sábado, 8 de outubro de 2011

Steve Jobs

Este blog não pode deixar de registrar o falecimento de Steve Jobs, na última quarta-feira, aos 56 anos, de câncer.

O gênio da informática modificou uma geração e a evolução de todos os computadores quando tirou a Apple da falência, inventou o iPhone, o iPad e mesmo o mouse.

Descanse em Paz Steve Jobs.




Aliás, escrevo em um aplicativo de um iPhone.


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domingo, 2 de outubro de 2011

Casa D'Noca

Há alguns meses, fui atrás de uma nova proposta que estava surgindo em Belém, um misto de bar, restaurante e casa de show, tudo ligado ao samba. Fui em um sábado, quando a pedida era, e ainda é, feijoada ao som de chorinho. Havia um chorinho nada empolgante e uma feijoada boa, mas só boa, com diversos itens do cardápio faltando e com um serviço de garçom deixando muito a desejar.

Ontem voltei ao local para comemorar o aniversário de minha amiga Edilene, desta vez a noite. Parece-me que a Casa D'Noca (http://www.casadnoca.com.br/) se acertou e está cumprindo muito bem o papel a que se propôs: Uma casa de samba ao estilo da Lapa. Está excelente.

O local, uma das atrações, é um casarão típico de Belém, com pé direito alto e amplas salas e espaços, inclusive com um belo quintal, com uma mesa de "bilharito" ao fundo, tudo eficientemente decorado e planejado. Aliás, a decoração fez toda a diferença, que não existia na primeira vez que fui ao local. 

Na entrada, recebidos por dois seguranças gentis, somos logo adornados por uma eficiente pulseira de papel, que possui um número em que todos os pedidos são registrados neste número da pulseira que é vinculado ao seu nome logo na entrada. Aliás, esse sistema é mais eficiente e muito mais seguro do que as cartelas onde se anotam os pedidos, comum nos bares da Lapa, que gera incontáveis riscos, como a perda e a inutilização. A entrada custa R$ 10,00.

A cozinha está muito boa, tanto para petiscos, como o filé ao molho de gorgonzola, quanto para os pratos para jantar, como o picadinho, e os diversos tipos de sanduíches, com preços honestos e suficientes para uma boa qualidade da comida. O serviço também melhorou consideravelmente, com garçons jovens, mas muito atenciosos e fazendo o possível para o bom atendimento e a satisfação do cliente.

Nos dois salões da frente se instalaram as bandas de samba ou de chorinho, em um pequeno palco rodeado por mesas e um amplo espaço deixado para circulação e para os que querem ficar em pé e dançar. A noite de sábado estava animado, com a música impecável de, primeiramente, Flávia dos Anjos, ex-Batom Carmim, e depois de Olívia, cantora de primeira deste Estado, que não deixa nada a desejar se comparada com eventuais atrações do Rio de Janeiro que de vez em quando passam pelo local.

Mas se quiser algo mais calmo, o cliente tem a opção do quintal cuidadosamente decorado, em que o som das bandas é ouvido em tom ambiente por meio de alto-falantes, indicado para uma paquera ou um bom bate-papo.

Gostei muito e a Casa D'Noca é um raro exemplo em Belém de local que vai se aprimorando com o passar do tempo. Aliás, espero que a proposta dure bastante aqui nesta Capital.

Da Base, Belém, Pará.

domingo, 25 de setembro de 2011

Fortaleza, sempre um agradável passeio

Eu e a Preta queríamos que o Pedro tivesse uma experiência de andar de avião. Algo próximo de Belém e agradável, para ver como se comportava. Decidimos vir para Fortaleza, Capital cearense, já que os avós iriam chegar da Europa por esta (escrevo de Fortaleza) rota, confraternizando a família. E, junta-se a este fato, que torna a Cidade mais agradável ainda, a lembrança de que eu e a Preta nos conhecemos aqui. Mas esta estória fica para uma nova postagem.

Pesquisamos na net o melhor programa para um bebê que completa hoje seis meses e descobrimos a famosa barraca de praia Crocobeach, na Praia do Futuro. A barraca tem uma infraestrutura gigantesca, com piscina, fraldário, comida self service, uma parte no calçadão, lojas, brincadeiras com animadores, palhaços, uma parte da barraca na areia e preços animadores. Realmente, algo que agrada gregos e troianos.

