quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor

Vi neste momento, no noticiário da noite, que faleceu, ao lado dos seus quatro filhos, a atriz inglesa dos belos olhos violetas, Elizabeth Taylor. Mesmo que essa atriz não tenha sido contemporânea à minha vida, pois faleceu com 79 anos, é com tristeza que vejo o falecimento, pois a considero, como muitos, como a última diva da época de ouro do cinema, ao lado de Marilyn Monroe, Ingrid Bergman, Anita Ekberg e outras, e que são até hoje admiradas por todos, inclusive por mim.

A atriz dos imperdíveis e inesquecíveis Cléopatra (1963) e Gata em Teto de Zinco Quente (1959), recebeu cinco indicações ao Oscar, vencendo dois deles como melhor atriz: Disque Butterfield 8, de 1960, e Quem Tem Medo de Virginia Woolf ?.



Em Cleópatra, a atriz contracenou com Richard Burton, o grande amor de sua vida, com quem foi casada duas vezes, dentre sete casamentos que contraiu. Ficará reconhecida também pelo seu ativismo, principalmente em defesa dos portadores da AIDS, após a morte de seu amigo Rock Hudson.

Deixo as minhas homenagens, com a certeza de que as suas obras e a sua beleza serão eternas.



Da base, Belém, Pará.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Museu do Prado

Ontem, um professor meu perguntou qual lugar tinha como especial para mim. Respondi que gostava muito de Madrid,  lembrando da Cidade e da minha lua-de-mel, no qual tive muito bons momentos com a Preta. Aliás, contribuiu decisivamente para tornar Madrid especial para mim, além do pequeno hotel que ficamos hospedados dentro da Plaza Mayor, o Museu do Prado.

Este museu é o mais importante da Espanha e um dos mais importantes da Europa e do Mundo. Abriga obras espanholas, francesas, flamencas e até mesmo alemãs. Nele são encontradas pinturas de autores como Velázquez, Rembrandt, Botticelli, Rafael, Caravaggio e outros não menos famosos.

Mas as obras que mais me impressionaram foram as de Francisco de Goya, na qual o Museu é o detentor do maior acervo deste pintor. Particularmente as “pinturas negras” deste Autor me deixaram impressionado pela expressão dos quadros, como é o caso da “A Romaria de San Isidro”, na foto abaixo.


O Museu do Prado é um lugar mágico para mim, pela lua-de-mel, pela companhia, pela arquitetura do Museu, que foi fundado em 1819 e, obviamente, pelas obras. Poderia dizer que foi o melhor museu que fui. Digo mais, pela minha ignorância na época, não teria ido, somente o tendo conhecido por conselhos dado pela minha amiga Solange Afonso, conselho este que repasso aos leitores.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor, 2009)

Filme Sueco? É bom! Ainda mais quando é baseado no primeiro livro de uma trilogia também sueca.

A produção do filme “Os Homens que não Amavam as Mulheres” é primorosa, com a ótima fotografia do inverno na Suécia. A trama, melhor ainda, com um enredo de suspense que deixa o telespectador grudado na tela.

No filme, um jornalista é contratado para investigar o sumiço da sobrinha de um rico industrial, que ocorreu há 36 anos, e é ajudado por uma jovem hacker, revoltada e anti-social. A narrativa é densa e com cenas de nudez e violência, mas que se encaixa perfeitamente ao filme e ao seu gênero.

Assista com um cabernet sauvignon de alguns anos, bem encorpado, e com as luzes da casa desligadas, obedecendo a recomendação de que o filme é impróprio para menores de 16 anos.


Da base, Belém, Pará.

domingo, 6 de março de 2011

Rua Gaspar Viana

Não pretendo fazer deste espaço um blog para fotografias, pois não sou fotógrafo e muito menos ando acompanhado de máquinas fotográficas, possuindo apenas, na maior parte das vezes, meu iphone, que sequer tem algum recurso de luz ou flash.

