lorca.

Para melhorar ainda mais o filme, este poderia ser falado em espanhol, e não em inglês, pois assim se conferiria maior realidade à película.



Da base, Belém, Pará.

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sábado, 7 de janeiro de 2012

Assalto ao Banco Central

Acabei de assistir, em vídeo, o filme Assalto ao Banco Central, produção brasileira que, mesmo que seja uma obra de ficção, conta a história do maior assalto brasileiro, o que ocorreu na Capital Fortaleza, na qual foram subtraídos por volta de R$ 164.000.000,00 da instituição.

A película é muito boa, o roteiro, os diálogos, a imagem, enfim, a qualidade da produção. Mas o interessante mesmo é a história, inclusive a inteligência dos bandidos, que não vou me estender para não antecipar detalhes do final.

Vale também visitar o site oficial do filme (www.assaltoaobancocentral.com.br), inclusive porque tem notícias acerca das investigações e um link, para denúncias.

Merece destaque que é um filme baseado em fatos reais, mas que não é enfadonho, como a maioria dos filmes do gênero.



Ótimo policial e, o melhor, de produção brasileira.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Dorminhoco, 1973.

Certo, certo... Sou fã de Vicky, Cristina, Barcelona. Mas se não fosse este o meu preferido de Woody Allen, certamente seria O Dorminhoco, o primeiro filme dele.

Vi hoje de novo, de um box com a coleção do cineasta que a Preta me deu. Acho que todo mundo deveria ver o filme, é de perder o fôlego de tanto rir.

É um sujeito que é congelado criogenicamente em 1973 e descongelado em 2173, passando a ser uma peça fundamental em uma conspiração contra o governo.

Este sujeito é Allen, engraçadíssimo, dividindo o filme com Diane Keaton, a propósito, linda na película.

Da base.


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Chá com Mussolini, 1999 (Tea with Mussolini)

De Franco Zeffirelli, Chá com Mussolini é um filme marcante, que conta a história de um grupo de senhoras inglesas que adotam Florença como lar, na época do regime fascista, à beira e durante a Segunda Guerra Mundial.

Além da excelente película, três atuações dignas do Oscar, Cher, como uma colecionadora de artes americana, Judi Dench, como uma amante da arte e pintora e, a minha preferida no filme, Maggie Smith, como a viúva de um embaixador inglês.

Um filme emocionante.


Da Base, Belém, Pará.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Benigni, Cinema Paradiso, Malena e Giusepe Tornatore

Não sou nenhum conhecedor de cinema, acho que sequer posso ser considerado um cinéfilo. O fato é que gosto de assistir filmes, sem qualquer critério, apenas assisto a maior quantidade possível e com grande diversificação, hoje, dentro do gosto que adquiri com assistir todas as películas da forma mais eclética possível.

Com essa sede, adquiri com A Vida é Bela, de Benigni, a atração pelo cinema italiano. Este filme, considerado o algoz do nosso Central do Brasil no Oscar de 1998, talvez o nosso mais competitivo filme, foi justamente derrotado pelo italiano na categoria melhor filme estrangeiro. Até hoje recordo o Roberto Benigni, subindo na cadeira da platéia quando anunciaram a premiação, um filme estrangeiro que falava sobre o holocausto, meio comédia, meio drama, que demonstrava o amor de um pai por seu filho, arrasando Hollywood.


Foi daí que eu, contornando a minha geração Star Wars, passei a ter olhos para o cinema italiano. Aliás, dizer aqui que sempre fui fã das películas itálicas soaria uma grande demagogia. Afinal, quem cresceu com Steven Spielberg e James Cameron, não poderia gostar de Giuseppe Tornatore. Mas gosto. Será que tem alguém que não Gosta?

Criei um carinho especial pelo cineasta quando vi a estória daquele garoto, aprendiz de operador  de projetor no pequeno cinema da cidade no interior da Itália, que se torna um grande diretor em Cinema Paradiso (1988), criando um laço de amizade com o velho operador. O filme conquista todos que o assistem, com o inevitável soluço entalado na garganta no fim. 

