segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Morte em Veneza, de Thomas Mann

 Comecei a ler A Morte em Veneza, de Thomas Mann, durante a minha viagem a Veneza neste último carnaval, como uma forma de conhecer um pouco mais da cidade para além dos cartões-postais. O livro, escrito por Mann — Prêmio Nobel de Literatura de 1929 — conta a estória de um escritor de meia-idade que, durante férias em Veneza, se apaixona obsessivamente por um jovem de 14 anos.


Confesso que a leitura demorou a engrenar. Achei boa parte do livro monótona, excessivamente lenta e pouco fluida. Mas tudo mudou nas últimas dez ou quinze páginas. Quando Mann começa a revelar uma Veneza decadente, triste, pútrida, sustentada por moradores e comerciantes preocupados apenas em preservar o turismo e os próprios interesses financeiros, a narrativa ganha uma força impressionante.


E o mais curioso é perceber que, apesar de o livro ter sido escrito há mais de um século, a Veneza que encontrei nesta última viagem — em que consegui permanecer mais tempo e observar melhor a cidade — mudou muito pouco. Com algumas exceções.


Da base.


sábado, 6 de dezembro de 2025

Dias Perfeitos

 
Nunca te perdi
A verdade é que
nunca te tive
Nesses quase 30 anos

E o foda é saber
Que para você 
Não vou fazer falta
Mas alivio

Nestes dias que antecedem a separação
Se pode respirar esse alívio
A casa preenchida do
“Até que enfim”

E como Buarque
A sensação de que já vou tarde
Tortura
Por ter me dedicado cegamente a este amor

Ainda amo
Cada dia mais do que amava ontem
Mas só o amor não basta
Pelo menos o meu amor pra ela

E nestes dias perfeitos
Que se foram nesse komorebi
As nossas sombras nunca ficaram mais escuras quando se sobrepuseram
Apenas eu me enganava que ficavam

Da base, 07/12/2025


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

A Casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo Ribeiro


 

Acabei de reler "A Casa dos Budas Ditosos", que havia lido logo quando foi lançado, no final da década de 90, fazendo parte da coleção "Plenos Pecados", em que cada obra corresponde a um dos sete pecados capitais.

O livro é um relato de uma mulher de pouco menos de setenta anos, que conta a sua vida voltada ao sexo e à luxúria, surpreendente, pois sequer se sabe se a senhora realmente existe ou se trata de um personagem fictício do nosso saudoso imortal.

Desta vez foi diferente, li com outro olhar, não aquele de um jovem adulto, que estava ávido para acabar e colocar o livro na estante e retirar mais um, mas com a calma e a paciência de curtir o momento, lendo e relendo as passagens, me deleitando e, por que não dizer, me excitando com algumas delas.

Pura diversão! Que deu a João Ubaldo Ribeiro o título de sexólogo da literatura brasileira!

Todos deveriam ler este livro ao menos uma vez na vida.

Da Base.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Não quero descer

Não quero descer
Não quero enfrentar o amanhã 
Minha noite é uma fantasia
Meus uísques, meus acepipes

Meus dias sofridos
Um trabalho que gostava
Passou a ser opressor
Atravesso a rua para trabalhar,
Como se estivesse acompanhado de um guarda medieval me conduzindo pra guilhotina 

Nesta segunda-feira, 
Preciso dormir
Amanhã começa mais um dia
Minha família precisa de mim

Base, 19/08/2024

sábado, 30 de março de 2024

Trancoso

O por do sol
Visto do mar
Da praia dos nativos
Na morenice baiana
Do meu amor antigo
 