Mas ontem, em pleno sábado de carnaval, quando passava pela Rua Gaspar Viana, entre a Travessa Quintino Bocaiuva e a Avenida Doca de Souza Franco, encontrei um lava-jato em um daqueles galpões antigos e decidi colocar o possante para tomar uma ducha. No fim da tarde, vi um dos mais bonitos pôr-do-sol, melhor, um dos mais bonitos céus, que gostaria de compartilhar com os leitores.


Recordei que o meu segundo escritório foi naquele mesmo perímetro, um pouco mais a frente, em um daqueles galpões em que a irmã do meu sócio possuía uma empresa de serigrafia, e que, certamente, com a pressa da juventude, ou mesmo com a impaciência de construir a vida o mais rápido possível, nunca parei para olhar em volta os galpões históricos, as ruas de paralelepípedos e o céu avermelhado no final do dia, que dava uma áurea pacata e singular do antigo porto de Belém, mesmo com os raivosos ônibus cruzando a Rua Gaspar Viana a toda velocidade.


Deixo a última imagem.


Da base, Belém, Pará.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Congelamento do Cordão Umbilical

A Preta veio com uma proposta no mínimo inusitada ontem a tarde: Congelar o cordão umbilical do Pedro, meu filho, que vai nascer no início de abril. Isso para um cara que passou metade da sua vida em Macapá, cresceu no Bairro do Guamá e morou a adolescência com o avô que era subtenente aposentado da Polícia Militar paraense, é algo impensável e soa como alguém querendo fazer piada comigo.

Mas, como mente aberta, decidi pesquisar na internet para saber exatamente para que isso poderia servir, sobre a empresa que pretendíamos contratar e se alguém estava falando mal ou criticando o procedimento e a referida empresa, com um ceticismo de um marxista conversando com um padre.

Me deparei com palavras e expressões como criogenia, congelamento de cordão umbilical, células tronco, e outras, que até agora apenas tinha visto em filmes e em livros de ficção. Me senti como na minha infância, quando, em Macapá, li um livro do Julio Verne sobra a viagem à lua, que por óbvio pouco me lembro do livro, mas recordo de algumas pessoas comentarem com ênfase que o livro era uma previsão do que aconteceria nos séculos seguintes, como se Julio Verne fosse um profeta. De outro lado, lembro também que alguns diziam que tudo não passava de mera obra de ficção científica, obra bem escrita, mas ainda assim somente um livro, pois tudo que aparecia na televisão nada mais era do que a chegada do homem à lua montada pelos Estados Unidos em um dos estúdios de Hollywood, como parte de um plano para impressionar a Rússia durante a Guerra Fria.

Estão rindo? Pois'é, estou me sentindo igualzinho a estas últimas pessoas, que não acreditavam que o homem chegou a lua, quanto ao congelamento do cordão umbilical do Pedrinho. Ainda estou achando que isso tudo não passa de uma promoção capitalista para a empresa ter lucro, pois além do valor do recolhimento das células tronco na hora do parto, ainda há uma manutenção anual, paga à empresa, para manter congeladas criogenicamente (aprendi hoje o que significa esta palavra) as células-tronco.

A minha tese se reforçou mais ainda quando, em pesquisa neste meio, via a Samara Felippo fazendo a propaganda da empresa, sites de fofoca informando que o Eriberto Leão tinha colhido a dos filhos dele e que a Juliana Paes escolheu a mesma empresa para fazer o do filho dela.

Está certo que a opinião da Juliana Paes não é de se desprezar, mas ainda assim acho que se trata de mero e puro capitalismo, ainda mais que verifiquei que a taxa anual é corrigida pelo IGPM, um dos índices mais valorizados da atualidade.

Contudo, em vários outros sites vi que a pesquisa de células troncos avançou muito e que estas são capazes de regenerar vários tecidos, servindo desde o tratamento para lábios leporinos até alguns tipos de câncer, passando por promessas de cura de deficiências físicas mais diversas. E isto tudo já comprovado e testado, sem se considerar as pesquisas que estão evoluindo e as futuras doenças que poderão ser curadas com as células-tronco do meu filho, em um futuro tratamento que não pretendo e nem quero utilizar, mas se precisar, o cordão umbilical vai estar esperando, congelado criogenicamente.

