sábado, 9 de agosto de 2014

Zuma Miami

Programa imperdível em Miami é o brunch do Zuma (http://www.zumarestaurant.com/zuma-landing/miami/en/welcome), servido no sábado (um dos poucos na Cidade) e no domingo, das 11:30h às 14:30h.

Fomos com os meus amigos Carlos e Amanaci e desde a entrada muito bem recepcionado, por garçons atenciosos e prestativos.

No cardápio, se escolhe entre três classes de champanhes ou de drinks, que é o que vai definir o preço e o seu prato principal e a sobremesa. Obviamente, quanto mais caro o valor do champanhe que se vai beber, mais sofisticadas e diferenciadas as opções de prato principal e sobremesa.

Fomos do champanhe mais barato, que já é uma experiência incrível, pois o espumante é ilimitado e nos dá direito a pratos principais com carnes como salmão, além da sobremesa.

Mas o melhor mesmo é o buffet, que faz as vezes da entrada: um sem número de comidinhas, incluindo sushis, sashimis, grelhados chineses, carnes variadas, inclusive de frutos do mar, todos dispostos no balcão e sendo preparados na hora. De um lado pratos quentes, de tendências chinesas e de outro pratos frios, de tendência japonesas.

Tudo delicioso. Poderia passar o dia comendo os acepipes.



No final, depois das diversas taças de champanhes e ultrapassando (e muito) as 15 horas, o nosso atendente, já amigo da Amanaci e conversando em francês, gentilmente informou que fazia tempo que o buffet havia acabado e tivemos que terminar, não sem antes de tomarmos a saideira. Mais uma taça de champanhe.

Da base.

sábado, 28 de junho de 2014

O Amor

Sempre gostei muito do Seu Júlio, mas hoje ele me fez admirá-lo.

Chegando agora da farra, encontrei Seu Júlio saindo para fazer a sua caminhada diária (que sempre me convidou e eu nunca fui): tênis, camiseta, bermuda, chapéu estilo portuguesinho e a barba por fazer.

De pronto e gentilmente segurou a porta do elevador para entrarmos.

Tasquei logo: - Seu Júlio, nós chegando da farra e o senhor saindo para caminhar... 

Seu Júlio, que está com a esposa em uma situação difícil de saúde, de pronto respondeu, simplesmente e sem nenhuma pretensão:

- Prometi para a minha esposa que iria cuidar dela até o final da vida e para isso preciso estar bem...

Chegou o andar dele, olhei para a Preta, ela estava com os olhos molhados, com uma lágrima contida querendo cair, que me disse:

- Sabe o que é isso...? É o amor!

Concordo.

Da base.

sábado, 7 de junho de 2014

O Padrinho

A minha associação de classe, estadual e naciona,l está fazendo um movimento associativo de contactar parlamentares para aprovação do projeto de lei do novo Código de Processo Civil, especificamente para algumas questões que irão manter algumas conquistas já alcançadas por nós.

Na visita ao principal parlamentar, o mais importante, certamente o mais influente (inclusive no Brasil) e que possui a sua conduta ligada a uma atuação moral não aceitável (por favor leitores, não estou fazendo qualquer juízo ou julgamento), principalmente pelo Jornal concorrente ao da família do parlamentar, fui convidado a participar, mesmo não sendo da diretoria.

Os três diretores da Associação e eu esperamos cerca de 45 minutos no belo escritório da família o qual ele atende em Belém, muito bem decorado e arrumado, com a vista para o Bosque Rodrigues Alves, tendo vindo, durante este intervalo, duas pessoas informando que o Senador estava em uma consulta médica e justificando, gentilmente, a demora.

Chegou o Senador, logo também gentilmente se desculpando, como se fôssemos a principal Associação do Brasil e nos tratando como os principais dirigentes associativos deste país, mesmo que nós representássemos cerca de cem pessoas, somente.

O assunto tratado, resolvemos em cerca de 15 minutos! As outras uma hora e quinze minutos que passamos conversando com o parlamentar foram encantadoras, envolventes, inteligentes, cheias de literatura, história, citações de grandes pensadores e nomes da história, como o de seu grande ídolo (pelo menos assim me pareceu), Churchill.

