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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Insônia

Ainda estou com sono, mas não consigo dormir. Após acabar o segundo cigarro, furtado do meu cunhado, constato que ainda não é o dia para eu parar de fumar. Deixo um bilhete no sofá, mesmo sabendo que ninguém vai ler. 


Parto da vista do mar, procurando cigarros. Subo a Miguel Lemos e desço a Nossa Senhora de Copacabana. Paro no primeiro bar a esquerda, como manda a tradição. Stalos é o nome. 


Bar lotado, apenas vaga no balcão, que é melhor, pois minhas costas doem, meio tensão de um dia difícil, meio resposta de uma vida toda sentado.


Compro um chopp e, após dar um trago, vontade de escrever. Difícil escrever no celular, preciso do meu computador. Um jovem de cabelos descoloridos fica me olhando e me analisando, enquanto outro jovem lhe acaricia as costas. Talvez seja a minha camisa do Morrissey que tenha chamado a atenção.


Penso em antigos amores platônicos, enquanto o chopp esquenta mais que o normal. O que ela estará fazendo? Como ela está depois de tantos anos? Espero que esteja bem, dormindo neste momento, com um sono descansado e feliz. Procuro um local no balcão que esteja refrigerado, para que o chopp não esquente tão rapidamente.


No momento em que uma espanhola bêbada pede uma pizza sobre os meus ombros, pensei em Bukowski dizendo que o álcool é uma sinfonia, que você bebe para ir pro céu enquanto está sofrendo ou sendo pressionado. Algo assim.


Espero pra receber outro chopp das atendentes, diversas, que não me olham. Resolvo chamar e me atendem. Muitos jovens e um ritmo frenético. Somente eu centrado no celular, escrevendo, com a vista dos doces embaçados pelas bordas do celular no balcão.


Pensamentos existencialistas pululam. O que será daqui pra frente? Penso no meu moleque e no meu amor clichê por ele. O que de mais importante existe.


Outra vez Bukowski, O Amor é um Cão dos Diabos.


Acendo outro cigarro. Bateria acabando. Guardo o celular, economizando na esperança que alguém ligue, mesmo sabendo que não vai acontecer.


Copacabana não dorme. Nem eu.






Rio de Janeiro. Copacabana.



domingo, 22 de novembro de 2015

Mondial de Lá Bière


É um festival de cerveja, incluindo grandes e renomadas marcas como a Baden Baden, Bohemia e cerveja belgas, assim como micro cervejarias e cervejarias artesanais, e de food trucks com comidas variadas que acontece uma vez por ano.

O evento é grandioso, inclusive com palestras e shows, ocupando três galpões da recém revitalizada área portuária do Rio de Janeiro. O paraíso dos cervejeiros e mesmo dos gourmets de plantão, que indico a quem puder ir que vá.

Para conhecer o local, aliás, o ideal seria ir mais de um dia, mas se tiver apenas um, vá neste e não perca se for um amante das amarelinhas.

O prazer do evento e a grandiosidade deste somente é minimizado pela quantidade de banheiros, necessários à todos os cervejeiros e, principalmente, às cervejeiras, que enfrentam longas e demoradas filas, podendo estar curtindo o evento.



Do Rio de Janeiro.

O quarto 1305 do Ipanema Praia Hotel



Menos de 24 horas de hospedagem e já deu para se apaixonar pelo Ipanema Praia Hotel.

Pequeno, mas com funcionários atenciosos, quarto amplo e, o que é melhor, a melhor vista da Praia de Ipanema que já tive.

A experiência se completa com a vista do envidraçado restaurante do hotel, que aos sábados serve brunch inclusive para não hóspedes, e a piscina show com borda infinita, ambos na cobertura.

Do quarto 1305.


Adendo à postagem:

A postagem acima foi feita antes de eu sair do hotel, portanto, merce o seguinte adendo:

Infelizmente é prática na maioria dos hotéis no Rio de Janeiro, mas não se pode deixar de notar que o sistema de chamada de táxis nos hotéis, inclusive no Hotel acima, se faz por meio de táxis que não possuem taximetros, provavelmente clandestinos, e que cobram o dobro do valor de um táxi comum para ir para o aeroporto. No primeiro dia vi isso com um estrangeiro, em que enquanto um táxi para o aeroporto custava cerca de R$ 60,00 pelo taximetro, foi cobrado do estrangeiro, com pressa, R$ 120,00.