Se vou fazer?! Claro que vou! Pois, como dizem os mais antigos, canja de galinha não faz mal a ninguém, e, como os mais novos falam, o que não vem para atrapalhar, ajuda!

Da base, Belém, Pará.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Boteco das Onze

Um dos mais agradáveis locais de Belém é o Boteco das Onze, que tem o nome advindo da Casa das Onze Janelas, uma construção histórica às margens para a baia do guajará, de frente para a Catedral da Sé, no centro do bairro da Cidade Velha.

O local abre às 10 horas da manhã, todos os dias e somente fecha de madrugada, servindo almoço, petiscos no excelente pôr-do-sol e, pela noite, o restaurante se transforma em um bar badalado, além do excelente restaurante.

Por indicação do meu amigo Gustavo Salgado, vim comer o bacalhau a Moda do Paulo Chaves (R$ 98,00, para duas pessoas), que foi o idealizador do espaço. O Salgado diz que é o melhor bacalhau de Belém. Não sei se pode ser considerado o melhor, mas que disputa com grande vantagem com outros, disputa.




Como se vê acima, a vista é linda, mas, se preferir, tem a parte de dentro do bem decorado restaurante. Eu prefiro a de trás:




Hoje, me deparei com o cardápio novo, três, o de bebidas, o de refeições e o de petiscos, que melhorou ainda mais o Boteco, pois o antigo cardápio era confuso.

Se não quiser comer, vá simplesmente passear, pois o complexo é aberto ao público.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O loteamento de Belém

Como os leitores deste blog já devem ter percebido, o espaço público de Belém está sendo loteado. Aliás, para mim, o maior problema do trânsito não é a quantidade de carros na rua, a falta de educação dos motoristas ou a individualidade de cada carro que acha que pode fazer o que quiser. O problema maior é o loteamento do espaço público de Belém.

Sendo mais específico, toda Belém, inclusive em locais distantes dos bairros mais centrais, tem sempre um flanelinha que trata o espaço público como se fosse seu, mandando e permitindo o estacionamento de quem entender, inclusive com a utilização de cones de sinalização, pedaços de madeira ou o que for necessário para tomar conta do espaço público, sem que, obviamente, se recolha qualquer emolumento para algum órgão público, para ser utilizado em prol da sociedade. Pior, os órgãos públicos são coniventes com a situação.

Todos nós somos culpados, pois aceitamos a situação como se a apropriação do espaço público fosse normal, dentro da banalidade da falta de respeito que tratam os nossos direitos cotidianamente. Na nossa mentalidade pequeno-burguesa, devemos simplesmente dar o um real, ou até dois reais, ao flanelinha, para que não risquem o nosso carro ou mesmo porque vamos sempre ao local e, se não dermos, da próxima vez o automóvel pode ter o pneu furado ou a lataria amassada.

Quanto a essa conivência, mal notamos que cada vez mais somos vítimas de uma violência gratuita e que vem aumentando ao longo dos anos. Eu, mesmo com a minha cara carrancuda e meu sentimento mal-humorado quase constante e que piora quando vejo um flanelinha, fui vítima algumas vezes da violência do loteamento do espaço público da Capital por estes “guardiões” de automóvel, violência esta que vem crescendo em ritmo alarmante e que estamos aceitando tudo com um catatonismo preocupante.

A extorsão se apresenta tanto em problemas com menor teor de violência, como em casos preocupantes, mas que são apenas referências em mesas de bares e reuniões, sempre se concluindo que temos que andar com mais dinheiro no bolso para estar preparado para ser extorquidos, mas sem problemas.

