segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Ócio forçado



Amigos,


Neste momento estou em isolamento por causa da COVID (antes que me perguntem, somente com sintomas leves, graças à santa vacina!) .


Então, mesmo não sendo crítico de cinema e nem pretendendo ser, seguem descobertas destes dias de ócio obrigatório, que indico!




           


BUGSY


Qualquer filme com Warren Beatty, Annette Benning, Harvey Keytel, Joe Montagna e Ben Kingsley deve ser visto!Ainda mais com a trilha sonora de Enio Morricone.


Um filme de gângster, que conta o amor do mafioso Bugsy (Warren Beatty) com a cantora Virgínia Hill (Annette Benning, mais linda que nunca), que leva a fundação de Las Vegas.


Filme de 1991, baseado em uma história real.




        QUANTO VALE?


Também na Netflix, o filme trata de um fundo criado para compensações às vítimas do 11/09, tentando resolver uma das grandes questões (tabus) do direito, que é quanto vale uma vida quando se vai indeniza-la.


É um filme comovente e daqueles que enaltece o sistema norte-americano, que pensei que não ia gostar, mas me surpreendeu. Vale a pena!


Uma grande atuação de Michael Keaton, acompanhado do maravilhoso Stanley Tucci, que eu particularmente adoro.





MESSIAH 


A trama desta série da Netflix se passa em volta de uma pessoa do Oriente Médio que tomam como o novo messias e este, em atitudes dúbias e em meio de contestados milagres, se porta como um.


A série se passa no Oriente Médio e nos EUA, como fundo a relação entre estes espaços e o fanatismo religioso.


Há rumores que a série foi cancelada sob a desculpa da pandemia, mas o certo é que a seria é polêmica e somente uma temporada já é uma boa diversão e dá o recado.


Surpreendente e misteriosa. Para se pensar.


Da base e isolado.



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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Dilemas de um resort All Inclusive

Juventude perdida:
- Faz um hi-fi, por favor!
O jovem barman:
- Não temos hi-fi no cardápio! O que é um hi-fi?
- Então faz um gin-tônica e que Keith Richards te proteja da vida!

sábado, 2 de janeiro de 2021

Fonchito e a Lua



Garimpando para um presente pro Pedro, consegui encontrar este belo livro infantil do Nobel de literatura peruano Mario Vargas Llosa!

O livro descortina com leveza a descoberta de Fonchito do seu amor por Nereida! 

Feliz 2021.

Da base.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Poema de Amor

Poema de amor

Aproxima

Seduz

É belo


Pessoas não vivem de amor

O amor expressa em poucos momentos 

Te captura em um átimo

Geralmente disfarçado e enganador


Depois se passa à ditadura do amor

À busca incessante do inexistente 

E do que te contaram

Que pode ser eterno


Sou punk

Melancólico

Cansado da vida

Desistente do amor


O amor é um estalo de dedos

O que se prolonga

é a sua procura

Em vão 


Até a morte


Da base.

Ceremony

Se eu tivesse uma arma

Teria feito um bem para todos

Não estaria mais aqui

Não estaria mais em lugar algum


Não sei se faz diferença 

Agora não estou em nenhum lugar

Vago dentro de uma película negra

Com pessoas não me vendo

Ou fingindo que não me veem


Arma ou não

Continuo na escuridão 

Assistindo Joy Division

Ian Curtis morto


Da base.


Companheirismo

Compreensão

Divisão 

Tudo ilusão


Sempre


Você está só 

Não espere ninguém 

esposa, família , filho, namorada

Na vida, sempre estarás só


Da base.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Carta à Iracema

A Preta acaba de me falar que ela me adorava! Acredito que sim, pois a minha empatia com ela aconteceu da primeira vez que a vi, quando brigou comigo na hora que soube que eu namorava a Preta! Me disse: - Cuida bem dela, pois se não cuidar vai se ver comigo!

O Tim, cunhado dela que estava presente, logo assentou: - Ela fala isso pra todo mundo! Na minha época, falou a mesma coisa!

Já me demonstrou o grande coração que tinha!