Trancoso, 30/03/2024

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Avaliação


Mais um dia de avaliação 

Esperando na ante-sala da terapeuta

18:50

A devolutiva destruidora


Só penso em chegar em casa

Me entregar à ebriedade do vinho tinto

da vodka e da novela

e enganar a esperança 


Da base, 22/01/2024

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Baiana


De Orixá
Yemanjá
Também de encantados
Iara


Morenice jambo
que encanta
O sorriso pequeno
que enfeitiça


As covas fincadas na face
como poços de luz
hipnotizam
Seduz


A meninice preta
imune ao tempo


Da base, 07/07/2023


quarta-feira, 24 de maio de 2023

O Barão

No início da década de noventa, durante os meus dezesseis aons, nas cercanias do saudoso colégio Moderno, onde estudava, existia uma figura hoje lendária, o Barão, que andava pela Braz de Aguiar e Benjamim, sempre transitando com desenvoltura e fazendo piadas nas rodas de jovens. Falar com o Barão era estar na “high society” paraense ou, pelo menos, assim se considerava na época.

O Barão transitava entre os Ponto de Bala, em frente a Zoomp, a Company, o famoso Manga Café, hoje inexistentes, mas, principalmente, na frente do Cosanostra, no pedaço mais badalado de uma Belém burguesa e jovem, nas quais desfilavam carros do ano importados, roupas de marca e esbanjamento de dinheiro, na engarrafada Braz de Aguiar, para os que querem ver e ser vistos.

Aparentando já ter cerca de quarenta anos, baixo, negro, sempre com roupas descoladas das marcas de grife que circundavam a Braz de Aguiar, destoava dos moleques brancos de quinze ou dezesseis anos que rondavam o local durante o dia, sejam os da alta sociedade ou mesmo de uma classe média que queriam estar entrosados. Mas, como disse, andava pelas rodas com desenvoltura e falando com todos, sem realmente conhecer ninguém.

Barão guardava carros na frente do Cosanostra, em seu auge, quando lotava a Benjamim Constant e a Braz de Aguiar. Naquela época, os desfiles de carros e a vontade de ser visto era tão grande que os carros não passavam ou passavam vagarosamente pela Benjamim, mas não havia nenhuma buzina ou irritação, apenas a espera para o “desfile”.

Pela tarde, quando saia da escola, via a desenvoltura do Barão, mas nunca tive o acesso para falar com ele. Somente o via, mas sem poder chegar.

Pela noite, quando os cabelos dos frequentadores começavam a esbranquiçar, uma vez vi a desenvoltura do personagem, transitando na frente do Cosanostra e do Manga Café, quando saí com o meu pai, sem no entanto entrar em nenhum dos dois bares.

A verdade que essa vida noturna de Cosanostra e Manga Café, na época, era um pouco difícil para quem morava no Guamá, com amigos lisos e em uma Belcity que os ônibus paravam de funcionar às onze horas da noite e somente voltavam às seis da manhã, tratando somente de chegar na Braz de Aguiar. Se formos considerar o preço de um bar da moda, como era o Cosanostra, era inacessível.

A crônica está longa, mas não posso deixar de contar uma das últimas do Barão: Um amigo, assíduo frequentador do “Cosa”, arranjou uma namorada extremamente ciumenta. Ambos conhecedores do Barão das áureas épocas. Esta, disse que o celular do Barão era muito antigo e deu um celular novo para ele. Todo dia, às seis e trinta da tarde, ela ligava para o Barão para saber se o meu amigo já tinha chegado no Cosanostra e se estava acompanhado. O Barão, inocentemente, passava toda a ficha.

Nunca soube se o Barão era mesmo um cara de bom papo, se era amigo ou, mesmo que inconscientemente, uma forma da elite de amenizar sua culpa pela desigualdade social naquele local tão elitizado. E o Barão, inocentemente, se beneficiou da sua figura “cult”.

Hoje, saindo do “Cosa”, fui buscar o meu carro na esquina, sob uma chuva torrencial, e ele estava lá, como esteve durante estes, pelo menos, trinta anos, molhado, sem mais as roupas de grife, mas vestido com um daqueles coletes de guardador de carro fluorescente e um cabelo artificialmente negro graúna. Dei-lhe algum dinheiro, desejei boa sorte e disse: - até a próxima, Barão!