Como menor teor de violência, lembro que, há poucos meses procurava um estacionamento na Avenida Benjamim Constant, próximo à Avenida Nazaré, local privilegiadíssimo, fui abordado por um flanelinha. Confirmei que queria estacionar, ele me perguntou quanto eu pagaria, eu respondi que era o normal, cinquenta centavos ou talvez um real. Perguntei o por quê e ele me disse que poderia tirar uma moto, que ocupava duas vagas, mas somente se eu desse para ele três reais. Isso me lembrou no Rio de Janeiro, que uma vez fui ao Maracanã ver o mengão e lá me cobraram, adiantado, trinta reais para estacionar na rua, sob pena de não deixarem eu estacionar. Se estão curiosos, não estacionei na Benjamim e vi o mengão ter uma bela vitória em um botequim em Copacabana.

Os leitores devem estar me criticando dizendo que em todos os casos era melhor não brigar ou então me elogiando pela atitude. Nem tanto ao céu e nem tanto à terra. Eu deveria ter feito mais, ter denunciado, ter descido do carro e pago para ver o que acontecia. Mas não fiz.

Não fiz por uma atitude frustrante que passei e que me submeti à violência, desta vez enfrentando-a. Quando fazia estágio, estacionava sempre o carro na Rua Gaspar Viana, próximo à Presidente Vargas. Lá, a ocupação era organizada - e é, pois as mesmas pessoas continuam lá e já se passaram quase vinte anos. Pagava por semana. O valor, em 1994, era um real por dia e, se pagasse na sexta-feira pelos cinco dias, saía por cinco reais, mas ganhava uma lavagem externa meia boca. Existia - e existe -, o dono da rua, que é auxiliado por gêmeos, na época menores, que ajudavam a estacionar e lavavam os carros. Uma micro empresa.

Nesse sistema, frequentemente encontrava o meu carro aberto, com o som ligado, com parte da janela aberta, e até faltando uma fita cassete de música dançante, que possuía e produzia aos montes na época, mas deixava passar sem maiores indignações. Até que um dia notei que haviam roubado a chave de roda, estepe e o macaco do carro. Não vou ser injusto ou leviano de dizer que foram os flanelinhas, pois não tenho provas. Mas, no mínimo, foram responsáveis por negligência, afinal eles “guardavam” o meu carro. Falei com os protetores do meu patrimônio, disseram que não havia sido naquele local. Fui em uma delegacia ali próximo, chamei um guarda e o levei até o local. Este me disse que nada podia fazer, pois não haviam provas de quem tenha sido. Não sei se foram os flanelinhas, mas que é estranho, isso é!

Ainda nas estórias, com as mulheres se dá pior. A minha cunhada, “dando” a “gorjeta” pelo uso do espaço público em moedas, o flanelinha jogou todas no carro, pois não queria o dinheiro de cobre. A minha irmã, por não ter dinheiro, o guardião do veículo chutou a porta e deu um soco no capô do carro. Enfim, todos passaram algum tipo de violência com flanelinhas e mesmo assim o toleram.

Outra vez devo estar sofrendo críticas, pois muitos devem estar comentando sobre a minha canguice e dizendo para eu dar o valor e deixar de fazer uma tempestade em um copo d'água. Informo a estes que há cinco anos atrás os dois guardadores de carro que se apossaram da parte da Rua dos Tamoios que fica em frente do meu local de trabalho foram presos por venda de drogas. Aliás, é próximo deste local que vou morar e que pretendo criar o meu filho Pedro.

A propósito, a violência no Rio de Janeiro começou, como todos sabem, do consumo inofensivo de maconha nas festinhas dos intelectuais na Zona Sul da Cidade Maravilhosa.

E ninguém tira a ocupação do espaço público pelos flanelinhas, que entendem que inclusive isto é um direito. No episódio recente do sistema Zona Azul na Avenida Brás de Aguiar, em que se tentou cobrar, por meio de uma empresa contratada pela Prefeitura, o estacionamento no local, transpareceu a fúria e a agressividade no limite. O sistema da Zona Azul não era perfeito, concordo, mas pelo menos dava emprego aos funcionários da empresa que gerenciava o estacionamento e recolhia valores aos cofres públicos decorrente do uso do espaço público, o que obviamente não é o caso dos flanelinhas, que embolsam todo o montante extorquido (somente registro o que todos sabem, para no caso de outra pessoa do mundo ler este blog e não estar entendendo, pois este sistema de flanelinha, pelo que sei, é parece jabuticaba, só existe no Brasil!).