Comigo ocorreu parecido. Cheguei do show que fui cerca de 2h, tendo que sair para o aeroporto no máximo 6 horas da manhã. Pedi ao recepcionista para chamar um táxi com taximentro, ele me disse que não pode naquela hora e que somente poderia chamar na hora e na rua se passar algum. Aliás, foi bem arrogante, afirmando que não havia nenhuma segurança nesse procedimento e que somente teria segurança e poderia chamar o táxi eleito pelo hotel, ao custo de R$ 100,00. Este sim seria seguro e estaria na hora.

Como garantia e porquê ia sair de madrugada, a pedido da Preta pedi para chamar o taxi deles, que estava me cobrando quase o dobro do que o que possui o taximetro.

Fiz o check-out de madrugada e o táxi deles não tinha chegado. Sequer reclamei por causa da Preta. Na hora, saíram o atendente e o mensageiro para a rua para conseguir o táxi, preocupados pela falha deles (estavam juntos na hora que fizeram o terrorismo para me empurrar o táxi clandestino).

Contudo, eu mesmo que consegui um táxi na rua, debaixo de uma chuva torrencial para ir para o aeroporto. Sorte que estava com tempo suficiente para chegar no voo.

Fica o registro.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Confeitaria Colombo no Forte de Copacabana


Não poderia dar programa melhor a união destes dois monumentos do Rio de Janeiro: o Forte de Copacabana, palco de muitos eventos históricos como a revolta tenentista e o episódio dos Dezoito do Forte, e a tradicional e também histórica Confeitaria Colombo.

Situados na esquina da Praia de Copacabana com o Arpoador, foi uma excelente sacada do exército brasileiro permitir que a Confeitaria Colombo se instalasse nas dependências do Forte de Copacabana.

Para entrar, paga-se o ingresso do Museu (R$ 6,00 (inteira) R$ 3,00 (meia) e as gratuidades de praxe), que conheço há anos e vale a pena a visita.

Possui desde café da manhã e o imperdível final de tarde, acompanhado de um piano clássico. Peça qualquer coisa, como a delícia de brownie ou uma taça de vinho tinto. Ou mesmo não peça nada. Além das delícias de uma das melhores confeitarias do mundo e a melhor do Rio de Janeiro, o que importa mesmo é a vista, elaborada por obra esmerada de Deus.




Do Rio de Janeiro.


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Location:Praça Cel. Eugênio Franco,Rio de Janeiro,Brasil

domingo, 20 de maio de 2012

Brandy Casa Valduga




As minhas amigas Solange e Iracema, por ocasião do meu aniversário surpresa, patrocinado pela Preta e por minha irmã Karime, aqui no Rio de Janeiro, me presentearam com o brandy Casa Valduga V.O.P. 15 anos.

Confesso que não sabia que existia desta vinícola e, para os apreciadores de cognac e afins, que não são muitos principalmente no calor paraense, é suave e com bouquet surpreendente, pelo menos para mim, singelo apreciador da bebida.

Para dias especiais, como hoje.

Do Rio de Janeiro.


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Quase Nove





Procurando um quiosque para dar uma pausa depois da caminhada no calçadão do Rio de Janeiro? Indico o "Quase Nove" que, como o nome diz, é ao lado do Posto Nove, em Ipanema, na direção da Rua Vinícius de Moraes.

Pessoas bonitas e no sábado e domingo música carioquíssima ao vivo, voz e violão, a partir das 14:30h. Chopp da Brahma (R$ 4,00 (tulipa) e R$ 5,00 (caldereta)), água de coco na garrafinha (R$ 4,00), e peçam o cachorro quente (R$ 4,00), feito como um salgado e é leve, que, no caso, tem tudo a ver com o local.

Bom fim de tarde, com os primeiros passinhos do Pedro em Ipanema.

Do Rio de Janeiro, RJ.