A música, inesquecível, do gênio Ennio Morricone, está na cabeça de todos, mesmo aqueles que nunca viram o filme, ao ponto de que, tendo comprado um CD com canções de cinema para bebês, para o Pedro, está ao lado da consagrada Moon River, da trilha sonora de Bonequinha de Luxo.


Mas o meu preferido é Malena (2000), também com a trilha de Ennio Morricone, que conta a história de uma mulher, moradora de uma cidade do interior da Itália tomada pelo nazismo, em que o marido foi declarado morto em batalha durante a Segunda Grande Guerra.


A sedução é a tônica do filme, estando Monica Belucci perfeita no papel e mais linda do que em todos os filmes que vi dela, como a verdadeira musa do cinema italiano que é, ao lado de Claudia Cardinalle, Gina Lollobrigida, Sophia Loren , Isabella Rossellini, dentre outras.


Aliás, este comentário, uma vez, gerou uma pontada de ciúme na Preta, sendo esta pontada transferida para mim em forma de beliscão, não sem confessar a vaidade que senti.

Da base, Belém, Pa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Butch Cassidy

Hoje faz um mês que o Arimathéa faleceu. Tento homenageá-lo da forma que ele mais gostava, celebrando a vida, como muito bem disse o meu amigo Saboya no dia do seu velório.

Abri um vinho suave e, neste momento, estou vendo Butch Cassidy, com Paul Newman e Robert Redford, com a inesquecível canção Raindrops Keep Fallin' on My Head.

Lembro quando, em uma madrugada da minha infância, o Arimathéa esperava para ver o faroeste eleito como o sétimo melhor faroeste de todos os tempos e ainda hoje está entre as 100 maiores bilheterias da história do cinema, em uma época em que não existiam locadoras de vídeo ou de DVD's, Videocassetes, muito menos TV a cabo.

Estou recordando uma das cenas mais bonitas do cinema, na qual Butch Cassidy anda de bicicleta pelo campo, com a professora, ao som da música que marcou uma década.

Menos pelo filme, fiquei acordado para acompanha-lo e desfrutar um pouco de sua companhia, sem me dar ao certo de que esse filme seria inesquecível na minha vida e me abriria para o mundo do cinema.

Da base, Belém.




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quarta-feira, 15 de junho de 2011

A reinvenção da Fox Vídeo

Lugar genuinamente paraense, tanto quanto a Estação das Docas e a Casa das Onze Janelas, é a Fox Vídeo. Locadora de filmes e documentários, onde se pode encontrar não apenas lançamentos de sucessos, como em muitas locadoras, mas também títulos clássicos e raros, o que a torna uma locadora que não deve a nenhuma outra do  Brasil.

Com a recente crise das locadoras, decorrente da venda maciça de filmes piratas, muitos estabelecimentos foram fechados, inclusive as pequenas locadoras de bairros, que não existem mais em Belém, como foi o caso da locadora de meu tio e da que ficava na esquina de casa, a Premiere, que eu compareci diariamente durante toda a sua existência. Aliás, digno de memória foi o fechamento de uma filial da gigante multinacional Blockbuster, que ficava na esquina das ruas Alcindo Cacela com a Conselheiro Furtado, em decorrência dessa prática criminosa.

A Fox Vídeo sobreviveu, não incólume, pois fechou as portas da sua filial da rua João Balbi, mas ainda assim sobreviveu.  A receita foi se reinventar, passando a abrigar, também, a venda de títulos, usados e novos, e uma livraria, tão rara  nestas terras paraoaras depois da escassez da livraria Jinkings. Aliás, quanto à livraria, possui bons e diversificados títulos, que vale a pena uma visita.

Na Fox da rua Doutor Moraes, há também o café Fox, excelente, que serve desde lanches sofisticados, com  sanduíches, salgados, bebidas variadas e doces, até alguns poucos pratos. Na mesma filial da Doutor Moraes há também uma pequena loja, que vende camisetas, almofadas, caixas e os mais variados produtos com temas ligados ao cinema, além de CD's de música, com títulos que não são facilmente encontrados, inclusive uma das melhores diversidades de cantores paraenses que já vi. 

