domingo, 22 de novembro de 2015

Mondial de Lá Bière


É um festival de cerveja, incluindo grandes e renomadas marcas como a Baden Baden, Bohemia e cerveja belgas, assim como micro cervejarias e cervejarias artesanais, e de food trucks com comidas variadas que acontece uma vez por ano.

O evento é grandioso, inclusive com palestras e shows, ocupando três galpões da recém revitalizada área portuária do Rio de Janeiro. O paraíso dos cervejeiros e mesmo dos gourmets de plantão, que indico a quem puder ir que vá.

Para conhecer o local, aliás, o ideal seria ir mais de um dia, mas se tiver apenas um, vá neste e não perca se for um amante das amarelinhas.

O prazer do evento e a grandiosidade deste somente é minimizado pela quantidade de banheiros, necessários à todos os cervejeiros e, principalmente, às cervejeiras, que enfrentam longas e demoradas filas, podendo estar curtindo o evento.



Do Rio de Janeiro.

O quarto 1305 do Ipanema Praia Hotel



Menos de 24 horas de hospedagem e já deu para se apaixonar pelo Ipanema Praia Hotel.

Pequeno, mas com funcionários atenciosos, quarto amplo e, o que é melhor, a melhor vista da Praia de Ipanema que já tive.

A experiência se completa com a vista do envidraçado restaurante do hotel, que aos sábados serve brunch inclusive para não hóspedes, e a piscina show com borda infinita, ambos na cobertura.

Do quarto 1305.


Adendo à postagem:

A postagem acima foi feita antes de eu sair do hotel, portanto, merce o seguinte adendo:

Infelizmente é prática na maioria dos hotéis no Rio de Janeiro, mas não se pode deixar de notar que o sistema de chamada de táxis nos hotéis, inclusive no Hotel acima, se faz por meio de táxis que não possuem taximetros, provavelmente clandestinos, e que cobram o dobro do valor de um táxi comum para ir para o aeroporto. No primeiro dia vi isso com um estrangeiro, em que enquanto um táxi para o aeroporto custava cerca de R$ 60,00 pelo taximetro, foi cobrado do estrangeiro, com pressa, R$ 120,00.

Comigo ocorreu parecido. Cheguei do show que fui cerca de 2h, tendo que sair para o aeroporto no máximo 6 horas da manhã. Pedi ao recepcionista para chamar um táxi com taximentro, ele me disse que não pode naquela hora e que somente poderia chamar na hora e na rua se passar algum. Aliás, foi bem arrogante, afirmando que não havia nenhuma segurança nesse procedimento e que somente teria segurança e poderia chamar o táxi eleito pelo hotel, ao custo de R$ 100,00. Este sim seria seguro e estaria na hora.

Como garantia e porquê ia sair de madrugada, a pedido da Preta pedi para chamar o taxi deles, que estava me cobrando quase o dobro do que o que possui o taximetro.

Fiz o check-out de madrugada e o táxi deles não tinha chegado. Sequer reclamei por causa da Preta. Na hora, saíram o atendente e o mensageiro para a rua para conseguir o táxi, preocupados pela falha deles (estavam juntos na hora que fizeram o terrorismo para me empurrar o táxi clandestino).

Contudo, eu mesmo que consegui um táxi na rua, debaixo de uma chuva torrencial para ir para o aeroporto. Sorte que estava com tempo suficiente para chegar no voo.

Fica o registro.



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Spanola Way, Oh Mexico e Halloween



Spanola Way é uma rua de South Beach, Miami, onde parte dela não passam carros e estão variados restaurantes, de diversas origens, italiano, cubano, contemporâneo, etc. Mesmo sendo a primeira vez que estive lá, me pareceu também que é o local que concentra boa parte das festas de ruas de Miami Beach.

Estive lá no último Halloween norte-americano e estava animado. Um palco no início da rua e os restaurantes lotados, onde podemos ver os desfiles das bem elaboradas fantasias da festa, como a acima, de uma das garçonetes do Oh! Mexico!

Quanto ao restaurante (http://ohmexicorestaurant.com/), excelente, muito bom restaurante mexicano, com as suas tequilas, tortilhas e o guacamole especial servido a parte (o cliente pode pedir somente este, que vem acompanhado de nachos), em um ótimo custo-benefício.

Também pode ser frequentado, mesmo no dia do Halloween, por famílias, como fiz no dia.

Ótima e agradável noite.








Da base.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Síntese do Início

Recebi hoje um processo judicial que se iniciou no ano de 1995, processo simples, ainda em trâmite no Poder Judiciário comum, mesmo após vinte anos.

A pretensão aqui não é falar sobre a morosidade do Poder Judiciário, mas as lembranças que me trouxe do início do meu contato com a advocacia.

Foi neste ano que comecei a estagiar e, no escritório que trabalhava - trabalhava mesmo, que explicarei em outra postagem -, especializado em Direito Tributário, lidava diretamente com as famosas e intimidadoras Varas da Fazenda Pública estaduais.

A propósito, tais Varas da Fazenda Pública, na época ainda eram familiares, em que determinada família possuía em regime feudal a propriedade do Cartório, de forma hereditária e, algumas vezes - poderia dizer que na maioria delas -, mandava mais que o próprio Juiz, contrariando toda a noção de serviço público e concessão pública. Aliás, os Cartórios eram tão poderosos que eram chamados pelos nomes das famílias, como era o Cartório Othon, Santiago, Barata, Lobato, etc...