Pois bem, na remodelagem do sistema de Zona Azul, os flanelinhas ocuparam a Brás de Aguiar e rasgaram todos os bloquetos dos agentes contratados para ordenar o estacionamento e não se intimidaram nem com a polícia quando chegou ao local para conter os abusos. Ou seja, tomaram conta da avenida com violência, inibindo qualquer projeto piloto de cobrança pelo uso do espaço público pelo poder público, seja na Braz de Aguiar, seja em outro local.

E todos nós passivos. Da mesma forma o Poder Público.

A desculpa que tem sido perpetrada para justificar a atitude dos flanelinhas é uma falácia e beira as raias do absurdo: é um problema social e que precisam sustentar as famílias. Primeiro, nenhum ilícito pode ser tolerado sob a justificativa de ser um problema social, se não tornar-nos-íamos
uma terra sem lei. Ademais, não conheço e me consertem se alguém conhece em quantidade expressiva, se existem idosos “guardando carros”. Raramente se vê uma criança ou uma senhora, ou mesmo mulher, “reparando carros” nas ruas de Belém, ou deficiente. O que sempre se vê são homens em plena capacidade física e intelectual nesta atividade, o que presumo seja a lei do mais forte.

Aliás, acima citei que os gêmeos que eram menores de idade continuam no local como flanelinhas. Na época já não eram crianças, mas vinte anos depois continuam na esquina da Gaspar Viana com a Assis de Vasconcelos. Não creio que nesses vinte anos tenha havido falta de oportunidade. O que mais me parece é que a situação é lucrativa e cômoda e, pior, o ilícito é tolerado pelo Poder Público e pela população, como no caso do Rio de Janeiro, que pela mesma desculpa, os tais problemas sociais, o saudoso gaúcho Leonel Brizola proibiu a Polícia de subir os morros.

Devem ter notado que ao longo de todo o escrito venho me referindo à atividade dos flanelinhas como crime, algumas vezes me referindo inclusive à extorsão. Não sou criminalista, mas não vejo outra forma de me referir à atividade levando em consideração a desculpa de todos que, se não der o dinheiro, o automóvel será sacrificado. Comparo esta atividade com o artigo 158 do Código Penal, que diz “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa”. Não é o extorsão o que praticam os flanelinhas?

Mas, o que fazer? Somente se faz criticar? Não, claro que não.

Recentemente estive em Miami e para encontrar vagas nas ruas é tão ruim, ou pior, que em Belém. Com uma diferença, não existem flanelinhas, mas máquinas que, quando se estaciona, têm que ser alimentadas previamente pelo valor correspondente ao tempo que irá se passar no local. Certas máquinas aceitam, inclusive, cartão de crédito. É claro que não pretendo ter o nível de sofisticação tecnológica estadunidense. Sequer creio que seja o ideal para nós, pois o desemprego aqui é muito maior.

O que proponho é um sistema aperfeiçoado do Zona Azul em que, por meio de licitação (atente-se!), se contrate uma empresa, podendo esta ser formada pelos próprios flanelinhas, em forma de cooperativa ou não, já que supostamente estes detêm o know-how para a atividade, gerando empregos e recolhendo parte dos valores ao Poder Público, para ser empregado na melhoria da qualidade das ruas de Belém. E nós, caso gostemos da ajuda dos trabalhadores da empresa, damos, agora sim, a merecida gorjeta, como damos a um garçom ou a um frentista. O Poder Público, neste caso, deve ser enérgico para permitir a implantação do serviço e, mais, para regulá-lo e corrigir os ilícitos e os problemas que advirão.

Mas nada será feito se todos não se conscientizarem que a atividade é crime, seja pela prática de extorsão, seja pela privatização de um espaço público sem a anuência do Poder Público. Cabe a nós essa conscientização.

Da base, Belém, Pará.