terça-feira, 26 de maio de 2015

Paris, de Eros Grau

                                

Acabei de ler hoje o Livro Paris, de Eros Grau.

O livro conta estórias, por meios de crônicas e anotações, vividas pelo autor no Quartier Saint- Germain-Des-Prés, recheando-as com fatos históricos e, principalmente, curiosidades.

O Autor, que foi reduzido injustamente a ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, creio que ainda seja Professor da Sorbonne e Advogado em Paris, por isso seu vasto conhecimento, aliado a uma pesquisa do local específica e, pelo pouco que conheço do Quartier, aprofundada.

É um bom livro para quem possui algum conhecimento do Quartier ou para quem quer saber um pouco mais da vida do ex-Ministro. É um péssimo livro para quem tem alguma pretensão de compará-lo a Paris é uma Festa, de Hemmingway.

Nota1: O próprio autor não compara o livro a Paris é uma Festa e se preocupou com isso, informando aos leitores em uma de suas crônicas.

Nota2: Na onda do autor em contar passagens de sua vida, quando li a pág. 257, me lembrei da última vez que estive em Paris, em que estava na Rue du Bac e a minha amiga Edilene ouviu um bonito francês falando para ela em uma loja um autêntico "desolé!" parisiense. Virou a resposta brincante da viagem!



Da Base.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

40 anos

Reflexão pré-crise dos 40 anos: 

Se os 60 anos são os novos 40, estaria eu completando 20?

Da base.

sábado, 25 de abril de 2015

Le Saint Germain


Passamos o carnaval em Paris, em um hotel agradabilíssimo e muito bem localizado, próximo à Rue De Bac e à estação de Metrô de mesmo nome, o K+K hotel Cayré, indicado pelo meu amigo Carlos.

Mas não seria tão bem localizado se na sua esquina não estivesse o meu (sim, porque agora já me apropriei dele) bistrô Le Saint Germain.

Bistrô francês para ninguém botar defeito: na calçada, mesinhas para fumar, tomar café, taça de vinho ou cerveja.

Do lado de dentro, em dois andares, refeições das melhores, francesas ou não, com destaque para o staek tartar e para a maravilhosa (a melhor que já comi) sopa de cebola.

Aliás, preciso falar da sopa de cebola, saboreada várias vezes pela Preta, o caldo fino e leve, sem a acidez da cebola, e devidamente gratinada, no dizer de um garçon francês e que fala português fluentemente com sotaque brasileiro, "com um queijo francês". Perguntei um dia: "que queijo francês?". Ele: "o gruyere". Só isso.

Pois bem, o bistrô possui todo o tipo de comida, incluindo carnes, pato, massas e pizzas, alguns tipos de cervejas, inclusive podendo beber no balcão, vinhos, em garrafa e na taça, tudo com jeito de boteco sofisticado, com garços muito simpáticos e educados, que é um adicional.

Mais uma vantagem, além de todas as acima, abre cedo e fecha de madrugada, com o que fazia que o nosso ponto de encontro fosse no café, antes ou depois do passeio. Eu, Preta, Carlos, Amana, Edilene e Mamãe nos divertimos muito lá.

Em Paris, para alguns o De Flore, o Le Deux Margot ou o Lipp.

 Para mim, o Le Saint Germain. Sempre.

Da Base.



sábado, 7 de fevereiro de 2015

Democrata

Sou um democrata! Sempre fui! Desde a minha adolescência! Nunca tive e não tenho partido definido! 

Brinco que o meu partido é o PC, o Partido Cazuza, pois o "meu partido é um coração partido...", como diria o poeta.

Isso tem um significado a mais do que simplesmente uma brincadeira! O meu coração é partido porque não existe, pelo menos hoje, algum partido que me represente.

Confesso que, tinha uma simpatia pelo PSDB! Nas últimas eleições, votei, fiz campanha, declarei meu voto veementemente nas redes sociais e, até mesmo, briguei com alguns amigos! Achava que era o mais sério! Que podia transformar a política em uma nova política e, mais do que tudo, que eram pessoas preparadas. Não que fosse peessedebista, nunca fui, mas diante do que estava e está aí, estava convencido que era o melhor!

Une-se a este fato, pela minha simpatia, o meu pai, que foi fundador do PSDB no Amapá, e o Tio da Preta, pessoa íntegra e que gostava muito de mim que, na eleição do PT em 2006, quando os tucanos estavam esfacelados no Estado do Pará, manteve viva a chama do partido e conseguiu reunir os cacos para enfrentar uma nova eleição, por simples idealismo partidário, mesmo com problemas sérios de saúde que o levou à morte.

Pois'é, vejo cada dia que passa que essa bipolaridade brasileira, PTxPSDB, nada mais é do que mais do mesmo! Que essa estória de ideologia partidária, direita e esquerda, o confronto de pobres versus ricos (grande balela inventada na última eleição), não existe! São iguais! A única ideologia que vigora é manter o poder pelo poder! Seja lá para fazer o quê?

Vemos isto com as mesmas práticas, as mesmas formas de governar, como é o exemplo recente do PT que aumentou impostos, privilegia os bancos e restringiu direitos trabalhistas, práticas típicas dos tucanos, em momentos de crise.

Nova forma de fazer política?! Também é estória contada para inglês ver! As práticas são as mesmas! Mentalidade de política feudalista do "ou vc está comigo ou contra mim!" Só alternam as cores!

Opiniões e direito de expressão, pelo mínimo que possa se ter, como expressão da democracia,  não existe! Claro, ou estás comigo ou contra mim! Não se pode reconhecer qualquer qualidade no inimigo, pois, se for assim, se torna inimigo também!

Isso mesmo, inimigo, pois a palavra e expressão "adversário" está banida da política que, afinal,tudo não passa de uma grande guerra, em que não se deve ter piedade.

E vai continuando, assim, o Estado brasileiro! Com promessas de nova forma de fazer política, advindas de marqueteiros, mas com práticas retrógradas e anacrônicas, depois de eleitos, mesmo que para isso se tenha que limitar a liberdade de expressão, por simples boicote.

Fico imaginando o que o meu pai e o tio da Preta diriam se estivessem vivos.

E, agora, eu, continuo a ser um democrata, seguindo com o meu partido cazuzista, na esperança sempre que um dia se faça a boa política, tão propalada! E de inimigos, passem a ser meros adversários de ideias. 

Espero estar vivo para ver! O meu pai e o tio não estão!

De Macapá.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Lado

Algumas vezes te obrigam a tomar um lado. Ou, no mínimo, a deixar o lado que você tinha.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Guia Millôr da História do Brasil


Ganhei de presente da Tia Lena no Natal, o livro é uma compilação de textos e charges do Millôr de todos os tempos, em diversas revistas e jornais, muito bem escolhidas e organizadas cronologicamente, do descobrimento do Brasil ao Presidente Lula.

Leitura deliciosa, rápida e inteligente.

Da base.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Atentado Terrorista em Paris



Não tenho palavras para expressar o atentado terrorista em Paris, a poucas horas. Mais ainda por terem sido mortos grandes cartunistas e, claro, os seus cartoons.

Somente para registro, além de eu ser um grande amante de cartoons, mesmo sem qualquer conhecimento técnico, a Preta tem um tio que, nas brincadeiras de infância, fala com muito orgulho de sua formação proveniente dele, cartunista (somente não falo o nome dele por não estar autorizado).

Minhas maiores homenagens aos cartunistas mortos e à liberdade de expressão!

Deixo como lembrança a foto acima, de capa, provavelmente a mais importante da história do jornal, com significado ímpar.

Boa noite, neste dia de luto.

Da base.