Da base, 24/05/2023.


segunda-feira, 6 de junho de 2022

O Primeiro Livro



Quando descobri que o Pedro era autista, uma das coisas que mais me angustiava era o Pedro não conseguir ou querer ler um livro! Um dos meus sonhos, quando pensei em ter filho, era poder ler com ele e, um dia, quem sabe, compartilhar minha biblioteca.

É certo que já havia lido pra ele e, algumas vezes, até mesmo lido alguns livros bem menores. Mas um livro mais expressivo, este foi o primeiro.

Hoje fiz isso com ele! Li com o meu filho esse livro aí! Quem sabe é o início de um leitor que vai me dar mais orgulho!

Da base.

domingo, 12 de dezembro de 2021

Amor à primeira vista

A amei na primeira vez 
Naquela universidade 
Nas rodas das baianas
Jeans, marrom e salto alto

Amor profundo
Puro
Sem te conhecer
Involuntário 

Tua pele morena
Teu sorriso amplo
Tua determinação insegura
A personalidade forte

Muito tempo juntos
Vieram cumplicidades amargas
Lembranças dolorosas
Dores incuráveis

Obrigação de estarmos juntos
O choro não muito escondido
Cantando alto para incomodar ou afastar
Depois o ódio 

Sensação de ser demais
De ser vomitado
Buarquianas …
… de que já vou tarde

Hoje o ressentimento 
Nenhuma palavra
Ainda te amo
Mais que a primeira vez

Como me disse
O amor não é suficiente
A vida testando ela mesma em nós

12dez2021

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

22:48


Quero um cigarro

Hoje está difícil

Vou voltar a fumar


A televisão ligada

Preenchendo o silêncio 

A segunda garrafa na metade

E o monstro peludo e macio me abraça na tristeza 


A respiração difícil

O choro preso desde a manhã

Dois ou três poemas de Byron

Ninguém pra conversar 


O sopro da morena acalenta

Leio Macondo

Um Pai-nosso

Sem acreditar 


22:48

De um dia longo

De uma vida longa

Com a obrigação de estar vivo


Da base.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Ócio forçado



Amigos,


Neste momento estou em isolamento por causa da COVID (antes que me perguntem, somente com sintomas leves, graças à santa vacina!) .


Então, mesmo não sendo crítico de cinema e nem pretendendo ser, seguem descobertas destes dias de ócio obrigatório, que indico!




           


BUGSY


Qualquer filme com Warren Beatty, Annette Benning, Harvey Keytel, Joe Montagna e Ben Kingsley deve ser visto!Ainda mais com a trilha sonora de Enio Morricone.


Um filme de gângster, que conta o amor do mafioso Bugsy (Warren Beatty) com a cantora Virgínia Hill (Annette Benning, mais linda que nunca), que leva a fundação de Las Vegas.


Filme de 1991, baseado em uma história real.




        QUANTO VALE?


Também na Netflix, o filme trata de um fundo criado para compensações às vítimas do 11/09, tentando resolver uma das grandes questões (tabus) do direito, que é quanto vale uma vida quando se vai indeniza-la.


É um filme comovente e daqueles que enaltece o sistema norte-americano, que pensei que não ia gostar, mas me surpreendeu. Vale a pena!


Uma grande atuação de Michael Keaton, acompanhado do maravilhoso Stanley Tucci, que eu particularmente adoro.





MESSIAH 


A trama desta série da Netflix se passa em volta de uma pessoa do Oriente Médio que tomam como o novo messias e este, em atitudes dúbias e em meio de contestados milagres, se porta como um.


A série se passa no Oriente Médio e nos EUA, como fundo a relação entre estes espaços e o fanatismo religioso.


Há rumores que a série foi cancelada sob a desculpa da pandemia, mas o certo é que a seria é polêmica e somente uma temporada já é uma boa diversão e dá o recado.


