segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Hotel Etoile

Sim, é um hotel antigo. Sim, o piso ainda é de carpete. Mas o conjunto de qualidades são imbatíveis e que, mesmo com apenas dois dias no hotel, vai me fazer vir muitas e muitas vezes aqui.

Para começar, fica na Recoleta, o bairro charmoso de Buenos Aires. Só de chegar, já é um charme, pois fica em uma rua que não passa carros, obrigando que a chegada se faça com poucos metros à pé e que o barulhinho de rodinhas de malas no piso seja frequente.

E não somente fica na Recoleta, fica no seu coração, na Plaza Recoleta, ladeado com o burburinho dos mais variados bares e restaurantes: o tradicional La Biela, cantinas, bem ao lado de uma cervejaria artesanal, winerias, inclusive um outlet de vinhos, o Hard Rock Café, o Shopping de Design, o Museu de Bellas Artes, o Recoleta Mall, o famoso bar de esportes Locos por Fútbol, farmácias, mercearias, enfim... A localização é imbatível ao ponto de passar uma semana e não esgotar os programas que existem nas cercanias.

E a cereja do bolo da localização, a vista do Cemitério da Recoleta e da Plaza Recoleta.


Una essa localização a atendentes muito atenciosos e prestativos, uma excelente limpeza do quarto, quartos grandes, o excelente media luna do razoável café da manhã, a champanheria que fica na calçada do hotel, com que faz o hotel antigo e, para alguns, precisando de reforma, ter um clima de época, que combina com os ares de Buenos Aires.

Voltarei Várias vezes.

Do quarto 404 do Hotel Etoile, acompanhado de um malbec.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

The Basement English Pub

Como direi mais tarde, além da minha agradabilíssima estadia e passagem por Blumenau, em face dos eventos da Oktoberfest, resolvi conhecer outros pontos da Cidade, como é o caso do "The Basement".

Um pub discreto, situado no centro histórico, ao lado do hotel Ibis (www.basementpub.com.br), especializado em chopes e cervejas artesanais, com diversos tipos de ales, lagers, pilsens, etc, seja chope, seja cerveja, como dito.

Além das cervejas, o excelente cardápio vai desde diversos tipos de hot dogs e hambúrgueres, até petiscos e jantares.

Por óbvio, por estar em Blumenau, o PUB sofre intensa influência alemã, desde as cervejas até os petiscos. Aliás, como disse a Preta, o cardápio é sensacional.

Vá da degustação de cervejas (quatro tipos de cervejas servidos em pequenos copos) e o mix de salsichas alemães.

Funciona todos os dias a partir das 18horas e a partir de quarta-feira tem música ao vivo.

Em Blumenau, não deixem de conhecer o PUB. Aliás, se a viagem fosso somente para conhecê-lo, já teria valido a pena.


Do pub.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Tal filha, tal pai

Estória baseada em fatos reais, pelo menos o final:

Toca o telefone, o pai atende o celular pacientemente e a filha estudando e ouvindo no quarto:

- Sim, sim, esse telefone é da Bete.
...
- Bete é a minha mulher.
....
- Ela está sim, mas não pode atender agora.
...
- Está ocupada.
...
- Na cozinha!
....
- Eu posso resolver por ela, o que é?
...
- Eu sou marido dela... posso resolver!
....
- Diga o que é!
....
- Tenho todos os dados dela, posso confirmar!
....
- O CPF é 587.934.763-25 e a data de nascimento é 27/06/1949!
.....pausa longa...
- Não. Ela não está interessada em trocar de plano!
...
- Ela não quer nenhum combo!
....
- Ela está satisfeita com o plano dela....
....
- Pode ser vantajoso, mas ela não quer mudar!
....
- Não! Ela não pode atender!
....
- Está na cozinha e não vai querer nenhum combo...
....
- Eu falo por ela!
....
- Minha querida! Nada é de graça!
....
- Nenhuma operadora faz nada para perder dinheiro!
....
- Ela não vai atender!
.....
- Ela não pode pegar o celular e não vai querer nada!
....
- Eu já resolvi!
....
- Ela não vai falar com você!


A filha, no quarto, ouvindo toda a conversa, pensa:
- Se fosse eu, já teria mandado tomar no cú!

De repente, após uma longa pausa, ouve-se o grito na sala:
- Vai tomar no cú, sua vaca!

A filha dá um sorriso no canto da boca e volta a estudar...

Da base.

sábado, 9 de agosto de 2014

Zuma Miami

Programa imperdível em Miami é o brunch do Zuma (http://www.zumarestaurant.com/zuma-landing/miami/en/welcome), servido no sábado (um dos poucos na Cidade) e no domingo, das 11:30h às 14:30h.

Fomos com os meus amigos Carlos e Amanaci e desde a entrada muito bem recepcionado, por garçons atenciosos e prestativos.

No cardápio, se escolhe entre três classes de champanhes ou de drinks, que é o que vai definir o preço e o seu prato principal e a sobremesa. Obviamente, quanto mais caro o valor do champanhe que se vai beber, mais sofisticadas e diferenciadas as opções de prato principal e sobremesa.

Fomos do champanhe mais barato, que já é uma experiência incrível, pois o espumante é ilimitado e nos dá direito a pratos principais com carnes como salmão, além da sobremesa.

Mas o melhor mesmo é o buffet, que faz as vezes da entrada: um sem número de comidinhas, incluindo sushis, sashimis, grelhados chineses, carnes variadas, inclusive de frutos do mar, todos dispostos no balcão e sendo preparados na hora. De um lado pratos quentes, de tendências chinesas e de outro pratos frios, de tendência japonesas.