Para os pais, dois grandes restaurantes:

O primeiro, o Coco Bambu, na Av. Beira Mar nº 3698, considerado por uma famosa revista o melhor restaurante de frutos do mar de Fortaleza. E é mesmo, nos poucos que conheço. Comi um grande e generoso pastel de lagosta (R$ 11,90) e um Camarão Iracema (R$ 68,90), a Preta e a minha mãe comeram Camarão a Delícia (R$ 68,90). Caro? Trouxemos mais da metade da comida. O prato do restaurante é, indicado pelos garçons, para duas pessoas, mas o meu, delicioso, dava para três, tranquilo, talvez para quatro. E o da Preta e da minha mãe também sobrou.

Como já se conhece o Camarão a Delícia, que é o mesmo preparo do peixe, vou resumir somente o meu prato: arroz de leite, com leite de coco, muitos camarões rosas médios e grandes, pedaços de queijo coalho e uma fina fatia de queijo encima de tudo, antes de levar para gratinar. Espetacular. Acompanhei com o australiano branco Heartland (mais ou menos R$ 72,00), que já havia bebido, mas hoje teve um sabor especial. A sobremesa, torta de limão, também deu para três, o que levou a Preta a acreditar que o dono do restaurante é de Itu e não do Ceará.

O atendimento, como é regra no Nordeste, mas que deve sempre ser aplaudido, muito bom, com atendentes e garçons simpáticos.

Outro considerado como o melhor restaurante variado pela mesma revista, é o Oui Bistrô (Av. Santos Dumont, 2391, esquina com Nunes Valente, Aldeota). Ambiente sofisticado com simpáticos garçons. Os pratos se explicam por si só: Eu, Badejo com crosta de rapadura e queijo coalho e risoto de banana da terra, a Preta, cauda de lagosta grelhada com risoto de camarão. O meu, fantástico, o carro chefe da casa, o da Preta, meiote, mesmo sendo lagosta (A Preta está reclamando do pedido até hoje). O vinho, branco, não vale a pena lembrar e não me lembro mesmo. Mas, não se engane, o restaurante é bom e agradável e vale a pena a visita.

É isso, Fortaleza é sempre um agradável passeio e me traz grandes recordações, de um povo batalhador e simpático, de belezas naturais e de momentos que vivi por aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Autorretrato (um plágio declarado do de Pablo Neruda)


Sei que sou ou penso que sou,
protuberante no abdômen,
de pele amarelo-escritório,
olhos pequenos e nariz grande,
precoce em pêlos prateados,
covarde para armas e violência,
corajoso para defender a paz,
companheiro dos livros, das novelas e dos romances,
das películas de qualquer gênero,
fiscal da natureza,
amante das florestas e dos mares,
meditador nas praias,
preocupado, com o que devo me preocupar,
despreocupado, com o que sobejar,
viajante audaz e inconsequente,
sedento para conhecer lugares,
hedonista por brincadeira,
apaixonado pelo que faço,
workaholic por necessidade,
preguiçoso para o que não é urgente,
descrente das atividades físicas,
tímido,
algumas vezes melancólico,
passional ao fundo do poço,
alegre por convencimento,
entregue aos amigos,
não conheço os inimigos,
rancoroso,
perseguidor da arte de escrever,
de ler,
de se comunicar,
mesmo sabendo que o satisfatório não consigo alcançar,
admirador das mulheres,
apaixonado pela minha,
protetor das outras três de toda a vida,
descobridor do amor incondicional pela cria,
sonhador incorrigível,
sem limite,
amante da liberdade,
notívago por herança,
boêmio por natureza,
embriagado pelo vinho, pelo uísque e pela vida,
sempre.

Da base, Belém, Pará.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mais uma tragédia anunciada no Rio - O Bondinho de Santa Tereza

Fico triste de confirmar neste blog mais uma tragédia anunciada no Rio de Janeiro. Aliás, a terceira postagem, que me lembro, que confirmo neste blog.

No final de semana passado decidimos ir comemorar o aniversário da minha amiga Carla Melém. Além do seu marido, mano velho, Alex, estavam outros grandes amigos, Alexandre e Léa Benchimol, Gustavo e Roberta Salgado, meu compadre e comadre Marcus e Bárbara Lobato, irmã Karime e, óbvio, a Preta, companheira de viagens e da vida. No sábado, por minha insistência, comer feijoada em Santa Tereza, por indicação da minha irmã.