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Location:Av. Vieira Souto,Rio de Janeiro,Brasil

sábado, 19 de maio de 2012

Marcô, em Santa Teresa





Marcô

Dia de sábado é dia de praia, samba e feijoada no Rio de Janeiro. Para mim é bem parecido, mudo somente o samba pelo chorinho e a praia por Santa Teresa. A feijoada continua a mesma e, no Marcô, a melhor feijoada que comi no Rio.

Pois'é, no morro de Santa Teresa, com chorinho e feijoada, o melhor é o Marcô, bar e restaurante muito agradável, no Largo do Guimarães, com tira-gostos mais diversos e a feijuca (R$ 70,00) que, para mim, serve três pessoas. De acompanhamento, batida, caipirinha e a geladíssima cerveja original.

Bom sabadão. O meu está ótimo.

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Location:R. Alm. Alexandrino,Rio de Janeiro,Brasil

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Adega Pérola

Um dos bares mais tradicionais do Rio de Janeiro é o Adega Pérola, na Rua Siqueira Campos, próximo à estação de metrô Siqueira Campos.
O bar é conhecido pelas centenas de tira-gostos que possui, muitos deles expostos no balcão. A diversidade vai do tradicional e exótico rollmops, uma espécie de sardinha crua, marinada no azeite, ao tradicional bacalhau, passando por lula, truta, bolinhos, pastéis, etc.
Bebidas, as mais diversas, incluindo vinhos, uísques e o tradicional chopp da Brahma.
Frequentei muito a Adega Pérola, cuja existência remonta ao ano de 1957. Há alguns anos faleceu o dono, um lusitano não tão simpático, que dirigia a Adega com mão-de-ferro, mas que mantinha a qualidade de seus produtos.
Após a sua morte, a Adega passou por um período de declínio e de não tão boa qualidade. Cheguei a ouvir boatos, que não confirmei, de que a Adega Pérola iria fechar e de que os frequentadores estavam se reunindo para comprar o bar, na tentativa de salvá-lo, como um patrimônio do Rio de Janeiro.
Não sei o que aconteceu, mas é com grata satisfação que anuncio que a Adega Pérola está salva, com a mesma qualidade de sempre e com produtos diferenciados, inclusive estando expostas algumas cervejas artesanais, como a especial Colorado, e outras importadas.
Fiquei muito feliz em ver a Adega Pérola nesta quarta-feira de cinzas. Longa vida a Adega.




Do Rio de Janeiro, RJ.
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Location:R. Siqueira Campos,Rio de Janeiro,Brasil

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Praia Skol 360º





Haviam me falado da inauguração, em um dos quiosques da orla de Copacabana, do Praia Skol 360º, como local de boa cerveja, bons tira-gostos e bom atendimento.

Não ontem e não hoje. Talvez pela época, carnaval, a cerveja estava quente e o atendimento péssimo, isso ontem, porque hoje sequer conseguimos ser atendidos. Sentamos, chamamos vários garçons, e nenhum nos atendeu.

Sem raiva e sem arrependimentos, apenas nos levantamos da mesa e fomos para o nosso Quiosque do Chopp da Brahma. Pelo menos até agora, infalível.

Do Rio de Janeiro, RJ.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mais uma tragédia anunciada no Rio - O Bondinho de Santa Tereza

Fico triste de confirmar neste blog mais uma tragédia anunciada no Rio de Janeiro. Aliás, a terceira postagem, que me lembro, que confirmo neste blog.

No final de semana passado decidimos ir comemorar o aniversário da minha amiga Carla Melém. Além do seu marido, mano velho, Alex, estavam outros grandes amigos, Alexandre e Léa Benchimol, Gustavo e Roberta Salgado, meu compadre e comadre Marcus e Bárbara Lobato, irmã Karime e, óbvio, a Preta, companheira de viagens e da vida. No sábado, por minha insistência, comer feijoada em Santa Tereza, por indicação da minha irmã.

Após pelo menos uma hora e meia na fila, aguardando o bonde, com muitas brincadeiras nossas, chegou a primeira notícia da tragédia anunciada, que há quatro meses havia caído um francês, de cima dos Arcos da Lapa, pela abertura do bonde.