Logo depois, em 2003, fui morar no Rio de Janeiro, a trabalho, e quando chegamos, durante o carnaval, eu e Preta, o Rio estava queimando ônibus, manifestações, todo o trânsito parado e mais todos os tipos de mazelas que assolavam a Cidade Maravilhosa, onde ela morava! Eu estava com apartamento alugado, transporte, mas no dia, tudo deu errado! Preta quis ficar na casa dela e eu não aceitei por não conhecer ou por sentimento de masculinidade ferida! Errei, hoje tenho certeza! Enfim, mesmo não estando na casa dela, passamos uma noite por lá, dentre cozinhas e bebidas, que era o que ela adorava! Foi a melhor noite na minha nova fase!

Após, durante todo o ano de 2003, todas as sextas a noite eram dela! Melhor, delas! Eu, Solange e seu grande e eterno amor, Iracema, que diferente da de José de Alencar, tem uma beleza negra incomparável e um humor subliminar cativante e apaixonante!

Naquele ano, todas as noites de sexta tive experiências incomparáveis. Combinávamos de eu levar a bebida, para combinar a cozinha incrível que ela tinha e que ela me dizia o cardápio para harmonizar a bebida. Uma das paixões da minha vida, a de cozinhar, começou com ela e as conversas sobre literatura, política, ditadura (ah..., as conversas sobre a ditadura..., quando ela contava que escondia perseguidos em sua casa no Leblon...) eram incríveis! Falava de Nélida Piñon e outros imortais como se estivessem sentados do nosso lado! Iracema, geralmente, chegava a madrugada, se despedia e ia dormir! Aí era a nossa hora para conversar! Não raro amanhecíamos, geralmente acompanhados de um Ballantines, sua bebida preferida!

Hoje bebo um Balla!

Tivemos noites memoráveis, como a que ela me contou como foi para o Rio de Janeiro e o começo dela com Iracema.

Deixava as noites de sexta no Rio para ficar no apartamento na Pinheiro Guimarães em Botafogo, com a lateral para o morro, olhando os macaquinhos que chegavam nas árvores ou, na frente, olhando aquela sacada com o amontoado de vida entre a máquina de escrever, livros e o arquivo de metal com a história (des)organizada de uma cinéfila, leitora e ativista, que deve ter mudado muitas vidas!

Se não mudou muitas, a minha mudou! Sou outra pessoa depois daquele 2003! 

Aliás, meu pedido de casamento foi quando estava hospedado na casa dela! No meio quarto, meio biblioteca! Eu e a Preta terminando no pedido de casamento e elas fingindo não ouvir!

Foram muitas histórias, desde uma visita ao Bracarense eu, ela e a Preta, quando um dia nos hospedamos na casa da Solange, até uma viagem (memorável) nossa, desculpe Preta, mas nossa significa eu, Solange e a Iracema para Parati! Que viagem, em que a Solange queria por que queria ver um teatro de bonecos, em um teatro amontoado, que eu e a Iracema não queríamos e que foi inesquecível!

Anos depois veio morar com elas a Melina, sobrinha da Iracema que, como eu, foi pro Rio para estudar. Claro que estou sendo pretensioso, mas me senti representado! O amor por Melina, nas conversas posteriores, era um amor de uma esperança na terra, de dias melhores e de que a humanidade possa ser melhor com essa menina.

Me recuso a falar do currículo como profissional que era! Não que a Doutora não tinha! Quero experiência, a vida que viveu e o seu coração, que nunca vou conseguir expressar aqui, como foi o amor pela mãe, Dona Consuelo, que dizia sempre que era a melhor amiga dela. E uma vez, a Dona Consuelo me confirmou que, o que ela sentiu mais falta na vida, foi quando a Solange foi embora pro Rio pois, naquela época, era a amiga e companheira.

Como diria o clichê, sofro com cada dia perdido, com cada dia que estive no Rio e não fui visitá-la, com cada minuto que não disse que a amava! Aliás, nunca disse que a amava! Se um dia você ler isso, Iracema, saiba que a amava!

Amiga Iracema, quero lhe pedir sinceras desculpas! Deveria estar aí com você! Pegar um avião, carro, ônibus, sei lá, chegar de alguma forma ao Rio de Janeiro! Mas hoje, só posso lhe dar as minhas lágrimas (neste momento copiosas) e a eterna lembrança da Solange.









Da base.