Gosto de passar no local para tomar um chocolate gelado, feito em uma máquina com gelo, com bastante calda de chocolate, que faz a alegria de qualquer criança, pequena ou grande, como o escritor.

Que a Fox seja para sempre.

Da Base, Belém, Pará.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1, Em Orlando e a Cerveja

Acabei de ver Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1. Fantástico, a altura dos filmes dos fãs do Harry Potter e, creio, um dos melhores da série.

Neste filme, Valdemort toma conta do Ministério da Magia e Harry, Hermione e Ronny passam a ser perseguidos como inimigos. O filme, como seus fãs, está mais adulto, inclusive vivendo dramas de adolescentes, como a insegurança de Ronny quanto ao seu namoro com Hermione. A película, mesmo com mais de duas horas, deixa um gosto de quero mais, com a impaciência para ver a segunda parte.

E, por falar em Harry Potter, também está à sua altura o Parque do Harry Potter, que fica dentro do parque dos estúdios Universal, em Orlando, na Flórida, EUA.

Confesso, quando decidi ir aos Isteites, não me saía da cabeça conhecer o Parque do Harry Potter. Tanto que, quando cheguei no Parque dos Estúdios Universal, me dirigi logo à réplica de Hogworts, enfrentando, claro, ainda mais na época do réveillon, mais de duas horas de fila

Mas, ainda com a fila, descrever a sensação de entrar no Parque é impossível, ante a fidelidade com os filmes da série. Lá estavam a Loja do Olivares, vendendo as varinhas mágicas do Harry e de outros, ou mesmo a sua, que lhe vai escolher, o castelo de Hogworts, a montanha russa do Hipogriffo e a taberna, entre outros. Vende-se ainda, nas ruas, a cerveja amanteigada, que é um frozen de chocolate muito bom, sem álcool. E tudo de uma forma mágica.


Falando em cerveja, a taberna nada mais é que uma lanchonete, estilo fast-food sofisticado, em que as comidas são boas. Somente boas.

Mas não se desestimule, coma na taberna, não perca esta oportunidade, inclusive se tiver dentes fortes e força de vontade, peça uma daquelas coxas gigantes de peru, que é tradição norte-americana, comendo como homem das cavernas, que possuem um gosto único e peculiar.


Mas o que não se deve deixar de fazer é tomar a cerveja de Hogworts na taberna. Na saída da taberna tem um bar, com uma grande cabeça de javali pendurada na parede, que se move como se estivesse vivo. No local existem várias espécies de cerveja, como a heinekken, budwaiser, budlight, etc. Não peça nenhuma delas, peça a artesanal, aquela que no manche da chopeira que sai a cerveja tenha a esfinge do javali.


Impossível não gostar do filme, do parque e da cerveja.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor

Vi neste momento, no noticiário da noite, que faleceu, ao lado dos seus quatro filhos, a atriz inglesa dos belos olhos violetas, Elizabeth Taylor. Mesmo que essa atriz não tenha sido contemporânea à minha vida, pois faleceu com 79 anos, é com tristeza que vejo o falecimento, pois a considero, como muitos, como a última diva da época de ouro do cinema, ao lado de Marilyn Monroe, Ingrid Bergman, Anita Ekberg e outras, e que são até hoje admiradas por todos, inclusive por mim.

A atriz dos imperdíveis e inesquecíveis Cléopatra (1963) e Gata em Teto de Zinco Quente (1959), recebeu cinco indicações ao Oscar, vencendo dois deles como melhor atriz: Disque Butterfield 8, de 1960, e Quem Tem Medo de Virginia Woolf ?.



Em Cleópatra, a atriz contracenou com Richard Burton, o grande amor de sua vida, com quem foi casada duas vezes, dentre sete casamentos que contraiu. Ficará reconhecida também pelo seu ativismo, principalmente em defesa dos portadores da AIDS, após a morte de seu amigo Rock Hudson.

Deixo as minhas homenagens, com a certeza de que as suas obras e a sua beleza serão eternas.



Da base, Belém, Pará.