Surpreendente e misteriosa. Para se pensar.


Da base e isolado.



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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Dilemas de um resort All Inclusive

Juventude perdida:
- Faz um hi-fi, por favor!
O jovem barman:
- Não temos hi-fi no cardápio! O que é um hi-fi?
- Então faz um gin-tônica e que Keith Richards te proteja da vida!

sábado, 2 de janeiro de 2021

Fonchito e a Lua



Garimpando para um presente pro Pedro, consegui encontrar este belo livro infantil do Nobel de literatura peruano Mario Vargas Llosa!

O livro descortina com leveza a descoberta de Fonchito do seu amor por Nereida! 

Feliz 2021.

Da base.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Poema de Amor

Poema de amor

Aproxima

Seduz

É belo


Pessoas não vivem de amor

O amor expressa em poucos momentos 

Te captura em um átimo

Geralmente disfarçado e enganador


Depois se passa à ditadura do amor

À busca incessante do inexistente 

E do que te contaram

Que pode ser eterno


Sou punk

Melancólico

Cansado da vida

Desistente do amor


O amor é um estalo de dedos

O que se prolonga

é a sua procura

Em vão 


Até a morte


Da base.

Ceremony

Se eu tivesse uma arma

Teria feito um bem para todos

Não estaria mais aqui

Não estaria mais em lugar algum


Não sei se faz diferença 

Agora não estou em nenhum lugar

Vago dentro de uma película negra

Com pessoas não me vendo

Ou fingindo que não me veem


Arma ou não

Continuo na escuridão 

Assistindo Joy Division

Ian Curtis morto


Da base.


Companheirismo

Compreensão

Divisão 

Tudo ilusão


Sempre


Você está só 

Não espere ninguém 

esposa, família , filho, namorada

Na vida, sempre estarás só


Da base.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Carta à Iracema

A Preta acaba de me falar que ela me adorava! Acredito que sim, pois a minha empatia com ela aconteceu da primeira vez que a vi, quando brigou comigo na hora que soube que eu namorava a Preta! Me disse: - Cuida bem dela, pois se não cuidar vai se ver comigo!

O Tim, cunhado dela que estava presente, logo assentou: - Ela fala isso pra todo mundo! Na minha época, falou a mesma coisa!

Já me demonstrou o grande coração que tinha!

Logo depois, em 2003, fui morar no Rio de Janeiro, a trabalho, e quando chegamos, durante o carnaval, eu e Preta, o Rio estava queimando ônibus, manifestações, todo o trânsito parado e mais todos os tipos de mazelas que assolavam a Cidade Maravilhosa, onde ela morava! Eu estava com apartamento alugado, transporte, mas no dia, tudo deu errado! Preta quis ficar na casa dela e eu não aceitei por não conhecer ou por sentimento de masculinidade ferida! Errei, hoje tenho certeza! Enfim, mesmo não estando na casa dela, passamos uma noite por lá, dentre cozinhas e bebidas, que era o que ela adorava! Foi a melhor noite na minha nova fase!

Após, durante todo o ano de 2003, todas as sextas a noite eram dela! Melhor, delas! Eu, Solange e seu grande e eterno amor, Iracema, que diferente da de José de Alencar, tem uma beleza negra incomparável e um humor subliminar cativante e apaixonante!

Naquele ano, todas as noites de sexta tive experiências incomparáveis. Combinávamos de eu levar a bebida, para combinar a cozinha incrível que ela tinha e que ela me dizia o cardápio para harmonizar a bebida. Uma das paixões da minha vida, a de cozinhar, começou com ela e as conversas sobre literatura, política, ditadura (ah..., as conversas sobre a ditadura..., quando ela contava que escondia perseguidos em sua casa no Leblon...) eram incríveis! Falava de Nélida Piñon e outros imortais como se estivessem sentados do nosso lado! Iracema, geralmente, chegava a madrugada, se despedia e ia dormir! Aí era a nossa hora para conversar! Não raro amanhecíamos, geralmente acompanhados de um Ballantines, sua bebida preferida!

