sábado, 25 de abril de 2015

Le Saint Germain


Passamos o carnaval em Paris, em um hotel agradabilíssimo e muito bem localizado, próximo à Rue De Bac e à estação de Metrô de mesmo nome, o K+K hotel Cayré, indicado pelo meu amigo Carlos.

Mas não seria tão bem localizado se na sua esquina não estivesse o meu (sim, porque agora já me apropriei dele) bistrô Le Saint Germain.

Bistrô francês para ninguém botar defeito: na calçada, mesinhas para fumar, tomar café, taça de vinho ou cerveja.

Do lado de dentro, em dois andares, refeições das melhores, francesas ou não, com destaque para o staek tartar e para a maravilhosa (a melhor que já comi) sopa de cebola.

Aliás, preciso falar da sopa de cebola, saboreada várias vezes pela Preta, o caldo fino e leve, sem a acidez da cebola, e devidamente gratinada, no dizer de um garçon francês e que fala português fluentemente com sotaque brasileiro, "com um queijo francês". Perguntei um dia: "que queijo francês?". Ele: "o gruyere". Só isso.

Pois bem, o bistrô possui todo o tipo de comida, incluindo carnes, pato, massas e pizzas, alguns tipos de cervejas, inclusive podendo beber no balcão, vinhos, em garrafa e na taça, tudo com jeito de boteco sofisticado, com garços muito simpáticos e educados, que é um adicional.

Mais uma vantagem, além de todas as acima, abre cedo e fecha de madrugada, com o que fazia que o nosso ponto de encontro fosse no café, antes ou depois do passeio. Eu, Preta, Carlos, Amana, Edilene e Mamãe nos divertimos muito lá.

Em Paris, para alguns o De Flore, o Le Deux Margot ou o Lipp.

 Para mim, o Le Saint Germain. Sempre.

Da Base.



sábado, 7 de fevereiro de 2015

Democrata

Sou um democrata! Sempre fui! Desde a minha adolescência! Nunca tive e não tenho partido definido! 

Brinco que o meu partido é o PC, o Partido Cazuza, pois o "meu partido é um coração partido...", como diria o poeta.

Isso tem um significado a mais do que simplesmente uma brincadeira! O meu coração é partido porque não existe, pelo menos hoje, algum partido que me represente.

Confesso que, tinha uma simpatia pelo PSDB! Nas últimas eleições, votei, fiz campanha, declarei meu voto veementemente nas redes sociais e, até mesmo, briguei com alguns amigos! Achava que era o mais sério! Que podia transformar a política em uma nova política e, mais do que tudo, que eram pessoas preparadas. Não que fosse peessedebista, nunca fui, mas diante do que estava e está aí, estava convencido que era o melhor!

Une-se a este fato, pela minha simpatia, o meu pai, que foi fundador do PSDB no Amapá, e o Tio da Preta, pessoa íntegra e que gostava muito de mim que, na eleição do PT em 2006, quando os tucanos estavam esfacelados no Estado do Pará, manteve viva a chama do partido e conseguiu reunir os cacos para enfrentar uma nova eleição, por simples idealismo partidário, mesmo com problemas sérios de saúde que o levou à morte.

Pois'é, vejo cada dia que passa que essa bipolaridade brasileira, PTxPSDB, nada mais é do que mais do mesmo! Que essa estória de ideologia partidária, direita e esquerda, o confronto de pobres versus ricos (grande balela inventada na última eleição), não existe! São iguais! A única ideologia que vigora é manter o poder pelo poder! Seja lá para fazer o quê?

Vemos isto com as mesmas práticas, as mesmas formas de governar, como é o exemplo recente do PT que aumentou impostos, privilegia os bancos e restringiu direitos trabalhistas, práticas típicas dos tucanos, em momentos de crise.

Nova forma de fazer política?! Também é estória contada para inglês ver! As práticas são as mesmas! Mentalidade de política feudalista do "ou vc está comigo ou contra mim!" Só alternam as cores!

Opiniões e direito de expressão, pelo mínimo que possa se ter, como expressão da democracia,  não existe! Claro, ou estás comigo ou contra mim! Não se pode reconhecer qualquer qualidade no inimigo, pois, se for assim, se torna inimigo também!

Isso mesmo, inimigo, pois a palavra e expressão "adversário" está banida da política que, afinal,tudo não passa de uma grande guerra, em que não se deve ter piedade.