Após pelo menos uma hora e meia na fila, aguardando o bonde, com muitas brincadeiras nossas, chegou a primeira notícia da tragédia anunciada, que há quatro meses havia caído um francês, de cima dos Arcos da Lapa, pela abertura do bonde.

No bonde antes do nosso, ouvi umas palavras mais altas indecifráveis, com várias pessoas correndo para o bonde ainda na estação. Era simplesmente um dos maquinistas anunciando que quem quisesse ir em pé no bonde podia passar na frente, descobri depois.

Embarcamos. O bonde era bonito, bem pintado. Como se deu no anterior, também houve a via franca para o embarque em pé, um grupo de franceses na frente, quatro, e um casal brasileiro atrás. A nossa galhofa continuava. A minha, aliás. Como não consegui ficar do lado da Preta e estava na ponta da cadeira do bonde. Antes mesmo de sentar a Companheira, incisiva, logo largou: "Não levanta, aquieta!"

Não obedeci. Ficava brincando e, logo na primeira curva, o bonde parou. O Maquinista, insistiu e ele andou, como se este procedimento para ele andar fosse comum e usual. E foi assim durante todo o trajeto.

O que mais me marcou foi sobre os Arcos da Lapa, onde o tal francês teria caído. O bondinho todo aberto, sem qualquer contenção, encima de muitos metros de construção, com um alambrado torto, sempre parecendo que segurou algo e ficou deformado. A Preta falando para eu sentar e eu na brincadeira. Falei para o meu compadre, virando para trás: este bonde é muito tosco!

Enfim, paramos no restaurante, no alto do morro, saindo do bondinho e ele seguindo o seu percurso e, dez minutos depois, ouvíamos as sirenes dos bombeiro. O garçom disse que não havia uma notícia "muito boa" para nos dar, que um bondinho havia descarrilhado, batido em um poste.

Hoje, no Jornal Nacional, descobri que houve cinco mortos, cinquenta e dois feridos, alguns ainda no hospital, em decorrência de falta de manutenção no bonde. Aquele, logo antes do nosso, que as pessoas corriam freneticamente para buscar um lugar em pé e eu, corri para saber o que havia acontecido, se estavam tentando passar a nossa frente.

Mais uma tragédia anunciada. Não por mim, que somente constatei, mas pela Administração Pública carioca.

domingo, 21 de agosto de 2011

Café da Manhã no Rio de Janeiro

O meu amigo Alexandre Benchimol, paulista de coração, me perguntou onde se toma um bom café da manhã no Rio de Janeiro. Alexandre, os mais famosos do Rio são o Talho Capixaba (www.talhocapixaba.com.br), que é uma espécie de padaria, com venda de patês, frios e pães, que o cliente monta o seu sanduíche segundo o seu gosto, além de espaço para outros itens e venda de produtos finos, e o Restaurante Garcia e Rodrigues (www.garciaerodrigues.com.br), uma delicatesse sofisticada, com espaço voltado para restaurante, aliás um dos melhores do Rio, ficando ambos no Leblon, na Av. Ataulfo de Paiva, o primeiro no número 1022, e o segundo no 1251, este no Baixo Leblon. O Garcia Rodrigues também possui filiais na Barra da Tijuca e em São Paulo.

Não tão conhecido e bem mais simples que os dois, servindo um bom almoço, principalmente saladas, o que eu sempre vou é um bistrô chamado Santa Satisfação (www.santasatisfacao.com), que tem um ótimo omelete, com duas casas, uma na Santa Clara 36-c, em Copacabana, no Posto 6, e também ao lado do Garcia e Rodriguez, na Ataulfo de Paiva, nº 1335-A.


Da Base, Belém, Pará.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Chá com Mussolini, 1999 (Tea with Mussolini)

De Franco Zeffirelli, Chá com Mussolini é um filme marcante, que conta a história de um grupo de senhoras inglesas que adotam Florença como lar, na época do regime fascista, à beira e durante a Segunda Guerra Mundial.

Além da excelente película, três atuações dignas do Oscar, Cher, como uma colecionadora de artes americana, Judi Dench, como uma amante da arte e pintora e, a minha preferida no filme, Maggie Smith, como a viúva de um embaixador inglês.

Um filme emocionante.


Da Base, Belém, Pará.