No bonde antes do nosso, ouvi umas palavras mais altas indecifráveis, com várias pessoas correndo para o bonde ainda na estação. Era simplesmente um dos maquinistas anunciando que quem quisesse ir em pé no bonde podia passar na frente, descobri depois.

Embarcamos. O bonde era bonito, bem pintado. Como se deu no anterior, também houve a via franca para o embarque em pé, um grupo de franceses na frente, quatro, e um casal brasileiro atrás. A nossa galhofa continuava. A minha, aliás. Como não consegui ficar do lado da Preta e estava na ponta da cadeira do bonde. Antes mesmo de sentar a Companheira, incisiva, logo largou: "Não levanta, aquieta!"

Não obedeci. Ficava brincando e, logo na primeira curva, o bonde parou. O Maquinista, insistiu e ele andou, como se este procedimento para ele andar fosse comum e usual. E foi assim durante todo o trajeto.

O que mais me marcou foi sobre os Arcos da Lapa, onde o tal francês teria caído. O bondinho todo aberto, sem qualquer contenção, encima de muitos metros de construção, com um alambrado torto, sempre parecendo que segurou algo e ficou deformado. A Preta falando para eu sentar e eu na brincadeira. Falei para o meu compadre, virando para trás: este bonde é muito tosco!

Enfim, paramos no restaurante, no alto do morro, saindo do bondinho e ele seguindo o seu percurso e, dez minutos depois, ouvíamos as sirenes dos bombeiro. O garçom disse que não havia uma notícia "muito boa" para nos dar, que um bondinho havia descarrilhado, batido em um poste.

Hoje, no Jornal Nacional, descobri que houve cinco mortos, cinquenta e dois feridos, alguns ainda no hospital, em decorrência de falta de manutenção no bonde. Aquele, logo antes do nosso, que as pessoas corriam freneticamente para buscar um lugar em pé e eu, corri para saber o que havia acontecido, se estavam tentando passar a nossa frente.

Mais uma tragédia anunciada. Não por mim, que somente constatei, mas pela Administração Pública carioca.

domingo, 21 de agosto de 2011

Café da Manhã no Rio de Janeiro

O meu amigo Alexandre Benchimol, paulista de coração, me perguntou onde se toma um bom café da manhã no Rio de Janeiro. Alexandre, os mais famosos do Rio são o Talho Capixaba (www.talhocapixaba.com.br), que é uma espécie de padaria, com venda de patês, frios e pães, que o cliente monta o seu sanduíche segundo o seu gosto, além de espaço para outros itens e venda de produtos finos, e o Restaurante Garcia e Rodrigues (www.garciaerodrigues.com.br), uma delicatesse sofisticada, com espaço voltado para restaurante, aliás um dos melhores do Rio, ficando ambos no Leblon, na Av. Ataulfo de Paiva, o primeiro no número 1022, e o segundo no 1251, este no Baixo Leblon. O Garcia Rodrigues também possui filiais na Barra da Tijuca e em São Paulo.

Não tão conhecido e bem mais simples que os dois, servindo um bom almoço, principalmente saladas, o que eu sempre vou é um bistrô chamado Santa Satisfação (www.santasatisfacao.com), que tem um ótimo omelete, com duas casas, uma na Santa Clara 36-c, em Copacabana, no Posto 6, e também ao lado do Garcia e Rodriguez, na Ataulfo de Paiva, nº 1335-A.


Da Base, Belém, Pará.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma tragédia anunciada 2

Na leitura da crônica "Uma tragédia anunciada", postada ontem, o Mário de Souza Figueiredo, mais conhecido como Dr. Figueiredo, admirado filósofo reconhecido em vida, poeta morador de Copacabana e, nas horas vagas, advogado, mandou três email's que reproduzo em sequência abaixo, com um olhar de perto da tragédia na Região Serrana carioca:

"Prezado Ary, Para ilustrar o seu bolg. Mário

16/01/2011 23:33

Sítio onde Tom Jobim criou 'Ãguas de março destruído pela chuva'

Amigos lembram paixão do compositor pelo lugar. Mulher que criou o maestro diz que despertou seu interesse pela natureza.
LINK DA NOTÍCIA
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/sitio-onde-tom-jobim-criou-aguas-de-marco-e-destruido-pela-chuva.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis"