Hoje bebo um Balla!

Tivemos noites memoráveis, como a que ela me contou como foi para o Rio de Janeiro e o começo dela com Iracema.

Deixava as noites de sexta no Rio para ficar no apartamento na Pinheiro Guimarães em Botafogo, com a lateral para o morro, olhando os macaquinhos que chegavam nas árvores ou, na frente, olhando aquela sacada com o amontoado de vida entre a máquina de escrever, livros e o arquivo de metal com a história (des)organizada de uma cinéfila, leitora e ativista, que deve ter mudado muitas vidas!

Se não mudou muitas, a minha mudou! Sou outra pessoa depois daquele 2003! 

Aliás, meu pedido de casamento foi quando estava hospedado na casa dela! No meio quarto, meio biblioteca! Eu e a Preta terminando no pedido de casamento e elas fingindo não ouvir!

Foram muitas histórias, desde uma visita ao Bracarense eu, ela e a Preta, quando um dia nos hospedamos na casa da Solange, até uma viagem (memorável) nossa, desculpe Preta, mas nossa significa eu, Solange e a Iracema para Parati! Que viagem, em que a Solange queria por que queria ver um teatro de bonecos, em um teatro amontoado, que eu e a Iracema não queríamos e que foi inesquecível!

Anos depois veio morar com elas a Melina, sobrinha da Iracema que, como eu, foi pro Rio para estudar. Claro que estou sendo pretensioso, mas me senti representado! O amor por Melina, nas conversas posteriores, era um amor de uma esperança na terra, de dias melhores e de que a humanidade possa ser melhor com essa menina.

Me recuso a falar do currículo como profissional que era! Não que a Doutora não tinha! Quero experiência, a vida que viveu e o seu coração, que nunca vou conseguir expressar aqui, como foi o amor pela mãe, Dona Consuelo, que dizia sempre que era a melhor amiga dela. E uma vez, a Dona Consuelo me confirmou que, o que ela sentiu mais falta na vida, foi quando a Solange foi embora pro Rio pois, naquela época, era a amiga e companheira.

Como diria o clichê, sofro com cada dia perdido, com cada dia que estive no Rio e não fui visitá-la, com cada minuto que não disse que a amava! Aliás, nunca disse que a amava! Se um dia você ler isso, Iracema, saiba que a amava!

Amiga Iracema, quero lhe pedir sinceras desculpas! Deveria estar aí com você! Pegar um avião, carro, ônibus, sei lá, chegar de alguma forma ao Rio de Janeiro! Mas hoje, só posso lhe dar as minhas lágrimas (neste momento copiosas) e a eterna lembrança da Solange.









Da base.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Projeto Inacabado

Mais um projeto inacabado. Na verdade este mal começou.

Tratava-se de um diário, que pretendia contar a estória do Pedro que, naquele momento, estava com quase cinco anos.

Foi um dia de extrema alegria e emoção!

Preta encontrou e eu revivi aquele dia!



Da base.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Quatro Estações em Havana



Quatro Estações em Havana é uma série da Netflix que conta a estória de um investigador insatisfeito em ser policial e tentando sair da polícia.

Se passa em Cuba, Havana, nos tempos atuais, com vela fotografia, inclusive com tomadas aéreas de Havana e filmagens em belos casarões, hoje decadentes, que foram expropriados na revolução cubana. Quatro episódios, cada um, um crime, com cerca de uma hora e meia.

Gostei muito! Foge do clichê da guerra capitalista x comunista dos filmes cubanos e mostra uma Cuba não romantizada, seja para qualquer lado dos extremos!

Mas claro, não poderia deixar de tocar em política, tratando-se de Cuba!

Melhor parar, pois vou acabar dando spoiler! Indico!