Tais Cartorários e seus serventuários eram temidos pelos estagiários e, inclusive, muitos se decepcionaram pelo regime que abandonaram o direito ou bandearam para a Justiça do Trabalho. Aliás, pela minha lida diária no Forum na época, entendo muito bem a opção feita pelos colegas e aprendi, a duras penas, mesmo no meu segundo ano de universidade, a citação de Egidio Salles, de que "A advocacia não é profissão para covardes". E cito o Dr. Egidio não de forma lúdica, mas em decorrência de como era feito o direito paraense naquela época, em que possui os seus resquícios até hoje.

Pois bem, voltando ao processo e folheando as suas páginas, somente me passava pela cabeça as idas diárias ao Forum, em que descia, a mando do meu Chefe, Dr. Baim Klautau, andando a Manoel Barata ou a Treze de Maio na contramão, desde o escritório no Edifício da Associação Comercial, com o meu paletó azul marinho - que recebeu o apelido de titula, pois era o único que tinha e vestia todos os dias - até chegar a praça Felipe Patroni, enfrentando as pequenas calçadas do Comércio de Belém, com a sua bagunça e dificuldades de locomoção peculiares que podem ser vistas até hoje.

Consta no processo todas as figuras típicas da época do meu estágio e que eram absolutamente inacessíveis a um estagiário, mas que via transitando ao meu redor quando estava no Fórum: A temida Maria da Luz Sarmento, já falecida, a poderosa e soberana titular do Cartório Sarmento, que somente passou a se dirigir a mim depois de uns dois anos de visitas semanais ao Cartório, quando ela percebeu que eu não ia para a Justiça do Trabalho e muito menos largar o direito, ainda assim e sempre de forma precária.

O Magistrado Titular da 14ª Vara, Juiz Walton Cezar Bruzdzinzki, também falecido, muitas vezes despachando à mão no processo, sem qualquer preocupação com com os ritos processuais, determinando manifestações e prolatando despachos, diligências e decisões quando entendia ser conveniente.

O Promotor vinculado à 14ª, Dr. João Vicente de Miranda Filho, que neste processo precisou dar três pareceres, tendo o Magistrado determinado por diversas vezes o retorno dos autos à Promotoria até que se convencesse que o parecer estava adequado.

Despachos à mão e na máquina de escrever são frequentes no processo judicial, inclusive constando mandados de citação que lembro que eu datilografava em uma máquina de escrever no escritório, obedecendo a tabulação e a perfeição exigida pela Doutora Maria da Luz, em ato privativo desta, que incumbia os estagiários dos escritórios interessados na causa a elaborarem.

Nestes vinte anos, o Judiciário estadual mudou muito, algumas coisas para melhor, outras para pior, mas o fato é que mudou, e essas figuras lendárias, algumas destas que se mantinham em uma banca de distinto, hoje não estão mais presentes entre nós (com exceção do Dr. Vicente, que não sei o paradeiro).

Pois bem, neste pequeno processo recebido hoje, em que mando arquivar definitivamente no meu trabalho, vejo emocionado a síntese do meu início e acho mesmo que, neste ato simbólico de arquivamento, mesmo vinte anos depois, arquivo o meu início.

Espero encontrar, muito mais na frente, a síntese do meu final em um processo completamente diferente.



Da base.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Hotel Movich - Cartagena

Excelente hotel-boutique, obviamente com preços superiores aos demais hotéis de Cartagena, na Colômbia.

Situado dentro da Cidade Murada, que é o melhor local para ficar em Cartagena, o hotel se situa dentro de um casarão histórico, sendo um refúgio (quase um oásis), dentro do calor abrasador que é Cartagena.

Funcionários extremamente solícitos desde a recepção, mensageiros e os garçons do hotel, na medindo esforços para satisfazer o desejo do hóspedes.

Quartos amplos e muito bem decorados.

O café-da-manhã é servido no restaurante do térreo ou no próprio quarto, sem custos e até meio dia. Os pedidos são a la carte, com direito a sua própria pelenqueira. E o melhor, como disse a Preta, servidos até o meio dia. Fui de fritos colombianos, uma espécie de vários salgados fritos, típicos de comida de rua da Colômbia.



Mas o melhor do hotel mesmo é o seu terraço, em que situa a piscina e a banheira Jacuzzi, acompanhado do restaurante. Prepare seu protetor solar (FPS 2040), o chapéu panamá e o seu traje de banho e passe um dia ou  pelo menos uma tarde, curtindo o melhor pôr-do-sol de Cartagena, pelo que dizem os funcionários do hotel.


Do terraço do hotel Movich.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Paris, de Eros Grau

                                

Acabei de ler hoje o Livro Paris, de Eros Grau.

O livro conta estórias, por meios de crônicas e anotações, vividas pelo autor no Quartier Saint- Germain-Des-Prés, recheando-as com fatos históricos e, principalmente, curiosidades.

O Autor, que foi reduzido injustamente a ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, creio que ainda seja Professor da Sorbonne e Advogado em Paris, por isso seu vasto conhecimento, aliado a uma pesquisa do local específica e, pelo pouco que conheço do Quartier, aprofundada.

É um bom livro para quem possui algum conhecimento do Quartier ou para quem quer saber um pouco mais da vida do ex-Ministro. É um péssimo livro para quem tem alguma pretensão de compará-lo a Paris é uma Festa, de Hemmingway.

Nota1: O próprio autor não compara o livro a Paris é uma Festa e se preocupou com isso, informando aos leitores em uma de suas crônicas.

Nota2: Na onda do autor em contar passagens de sua vida, quando li a pág. 257, me lembrei da última vez que estive em Paris, em que estava na Rue du Bac e a minha amiga Edilene ouviu um bonito francês falando para ela em uma loja um autêntico "desolé!" parisiense. Virou a resposta brincante da viagem!



Da Base.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

40 anos

Reflexão pré-crise dos 40 anos: 

Se os 60 anos são os novos 40, estaria eu completando 20?

Da base.