"Prezado Dr. Ary,

A última mulher do Vinicius, Gilda Matoso, por volta do final dos anos oitenta, convidou a sua empregada, sambista do Estácio, para passar o Carnaval num sítio em São José do Rio Preto ( distrito de Petrópolis), prestando os serviços domésticos normais.
Depois de muita relutância, a doméstica concordou em ir, desde que fosse paga a maior pelo período. As partes concordaram e seguiram viagem.
O destino era o sítio do Maestro Tom Jobim, de quem a Gilda era empresária.
Um dia depois, a empregada foi à Dona Gilda e disse : " estou indo embora. Estou com saudades do carnaval. Estou chateada de estar aqui, porque , na madrugada, esse velho (referindo-se ao Tom) me pede café quete e fica tocando no piano uma música chata e sem ritmo".
Veja só. A empregada foi embora. A música chata, era "Águas de Março", que o "velho" Tom estava compondo.
Acho que esta história, complementa o que já lhe remetí relativo ao desabamento da casa do Tom Jobim, em SJR Preto, deve ser divulgado no seu blog.
Abraços. Mário Figueiredo."

"Prezado dr. ARY,
Encaminhei uma mensagem para você, como complemento de uma matéria sobre a casa do tom jobim, que foi destruída pelas chuvas. Nessa casa, tom compôs "águas de março", "dindin" e outras conções.
Localizei no google e remetí para você. Não sei se recebeu, pois eu sou semi analfabeto nesse negócio de computador.
Entretanto, vale à pena você procurar no google "sitio de tom jobim-são josé do rio preto", que vai aparecer a reportagem. Vale incluir no seu blog, com o complemento que lhe mandei. É a música ao vivo ! Aguardo contato. Mário Figuieredo."

Obrigado Mário.

Belém, 19 de maio de 2.010.





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Uma tragédia anunciada

Quando Einstein usou a frase “Deus não joga dados com o universo”, estava dizendo que os desígnios divinos (expressão usada pelo filósofo contemporâneo Mário Figueiredo) não são aleatórios e que em todo acontecimento da natureza existe a lógica que o antecedeu.

Aliás, no caso da tragédia da região serrana do Rio de Janeiro, que já conta com 622 mortos e, certamente, quando começar o noticiário da meia noite, já serão 700 ou mais mortos, o acontecimento era mais que anunciado. Todo ano, em janeiro, a Cidade Maravilhosa é vítima de alagamentos sem precedentes e de tragédias menores. Se é que podemos falar que uma tragédia pode ser menor.

No ano passado, por exemplo, no mesmo janeiro, as chuvas, além dos alagamentos na capital, fizeram dezenas de vítimas em Angra dos Reis, em decorrência de deslizamentos de terras ocasionados pela mesma combinação do ocorrido na região serrana: montanhas de pedras maciças, fina camada de terra, retirada de árvores, que tornam o solo poroso e sem fixação, e construções irregulares em locais instáveis.

Como se vê, voltando à citação einsteniana, a tragédia foi mais que anunciada. Tanto foi anunciada que o sistema meteorológico brasileiro avisou às Prefeituras da Região que ocorreriam chuvas fortes no período, aviso este que foi totalmente ignorado pelos municípios.

Quase todos. Justiça seja feita, houve um Município, se minha memória não me trai o de Areal, que, avisado pela meteorologia, o Prefeito colocou um simples carro de som nas ruas pedindo para a população que estava em áreas de risco abandonasse as suas casas. No Município não houve vítimas.

