terça-feira, 14 de julho de 2020

Projeto Inacabado

Mais um projeto inacabado. Na verdade este mal começou.

Tratava-se de um diário, que pretendia contar a estória do Pedro que, naquele momento, estava com quase cinco anos.

Foi um dia de extrema alegria e emoção!

Preta encontrou e eu revivi aquele dia!



Da base.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Quatro Estações em Havana



Quatro Estações em Havana é uma série da Netflix que conta a estória de um investigador insatisfeito em ser policial e tentando sair da polícia.

Se passa em Cuba, Havana, nos tempos atuais, com vela fotografia, inclusive com tomadas aéreas de Havana e filmagens em belos casarões, hoje decadentes, que foram expropriados na revolução cubana. Quatro episódios, cada um, um crime, com cerca de uma hora e meia.

Gostei muito! Foge do clichê da guerra capitalista x comunista dos filmes cubanos e mostra uma Cuba não romantizada, seja para qualquer lado dos extremos!

Mas claro, não poderia deixar de tocar em política, tratando-se de Cuba!

Melhor parar, pois vou acabar dando spoiler! Indico!

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Suicídio

Aí eu ouço:

- Te mata! Me faz um favor!

E penso que a pessoa que queria preservar e proteger

Prefere que eu não exista!

Aí eu penso em morrer!

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Último dia da década

Enquanto dormem, desço a Barata Ribeiro
Na contramão, desce todo o Rio de Janeiro 
E o Brasil, e a Europa, e o Mundo...
Junto, a mentalidade burguesa de não ver os mendigos
Os ambulantes de toda ordem
Quatro adolescentes sem camisa, de cabelo pintado de loiro, gritam rindo que é arrastão
Subo a Figueiredo
Flores... muitas flores...
Festa do candomblé e mesmo de quem não entende o ritual
Cruzo o shopping dos antiquários em busca da Adega Pérola 
Fechada
Desço a Siqueira Campos 
Real Chopp, Real Sucos há quinze anos
O movimento é constante
E os bêbados da saída da praia também
Certamente ficarão em casa esta noite
Se tiverem casa...
ou ficarão na rua
se encontrarem lugar na rua...
Três chopes e um pastel de carne
Hora de voltar para ver o réveillon
Copacabana não mudou
Nada muda.





Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2019.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Toda Poesia - Paulo Leminski, Companhia das Letras, 2013

Leminski é um dos meus poetas favoritos! O Curitibano, com sua poesia contemporânea e sempre atual, me influenciou nas minhas mal rimadas linhas!

Este livro reúne todos os livros de poesias por ele lançados, inclusive vários esgotados, o que torna a obra parcialmente inédita e, podem acreditar, foi um dos livros mais vendidos no Brasil, feito glorioso para um livro de poesia! 

Mas não vou escrever muito. Vou deixar com uma poesia que me retrata:

EU QUERIA TANTO


eu queria tanto 
ser um poeta maldito
a massa sofrendo
enquanto eu profundo medito

eu queria tanto 
ser um poeta social
rosto queimado 
pelo hálito das multidões

em vez
olha eu aqui
pondo sal
nesta sopa rala
que mal vai dar para dois 


E.t.: Registro que é o primeiro livro que leio no Kindle e gostei muito pela praticidade!
Base, em 06/11/2019.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Castanha do Pará, SESI-SP, 2018


É um quadrinho que procuro há algum tempo. Estava sendo muito cultuado em alguns fóruns. Comprei na última FLIPA, a Feria Literária do Pará, na Livraria Fox e li no mesmo dia.

É uma estória em quadrinhos que se passa em Belém, principalmente nos bairros da Cidade Velha e no Ver-o-peso. Conta a estória de um menino de rua com a cabeça de urubu, o Castanha, em um gênero neorrealista, inspirado no conto “Adolescendo Solar”, do escritor paraense Luizan Pinheiro.

A obra de Gidalti Jr é primorosa, as ilustrações excelentes e o diálogo, tipicamente paraense, muito bem adequado a obra.


Gostei muito e indico a todos.

Da base.



Ofício de Escrever, Anfiteatro, 2017


A primeira vez que ouvi falar de Frei Betto foi no ano de 1989, quando entreguei a lista de livros da escola para o meu pai, que leu a requisição de um livro da matéria Organização Social e Politica Brasileira – OSPB de autoria do Frei Betto. Meu pai, então morávamos no Rio de Janeiro, chamou a minha mãe, falou o nome do Autor e riu.

Óbvio que, com 15 ou 16 anos, não entendi o motivo do riso, de uma criança estudar, em uma pós-ditadura militar recente, uma matéria que, em que pese inventada por Jango, foi completamente reformulada no regime militar e um jovem professor carioca indicou logo o livro de um “terrorista”, inclusive preso e exilado durante a ditadura. E estudei OSPB no livro do Frei Betto.

A segunda vez, já sabendo quem era, vi Frei Betto no Aterro do Flamengo, no ano de 2012, quando foi ovacionado em uma apresentação na Conferência Rio+20, participando de uma palestra sobre Biodiversidade.

Pois bem, revisitei Frei Betto neste livro, que pretende expor como o Autor produz, a sua forma de criação literária e explicita formas de criar de alguns autores, brasileiros e mundiais. São dicas de como se escrever e os estilos literários mais variados.

Ainda que não exponha claramente, penso que são sugestões para escritores pois, pelo menos para mim, muito do que foi sugerido não funcionaria e nem teria como funcionar – como o caso de isolamento por quatro ou seis meses por ano – e os estilos literários não se aplicam.

Mas é um livro válido, demonstra estilos e dá algumas sugestões, que é bom conhecer.



Da base.