Uma pessoa envolvente, usando de novo a palavra que podia resumir o momento, bem diferente do que falam na rede de jornal e televisão que fazem oposição ao parlamentar.

No fim da conversa, um dos diretores pergunta ao Senador se pode registrar o momento com uma foto, sacando o celular. De pronto, por simplesmente não ser da diretoria e pela minha timidez de primeiro momento, me ofereci para fazê-la, em nenhum momento pensando na conduta que o Brasil impõe ao Senador.

O Senador olhou para mim e em um gesto repentino perguntou:

- E você? Não vai sair na foto? Se comprometa, meu jovem, se comprometa...

Houve um pequeno mal estar e depois um sorriso contido de todos os presentes, que virou piada até hoje pelas pessoas da Associação e da classe que trabalho.

Enfim, a foto (comigo, é claro) foi publicada duas vezes no periódico mantido pela família do parlamentar, foi duramente criticada no jornal mantido pelo grupo de mídia rival e, já soube, que alguns secretários de Estado, em reuniões no órgão que trabalho, fazem chacotas, quando podem, do ato.

De fato, como não poderia deixar de ser - em um político que desde o ensino secundarista estudantil é eleito e que possui projeção nacional, tendo desafiado, inclusive, um grande político baiano, e feito o próprio Lula, literalmente, beijar a sua mão em um comício em Ananindeua -, foi uma atitude inteligente, comparável com a atitude de Don Corleone, quando no casamento da filha, disse que um dos convidados que vinha ao casamento, que comia e bebia o seu vinho, tinha que beijar a sua mão.

Inteligente e engraçada, que rende muitas piadas até hoje, que cada vez contada é feita uma nova interpretação.

Da base.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pois Sou Um Bom Cozinheiro, de Daniela Narciso e Edith Gonçalves, Companhia das Letras, 2013.

Não se trata de apenas mais um livro de culinária. Aliás, mesmo para quem que não gosta de leitura deste tipo ou que mal sabe fritar um ovo, vai se deliciar com a obra. Literalmente.

Trata de um livro que conta a estória de vida do nosso poeta Vinícius de Moraes, com seus poemas, suas músicas, os lugares que frequentava, as cartas que mandava e alguns amores, sempre permeado e possuindo como tema as suas receitas favoritas, não apenas as que, como mestre-cuca, executava, como também dos locais que frequentava, no Rio de Janeiro, no Brasil e, algumas, no mundo.

As receitas, da mesma forma, muitas delas do próprio Vinícius, são deliciosas.

O livro vale por ambos, pelas receitas e, principalmente, pelas passagens de sua vida e sua obra.



Um grande trabalho de pesquisa e uma grande organização.

Da base.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Beto Grill

Lembro, recém-chegado a Belém, do velho e lendário O Corujão, um restaurante e bar que ficava na Rua Quintino Bocaiúva, passando a Bráz de Aguiar. No que pese eu não ter idade e muito menos dinheiro para frequentá-lo, já ouvia falar de suas estórias, que era onde se encontravam os políticos, pessoas importantes, empresários, advogados e, mais que isso, era onde eram ditados os rumos do Estado do Pará.

Naquele tempo também existia o folclórico Waldyr, que tempos depois vim conhecê-lo. Não sei se as peripécias com as contas dos clientes que dizem que ele fazia são verdades, mas sei que ele se tornou igualmente lendário e parte indissociável do bar em seus tempos áureos. As estórias do Waldyr, qualquer dia conto, para evitar que fique muito longa a postagem.

Os dias de decadência chegaram ao O Corujão e creio que para tentar a sua salvação, fundaram um bloco homônimo, com um grande trio elétrico, que percorria as ruas de Belém, saindo da frente do bar e tendo a apoteose na Praça da República, se minhas recordações não falham. De toda a vida do O Corujão, somente participei desta época.

Mas, no que pese a importância do Corujão, ainda assim fechou, saindo do barco o Waldyr, que montou o seu restaurante próprio, o Alô Waldyr, na Rua Bernal do Couto, que teve uma vida breve.

Mas eis que surge o Beto Grill, do Beto, claro, fundador do O Corujão, agora na rua Doutor Moraes, entre a rua Conselheiro Furtado e a Rua dos Mundurucus, em frente a Fox Vídeo.