Aliás, no quesito de tragédias anunciadas, apareceu no noticiário de domingo passado as enchentes no Japão e na Austrália em decorrência das mesmas chuvas que assolam o Rio. Na Austrália, um brasileiro falava ao telefone com o repórter dizendo que recebeu uma carta do sistema de meteorologia solicitando que abandonasse a sua casa, pois estava próxima ao rio e que provavelmente a moradia seria alvo da enchente. Dois dias depois a casa havia sido levada pela força das águas e o brasileiro imigrante estava são e salvo graças à cartinha. No Japão então, o que falar? Na década de 50, o País foi atingido por um tufão que matou 3000 pessoas. Após isso, um tufão dessa magnitude não apareceu mais. Mas se aparecer, o País conta com grandes comportas para conter as águas dos rios e do oceano, gigantescas piscinas subterrâneas para armazenar as águas das chuvas e/ou dos transbordamentos dos recursos hídricos, planos de evacuação pregados nos postes e, uma vez por ano, é feito um treinamento de evacuação para a população, além de um sistema de monitoramento de catástrofes que mais parece a sala de comando da nave espacial do Capitão Kirk. Saldo de mortos: Na Austrália, 22, no Japão, não sei, mas não lembro de ter ouvido falar de algum...

Quando será que aprenderemos? Quantas tragédias anunciadas mais ocorrerão? Quanto mais será necessário dizer que a natureza se vinga pelo desmatamento, pela retirada de árvores, e pela construção em locais irregulares? Quanto mais será preciso avisar que em janeiro chove no Rio de mesmo mês e que deverá sempre se ter precaução com essas chuvas e estar preparado para elas?

Doutor Figueiredo, sei que saiste de Petrópolis dia 09, um fim de semana antes desta tragédia ocorrer. Peço: não apareça mais por lá em janeiro. Pelo menos até nós entendermos que o ocorreu não se deve aos desígnios divinos,  mas sim à imprevidência e teimosia dos homens.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bistrô 66

Para me despedir do Rio de Janeiro, decidi conhecer o famoso Bistrô 66, do Chef Francês Claude Troisgros. Restaurante fino, providenciei a reserva no dia anterior. Para ser sincero, não necessitava, mas estávamos garantidos na mesa.

Foi uma quarta-feira. No dia anterior, terça-feira, houve o menu degustação, que são servidas seis taças de vinho com os respectivos pratos, visando, como o nome diz, a harmonização, pelo preço de R$ 130,00, segundo a informação do garçom.

No início, confesso que achei certo esnobismo no atendimento, mas logo o meu pensamento se dissipou com a propriedade da argumentação da Preta, que me fez crer que era apenas o formalismo de um restaurante francês. O atendimento foi muito bom e o maitre, muito solícito, indicou o mais barato: O Menu do chefe (R$ 99,00 por pessoa, com cordeiro, acréscimo de R$15,00), que dá direito à entrada, prato principal e sobremesa.

Começamos com salada de palmito pupunha e queijo de cabra crocante, ou seja, queijo de cabra a milanesa. Como prato principal, a Preta foi de fetuccine ao molho de cogumelos e eu de Carneiro.

Pedi carneiro, pois me lembrei de um programa Que Marravilha! que vi do chef. Realmente, o Carneiro estava um show: costeleta, coberta com farofa crocante com tomates secos e alho, sem qualquer defeito. Vinha com a opção de se pedir arroz ou batata frita. Escolhi batata, que igualmente me surpreendeu, pois era finíssima, sequinha e com... manjericão!

Na sobremesa, cheesecake e torta de limão, também irreprocháveis. 

Para acompanhar, o francês Cazes Domaine Lê Cânon Du Marechal, syrah e merlot, indicado no menu, muito apropriado para o carneiro, com foto da Preta.


Do Rio de janeiro, RJ.

Shopping Leblon e Comer, Rezar e Amar

Os meus irmãos Alexandre e Léa que me desculpem, mas acho Shopping Centers todos iguais, ainda mais nestas épocas em que tudo é franquia. São as mesmas lojas, as mesmas lanchonetes e os mesmos produtos, inclusive quanto a diversão e na praça de alimentação.

Mas hoje, dia 05/10, um dia chuvoso, nublado e frio neste Rio de Janeiro, precisando comprar remédio e algo que cubra além do meu quadril e dorso, decidimos, eu e a Preta, que me olha sobre os ombros, ir no Shopping Leblon.

Vou me render! O Shopping Leblon é legal! As lojas, mesmo franquias, são as melhores. O espaço é bem distribuído e amplo e, o melhor, a praça de alimentação possui vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

No Rio, o botequim está presente em todo lugar e para qualquer família, inclusive em Shopping Centers. Também com vista para a Lagoa, o Botiquim Informal foi a minha opção para este dia chuvoso. Bom! Muito Bom! Comam a feijoada para duas pessoas e o chopp da Brahma, sempre bem tirado. O claro e o escuro.