E vai continuando, assim, o Estado brasileiro! Com promessas de nova forma de fazer política, advindas de marqueteiros, mas com práticas retrógradas e anacrônicas, depois de eleitos, mesmo que para isso se tenha que limitar a liberdade de expressão, por simples boicote.

Fico imaginando o que o meu pai e o tio da Preta diriam se estivessem vivos.

E, agora, eu, continuo a ser um democrata, seguindo com o meu partido cazuzista, na esperança sempre que um dia se faça a boa política, tão propalada! E de inimigos, passem a ser meros adversários de ideias. 

Espero estar vivo para ver! O meu pai e o tio não estão!

De Macapá.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Lado

Algumas vezes te obrigam a tomar um lado. Ou, no mínimo, a deixar o lado que você tinha.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Guia Millôr da História do Brasil


Ganhei de presente da Tia Lena no Natal, o livro é uma compilação de textos e charges do Millôr de todos os tempos, em diversas revistas e jornais, muito bem escolhidas e organizadas cronologicamente, do descobrimento do Brasil ao Presidente Lula.

Leitura deliciosa, rápida e inteligente.

Da base.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Atentado Terrorista em Paris



Não tenho palavras para expressar o atentado terrorista em Paris, a poucas horas. Mais ainda por terem sido mortos grandes cartunistas e, claro, os seus cartoons.

Somente para registro, além de eu ser um grande amante de cartoons, mesmo sem qualquer conhecimento técnico, a Preta tem um tio que, nas brincadeiras de infância, fala com muito orgulho de sua formação proveniente dele, cartunista (somente não falo o nome dele por não estar autorizado).

Minhas maiores homenagens aos cartunistas mortos e à liberdade de expressão!

Deixo como lembrança a foto acima, de capa, provavelmente a mais importante da história do jornal, com significado ímpar.

Boa noite, neste dia de luto.

Da base.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Postavecchia, na Galeria Pacífico



Uma vez em Buenos Aires, se o leitor for mulher, viajar com uma (ou várias) ou querendo comprar roupas, difícilmente vai se livrar da Galeria Pacífico que, como o diz o nome, é uma galeria de lojas no Centro de Buenos Aires, na famosa Calle Florida, que possui arquitetura e painéis belíssimos, mas isto é matéria para uma outra postagem.

Enfim, para aguentar essa rotina de compras e fugir dos MacDonalds e Burgers Kings, visite o Postavecchia, na praça de alimentação. Vende parrillas saborosíssimas, como é o caso da Tabla Premium que comemos, que reúne o asado de tira (costela), o bife de lomo (filé mignon) e um corte de picanha. Esta parrilla serve bem três pessoas e, dependendo da fome, até quatro. 

Acompanhe com o gelado chopp quilmes, cerveja local é patrocinadora do boça juniors, principal time de Buenos Aires.

Possui também petiscos e sobremesas, para acompanhar o chopp ou o vinho, o que preferir.

Atenção que existem dois cardápios, para os que sentam na praça de alimentação e os que ficam dentro do restaurante.

De Buenos Aires.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Tucson




Quando venho em Buenos Aires, sempre visito o Shopping de Design, mas nunca parei em nenhum restaurante ou bar. Nesta manhã chuvosa, decidi ficar perto do hotel e, depois do passeio, com pressa para o Pedro almoçar, parei no primeiro restaurante que vi!

 Grata surpresa!

O restaurante era o Tucson, especializado em steak's, com meseros atenciosos e prestativos e três ambientes, dentro, que beira o sofisticado, a parte que fica na passarela do shopping e ao ar livre, estes dois últimos servindo também para os fumantes.





Fiquei dentro e, sem delongas, pedimos o bife de chorizo para o Pedro (que já está comendo um inteiro! Valha-me Deus na adolescência desse menino!).

Eu e a Preta fomos de uma combinação deliciosa (sorte de primeira viagem ou porque tudo me parece ser gostoso). Primeiro uma linguiça flambada, flamejante, que estava excelente para a entrada. Como prato principal, dividimos um contrafilé (isso mesmo, aqui em Buenos Aires é carne nobre), que ficou marinando durante 48 horas no gengibre, óleo de soja e abacaxi, ainda assim tem sabor suave, mas marcante.


Acompanhando o almoço, fomos de Luigi Bosca Malbec, vinho relativamente simples, mas que combinou com tudo.

De sobremesa, maxi orio ou algo assim, uma sobremesa de sorvete, com a parte de baixo e de cima prensados com um biscoito caseiro de chocolate. Delicioso.

E o preço? mais barato que muitos restaurantes de Belém, com comida bem inferiores.

De Buenos Aires.