É certo que o restaurante não possui mais a importância política dos tempos áureos do o Corujão, mas ainda assim é frequentado por políticos, da antiga e da nova geração, empresários, advogados e pobres mortais, como este cronista nostálgico.

Também é certo que muitos vêm ao Beto Grill pelos tempos áureos do O Corujão, mas, ainda continuam vindo por o restaurante ter seus encantos.

Primeiro e peça fundamental é o Beto. Não o conheço, mas sempre o vejo com a sua bermuda, camiseta, sandália transpassada, sentado em alguma mesa, sozinho ou papeando, mas sempre com o seu olhar atento para certificar do padrão de qualidade do serviço e da comida.

E não somente por isto. A simpatia dele é contagiante, tratando bem indistamente qualquer pessoa, seja político, seja empresários, seja o mero frequentador.

O segundo, é o serviço. Garçons atenciosos, solícitos, conversadores e, o que eu gosto, mesmo que pague caro a dose do uísque, mesmo sem pedir, o "choro" do garçom é para políticos do nível de Gorbachov e Lula!

E o encanto final, a comida! Mesmo para aqueles que não gostam do sistema self-service, a qualidade é inegável e a presença das comidas regionais é diária. A mainçoba, o pato no tucupi, o bacalhau, são figuras dos almoços do dia-a-dia.

Mas, para mim, os carros chefes da casa são o arroz-de-pato, que dizem que o Beto foi o inventor do prato, que se popularizou nos restaurantes e nas casas de Belém, e o indescritível pirarucu de casaca, para mim o melhor que comi - excetuando tão somente o Tia Dedé Affonso, é claro -, que pode ser saboreado todos os dias.

Para não deixar de registrar, em outros tempos se vendia mussuã no local. Mas, pelo que sei, a iguaria foi substituída por outra, que é o mussuã de botequim, desta vez não mais um quelônio, mas um prato feito de músculo de boi, que vale a pena provar.

O Beto Grill fica na Doutor Moraes, 581.


Do Rio de Janeiro para Belém.

Mercado Central de Florianópolis

Tenho uma atração por mercados públicos, não sei se por minha veia não hereditária de cozinheiro, se pela beleza dos mercados ou mesmo somente para apreciar o modo de vida dos mercadores e feirantes, que me fascina. Já visitei vários, o de Rialto em Veneza, o Mercadão em Sampa, as feiras itinerantes do Rio de Janeiro e, quando posso, tomo a minha cerveja no Ver-o-Peso em Belém.

Mais um para a minha coleção de visitas foi o Mercado Central de Florianópolis, com os seus belos frutos do mar: peixes, mariscos, mexilhões avantajados, camarões e o mais famoso exemplar de fruto do mar de Floripa: a ostra.

E o que é melhor, alguns desses frutos do mar podem ser degustados na hora, pois existem vários bares, dentro e fora do mercado, que servem petiscos e refeições.

O mais famoso e concorrido, eleito pela Veja Comer & Beber de Florianópolis como um dos melhores bares locais, é o Box 32, cuja fama se deu também pelo pastel. Passei pela frente, muito lotado, não posso dar a minha impressão pessoal do bar, mas fica a indicação.



Do Rio de Janeiro para Belém.

Bar Canto do Noel



Não é somente de praia e esportes que é feita Floripa. Na capital de Santa Catarina pratiquei um outro tipo de esporte, o da boemia. E um local excelente para a prática desse esporte, é o Bar Canto do Noel. 

Fui em um sábado, cheguei por volta das 13h, quando ainda estava calmo, o que me rendeu a tranquilidade de almoçar a feijoada, simples mas muito gostosa, ao estilo self-service. A partir das 15h começou a roda de samba, com samba de raiz e muita gente bonita, como é próprio da Cidade.

Os pontos negativos são um único banheiro, poucos atendentes no dia (situação que me foi informada logo quando cheguei pela garçonete, provavelmente por ser o meio de um feriadao) e o sistema de pague na hora de ser servido.

Mas tais deficiências nem de longe infirmam o ótimo samba, os atendentes educados e prestativos e a alegria das pessoas de todas as idades.

E, ainda, possui ótima localização, em uma simpática viela no centro da Cidade, chamada Rua Tiradentes, 186.




Do Rio de Janeiro para Belém.