Também tem a expand, para se degustar vinho e com o requinte próprio da franquia.

Aliás, também tem cinema, que esperei na concorrida fila e não me arrependi. Pode se comprar as entradas em uma máquina, o que reduz consideravelmente as filas. Quatro salas com cadeiras marcadas, com o braço que levanta, dando oportunidade do namoro mais gostoso. Um ótimo programa.
 
Pena que o filme que vi não contribuiu. Comer, rezar e amar, comédia romântica baseada no best seller homônimo, é enfadonha, mesmo tendo astros do nível de Javier Barden e Julia Roberts.
 
Do Rio de Janeiro, RJ.

sábado, 2 de outubro de 2010

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Quando Dom João VI, então Príncipe Regente, fugido de Napoleão Bonaparte, chegou nesta Colônia em 1808, com a intenção de criar um Jardim Botânico, os nativos e os habitantes cariocas não entenderam muito bem. Para quê criar um local que abrigue espécies de plantas no meio da mata atlântica, onde existe uma das maiores diversidades florestais do planeta?

Tenho certeza de que não foi a inteligência estratégica e o pensamento aguçado do regente que fez isso, mas o fato é que demos sorte, pois o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos locais mais bonitos do mundo e faz jus aos seus duzentos anos de existência.

Tão importante quanto o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, o Jardim Botânico é um programa bom, bonito e barato na Cidade Maravilhosa. No passeio, que custa apenas R$ 5,00 (cinco reais) o ingresso, com abatimento para meia entrada, deficientes e outros, pode-se conhecer, além das incontáveis espécies florestais, o orquidário, o bromeliário, a tenda das plantas insetívoras, os bonsais e os cafés, seja o de perto do parquinho para as crianças, com mais crianças, óbvio, seja o da loja de souveniers. Aliás, se tiver crianças, é um passeio imperdível. 

Não adianta, neste caso, descrever o que vi, pois somente indo no local é que se tem o verdadeiro Jardim Botânico. Deixo apenas algumas fotos:

As palmeiras imperiais da entrada do Jardim:


Orquidário:


Bromeliário:



Do Rio de Janeiro, RJ.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Cena Muda

O Rio de janeiro sempre revela surpresas. Uma delas descobri hoje, que é a revistaria de época A Cena Muda (Visconde de Pirajá com Maria Quitéria, (21) 2287-8072, www.acenamuda.com.br).  Trata-se nada mais que um sebo de revistas na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Quando vi a banca de revistas e entrei, entrou comigo uma pessoa procurando "um exemplar da Revista Vogue que tinha o Tom Jobim na capa", perguntando desta forma, e a senhora atendente, muito simpática, disse que achava que tinha, procurou e encontrou, no meio das diversas revistas antigas. 


Muito divertida a banca de revistas, mesmo que seja somente para olhar as edições antigas ou procurar um exemplar que sempre se quis ter e nunca encontrou. 

Do Rio de Janeiro, RJ.

Quadrucci



Um dos restaurantes que chamo de "perfeito" que conheço é o Quadrucci (www.quadrucci.com.br, Rua Dias Ferreira, 233, Leblon, (21)  2512-4551, Rio de Janeiro, e Av. José Bento Ribeiro Dantas, 2.900, Manguinhos, (22) 2623-6303, Búzios). Chamo-o assim pois o ambiente é perfeito, o atendimento é perfeito, a carta de vinhos é perfeita e a comida, como não poderia deixar de ser, é perfeita.

A localização na Capital é ao lado do Zuka e próximo ao Sushi Leblon, no Baixo Leblon, local dos melhores restaurantes do Rio de Janeiro. O estilo do Restaurante é de cozinha italiana contemporânea, talvez por este motivo não espere comer nhoque a bolonhesa. Os pratos são sofisticados, com criações próprias do restaurante, entre massas, risotos e outros inovadores, com mistura de produtos amazônicos, como o filhote, o açaí e a farinha de tapioca.