Tudo delicioso. Poderia passar o dia comendo os acepipes.



No final, depois das diversas taças de champanhes e ultrapassando (e muito) as 15 horas, o nosso atendente, já amigo da Amanaci e conversando em francês, gentilmente informou que fazia tempo que o buffet havia acabado e tivemos que terminar, não sem antes de tomarmos a saideira. Mais uma taça de champanhe.

Da base.

sábado, 28 de junho de 2014

O Amor

Sempre gostei muito do Seu Júlio, mas hoje ele me fez admirá-lo.

Chegando agora da farra, encontrei Seu Júlio saindo para fazer a sua caminhada diária (que sempre me convidou e eu nunca fui): tênis, camiseta, bermuda, chapéu estilo portuguesinho e a barba por fazer.

De pronto e gentilmente segurou a porta do elevador para entrarmos.

Tasquei logo: - Seu Júlio, nós chegando da farra e o senhor saindo para caminhar... 

Seu Júlio, que está com a esposa em uma situação difícil de saúde, de pronto respondeu, simplesmente e sem nenhuma pretensão:

- Prometi para a minha esposa que iria cuidar dela até o final da vida e para isso preciso estar bem...

Chegou o andar dele, olhei para a Preta, ela estava com os olhos molhados, com uma lágrima contida querendo cair, que me disse:

- Sabe o que é isso...? É o amor!

Concordo.

Da base.

sábado, 7 de junho de 2014

O Padrinho

A minha associação de classe, estadual e naciona,l está fazendo um movimento associativo de contactar parlamentares para aprovação do projeto de lei do novo Código de Processo Civil, especificamente para algumas questões que irão manter algumas conquistas já alcançadas por nós.

Na visita ao principal parlamentar, o mais importante, certamente o mais influente (inclusive no Brasil) e que possui a sua conduta ligada a uma atuação moral não aceitável (por favor leitores, não estou fazendo qualquer juízo ou julgamento), principalmente pelo Jornal concorrente ao da família do parlamentar, fui convidado a participar, mesmo não sendo da diretoria.

Os três diretores da Associação e eu esperamos cerca de 45 minutos no belo escritório da família o qual ele atende em Belém, muito bem decorado e arrumado, com a vista para o Bosque Rodrigues Alves, tendo vindo, durante este intervalo, duas pessoas informando que o Senador estava em uma consulta médica e justificando, gentilmente, a demora.

Chegou o Senador, logo também gentilmente se desculpando, como se fôssemos a principal Associação do Brasil e nos tratando como os principais dirigentes associativos deste país, mesmo que nós representássemos cerca de cem pessoas, somente.

O assunto tratado, resolvemos em cerca de 15 minutos! As outras uma hora e quinze minutos que passamos conversando com o parlamentar foram encantadoras, envolventes, inteligentes, cheias de literatura, história, citações de grandes pensadores e nomes da história, como o de seu grande ídolo (pelo menos assim me pareceu), Churchill.

Uma pessoa envolvente, usando de novo a palavra que podia resumir o momento, bem diferente do que falam na rede de jornal e televisão que fazem oposição ao parlamentar.

No fim da conversa, um dos diretores pergunta ao Senador se pode registrar o momento com uma foto, sacando o celular. De pronto, por simplesmente não ser da diretoria e pela minha timidez de primeiro momento, me ofereci para fazê-la, em nenhum momento pensando na conduta que o Brasil impõe ao Senador.

O Senador olhou para mim e em um gesto repentino perguntou:

- E você? Não vai sair na foto? Se comprometa, meu jovem, se comprometa...

Houve um pequeno mal estar e depois um sorriso contido de todos os presentes, que virou piada até hoje pelas pessoas da Associação e da classe que trabalho.

Enfim, a foto (comigo, é claro) foi publicada duas vezes no periódico mantido pela família do parlamentar, foi duramente criticada no jornal mantido pelo grupo de mídia rival e, já soube, que alguns secretários de Estado, em reuniões no órgão que trabalho, fazem chacotas, quando podem, do ato.

De fato, como não poderia deixar de ser - em um político que desde o ensino secundarista estudantil é eleito e que possui projeção nacional, tendo desafiado, inclusive, um grande político baiano, e feito o próprio Lula, literalmente, beijar a sua mão em um comício em Ananindeua -, foi uma atitude inteligente, comparável com a atitude de Don Corleone, quando no casamento da filha, disse que um dos convidados que vinha ao casamento, que comia e bebia o seu vinho, tinha que beijar a sua mão.

Inteligente e engraçada, que rende muitas piadas até hoje, que cada vez contada é feita uma nova interpretação.

Da base.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pois Sou Um Bom Cozinheiro, de Daniela Narciso e Edith Gonçalves, Companhia das Letras, 2013.

Não se trata de apenas mais um livro de culinária. Aliás, mesmo para quem que não gosta de leitura deste tipo ou que mal sabe fritar um ovo, vai se deliciar com a obra. Literalmente.

Trata de um livro que conta a estória de vida do nosso poeta Vinícius de Moraes, com seus poemas, suas músicas, os lugares que frequentava, as cartas que mandava e alguns amores, sempre permeado e possuindo como tema as suas receitas favoritas, não apenas as que, como mestre-cuca, executava, como também dos locais que frequentava, no Rio de Janeiro, no Brasil e, algumas, no mundo.

As receitas, da mesma forma, muitas delas do próprio Vinícius, são deliciosas.

O livro vale por ambos, pelas receitas e, principalmente, pelas passagens de sua vida e sua obra.



Um grande trabalho de pesquisa e uma grande organização.

Da base.