Que a tristeza que sinto
pudesse acabar
Que pudesse resetar
Pudesse lutar
Voltar
No amor
Na felicidade
No sol
Procurando acalento das agressões
Nas noites mal dormidas no sofá
No copo
Na fumaça
Algo morreu
Eu sobrevivo
Triste
Com sequelas
Da base.
Que a tristeza que sinto
pudesse acabar
Que pudesse resetar
Pudesse lutar
Voltar
No amor
Na felicidade
No sol
Procurando acalento das agressões
Nas noites mal dormidas no sofá
No copo
Na fumaça
Algo morreu
Eu sobrevivo
Triste
Com sequelas
Da base.
E a ficção
latente a procurar motivos
de uma traição
na ilusão
Passa à real traição
Na espionagem
Na desconfiança
Justificativas vans
Ofensas desmedidas
nas embriaguês mais que constantes
Maestria na arte de atingir
Lapidada em anos de conviver
Rasgam o peito
Apagam o tempo
Arrancando o que mais importa
O filho da convivência
Agora o único que importa
Da base
As pausas intelectuais
nas madrugadas do hotel
a companhia do vinho barato
nos quiosques da Liberdade
O vagar ébrio nas noites do Bairro Alto
o rock do Portas Largas
a Rua Rosa mundana
o gin dos rooftops
A ressaca na Bertrand
o tinto Alentejano
a sombra sempiterna de Pessoa
os novos amigos de uma vida toda
E as inspirações
Ah, as inspirações...
Na ribeira, no mercado...
Nas ruas centenárias
As alfacinhas
As noites frias inesquecíveis de janeiro...