Hoje, pedi de entrada a Composição de Filé Mignon, que vem Steak tartar, mini medalhões em crosta de castanha do Pará e especiarias e hamburguinho com mostarda Dijon, acompanhados de chips de baroa ao sal grosso e ervas (R$ 35,00), que serve duas pessoas. Como prato principal, eu e a Preta fomos de massa, eu o Quadrucci Aberto recheado com paleta de cordeiro, batata doce e aspargos ao creme de manjericão (R$ 41,00), ela o Nhoque de Batata Baroa ao creme de cebola com carne-seca, queijo coalho e melaço (R$ 37,00), ambos excelentes. De sobremesa, acompanhando a tendência italiana, pedi Tiramisú (R$ 15,00).

No atendimento, jovens muito simpáticos, profissionais e muito bem preparados para servir.

Tudo muito bom e sem qualquer defeito, inclusive na enganadora aparência do restaurante, levemente despojado, escondendo a sofisticação do restaurante, que muitas vezes assusta quem está de férias no Rio de Janeiro.

Do Rio de Janeiro, RJ.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Domenico

O Baixo Leblon não deixa de me surpreender e de ser uma opção certa no Rio de Janeiro.

Em meio ao burburinho da Dias Ferreira, encontrei um restaurante que para mim ainda era uma novidade, apesar de existir por volta de um ano e oito meses, tempo este mais do que suficiente para um restaurante se firmar em frente aos seus pares desta rua, como é o caso do Zuca e do Quadrucci.

O Domenico (Rua Dias Ferreira, nº 147 ab, Leblon, Rio de Janeiro, CEP 22431-050, (21) 2239 6614, contato@domenicorestaurante.com.br) é um restaurante, como a própria atendente indica na entrada, com viés italiano. Mas não é somente mais um restaurante italiano e sim um local em que o chefe mescla a origem italiana do restaurante com tendências contemporâneas de vários países, como pude constatar no meu pedido, a entrada de seleção do mediterrâneo, que é fantástica, e, como prato principal, o lombo de cordeiro com cuzcuz marroquino.

Outra atração é a carta de vinhos que, para os estudiosos, possui uma vasta seleção, e para os simples enófilos como eu, inclui as sugestões do sommelier logo na primeira página, o que torna mais fácil acertar no pedido. Na dúvida, é só consultar os garçons, sempre solícítos e muito bem treinados, que torna o restaurante muito mais agradável.

Somente não confie no anúncio de que o estabelecimento é "restaurante e bar", pois no local não há espaço para o bar, a não ser que se improvise com bebidas e as entradas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

¡Venga!

Em passagem pelo Rio de Janeiro, vejo que a Capital se renova a cada dia. Como sou um dos apaixonados pelo baixo-leblon e pela rua Dias Ferreira, não deixo de passear nesta rua escolher um dos vários restaurantes que existem nas imediações, em qualquer noite que passo na Cidade.

No meu ultimo passeio conheci um novo estabelecimento chamado ¡Venga! Trata-se de uma espécie de bar espanhol, em que servem tapas, que seria o similar espanhol de nosso tira-gosto. É um local agradável e pitoresco, pequeno e com poucos lugares para sentar, próprio para se paquerar. E, se não quiser participar de qualquer paquera é melhor, como eu faço, levar a companhia (limpei minha barra).

Indico, para quem quiser petiscar, o pulpo a lá gallega, que é polvo com batatas e a combinação de dois tapas, a chistorra, que é uma linguiça espanhola picante com pan con tomate, tapa este que o nome é autoexplicativo. Não deixe de escolher também algum pintxo, que é uma torrada com algum recheio. De sobremesa, vá de churros com chocolate.

A carta de vinhos, por sua vez, não é extensa, mas é possível garimpar um bom vinho, o que sugiro para acompanhar os tapas.

Contudo, se quiser forrar o estômago ou algo mais formal, não existem pratos no bar, mas tão somente petiscos, exceto no almoço de sábado e domingo, em que é servido paella para duas pessoas.

O ¡Venga! fica na Dias Ferreira, nº 113-B, próximo à Praça Cazuza.